O volume de créditos problemáticos (NPL) no sistema bancário do Uzbequistão continua a crescer. De acordo com dados do Banco Central, até o final da primeira metade de 2026, o volume desses créditos atingiu 22,9 trilhões de som. Este indicador é significativamente superior aos 18,1 trilhões de som no início do ano, aumentando em 27 por cento.
Dinâmica de Crescimento da Carteira de Crédito
Embora o crescimento da carteira de crédito seja considerado um processo natural, o ritmo mais rápido de aumento dos créditos problemáticos gera preocupação no sistema bancário. Em seis meses, a carteira de crédito total cresceu de 604 trilhões de som para 643 trilhões de som, representando um aumento de 6,4 por cento. No entanto, os créditos problemáticos cresceram quase quatro vezes mais rápido — 27 por cento.
Estrutura dos Créditos Problemáticos
A participação dos créditos problemáticos na carteira de crédito total também aumentou. Se no início do ano este indicador era de 2,99 por cento, até o final do semestre atingiu 3,57 por cento. Analistas observam que a maior parte dos créditos problemáticos recai sobre bancos comerciais com participação estatal. O volume de NPL nesses bancos aumentou de 12,8 trilhões de som para 16,4 trilhões de som em seis meses. Isso significa que quase 72 por cento de todos os créditos problemáticos no sistema bancário do país estão concentrados especificamente nos bancos estatais.
Comparação entre Segmentos Bancários
Como resultado, a participação dos créditos problemáticos nos bancos estatais subiu de 3,17 por cento para 3,89 por cento. Ao mesmo tempo, a situação nos bancos com capital privado e estrangeiro permaneceu relativamente estável, com a participação de NPL crescendo de 2,62 por cento para 2,95 por cento.
Líderes em Crescimento e Melhoria de Indicadores
Em termos de crescimento relativo, o maior aumento foi registrado no TBC Bank, onde a participação de créditos problemáticos aumentou de 5,71 por cento para 12,12 por cento, tornando-se a mais alta do sistema. O Microcreditbank também demonstrou um aumento na participação de NPL de 4,41 por cento para 7,86 por cento, superando outros em volume absoluto de créditos problemáticos, que aumentou quase 900 bilhões de som em seis meses.
Apesar da tendência geral de crescimento, alguns bancos conseguiram melhorar a qualidade de suas carteiras de crédito. As mudanças positivas mais significativas foram observadas no Poytakh Bank, onde a participação de créditos problemáticos caiu de 24,40 por cento para 7,32 por cento. O Kapitalbank reduziu o volume de créditos problemáticos em quase 200 bilhões de som, levando a participação de NPL de 2,81 por cento para 2,14 por cento. O Hipoteca Bank conseguiu reduzir o volume de créditos problemáticos em 163 bilhões de som. Os indicadores também caíram no Hayot Bank (de 3,96 por cento para 2,68 por cento) e Ziraat Bank Uzbekistan (de 3,86 por cento para 2,96 por cento).
Além disso, no KDB Bank Uzbekistan e Octobank, a participação de créditos problemáticos permaneceu em 0 por cento. Uzumbank, ApexBank e Open Bank entraram entre os bancos com os menores índices de NPL, respectivamente (0,01 por cento, 0,04 por cento e 0,35 por cento).
Conclusões e Perspectivas
Em resumo, os resultados semestrais mostram que, juntamente com o aumento do volume de crédito, é necessário reforçar o controle sobre a qualidade das dívidas. Especialmente nos bancos com participação estatal, o alto ritmo de crescimento dos créditos problemáticos exige o aprimoramento dos mecanismos de gestão de riscos, avaliação de crédito e trabalho com mutuários. No entanto, a experiência bem-sucedida de alguns bancos na recuperação de suas carteiras de crédito demonstra a existência de abordagens eficazes nesta área.

