O CEO da Mercedes-Benz, Ola Källenius, declarou que a Alemanha deve iniciar um 'avanço produtivo' para permanecer competitiva diante da crescente pressão da China e do complexo mercado global.
Resultados financeiros e pressão do mercado
Källenius falou com jornalistas após a empresa anunciar uma queda de 26% no lucro da divisão de automóveis no segundo trimestre de 2026. Além disso, a Mercedes reduziu o valor de seus investimentos na China em 704 milhões de euros (13,1 bilhões de riais), o que foi um ajuste contábil e contribuiu para uma queda de quase 94% no lucro dessa divisão.
Isso ocorreu após uma nova redução de 30% nas entregas de carros da Mercedes na China no último trimestre, depois que as vendas já caíram para o nível mais baixo desde 2016.
Tendências positivas e desafios
No entanto, o lucro líquido geral da empresa aumentou em 13,5%, atingindo 1,09 bilhão de euros (20,4 bilhões de riais), impulsionado por fortes resultados nos negócios de furgões e serviços financeiros.
Apesar disso, Källenius enfatizou que a Europa, e especialmente a Alemanha, precisa aumentar sua competitividade. Ele disse aos repórteres: 'Estamos firmemente convencidos de que a Alemanha precisa de um avanço produtivo diante da concorrência internacional, especialmente da China.'
Problemas e estratégia da empresa
O CEO também apontou a diferença de custos existente, destacando uma disparidade de 70% entre as operações da Mercedes na Alemanha e na Hungria. Ele acrescentou que é 'irrealista transformar a Alemanha na Europa Oriental, sem mencionar a China', mas ressaltou a necessidade de aumentar a competitividade em relação à situação atual.
Além disso, a Carscoops relata que a Mercedes-Benz está revisando sua estratégia em um cenário de mercado complexo, buscando aumentar os volumes de vendas através de uma gama mais ampla de modelos, incluindo veículos mais acessíveis. A empresa também planeja um grande lançamento de produtos para restaurar a lucratividade.
Outros fabricantes de automóveis também estão sob pressão: a Volkswagen está considerando a redução de até 100.000 empregos como parte de uma reestruturação em grande escala do grupo, e a BMW, segundo relatos, está avaliando a redução de cerca de 8.000 empregos na Alemanha até o final de 2027.



