A Corporação Financeira Americana para o Desenvolvimento Internacional (DFC), uma agência criada para apoiar a política externa de Washington em países em desenvolvimento, assinou memorandos de entendimento com vários países da região do Pacífico que possuem dívidas com a China desde maio.
Projetos de Infraestrutura na Região
As Ilhas Salomão e Vanuatu, onde Pequim investiu na construção de estádios, estradas, edifícios governamentais e aeroportos ao longo da última década, celebraram acordos com a DFC para avaliar projetos de infraestrutura, informaram autoridades americanas.
Porto em Buna Harbour
O primeiro grande projeto pode ser o porto de águas profundas em Buna Harbour nas Ilhas Salomão. Os EUA e a Austrália temem que a China possa criar infraestrutura de dupla utilização ali — tanto civil quanto militar.
Garantia de Financiamento
O Primeiro-Ministro das Ilhas Salomão, Matthew Vale, declarou após visitar Washington que as autoridades americanas expressaram um «compromisso firme, dependente de certos detalhes» para financiar o cais, a usina de energia, os armazéns de combustível e as vias de acesso rodoviário em Buna Harbour. As Ilhas Salomão há muito procuram desenvolver este porto para receber navios comerciais internacionais e estimular a indústria do atum através da construção de um complexo de processamento.
Tensão Geopolítica
Anteriormente, o governo das Ilhas Salomão assinou um pacto de segurança secreto com a China em 2022 e, no ano seguinte, um acordo de pesca com a corporação estatal chinesa China National Fisheries Corporation. Esses passos intensificaram as preocupações em Washington sobre as intenções de Pequim de estabelecer uma base de apoio à sua frota no arquipélago.
Preocupações dos Aliados dos EUA
Michael Green, diretor executivo do United States Studies Centre da Universidade de Sydney, observou: «Existe uma preocupação real nos Estados Unidos, Austrália, Japão e Nova Zelândia sobre as tentativas do Exército de Libertação Popular de estabelecer uma presença militar permanente no Pacífico, utilizando o financiamento da Iniciativa Cinturão e Rota ou outros investimentos em infraestrutura, bem como programas de treinamento policial.»
Posição da DFC
Um representante da DFC confirmou à agência France Presse que a organização «está aberta a fazer negócios nas Ilhas Salomão» e está analisando oportunidades de investimento em parceria com capital privado, mas se recusou a comentar sobre projetos específicos.

