No âmbito da mesa redonda sobre a economia das lojas de conveniência, realizada na terça-feira em KwaZulu-Natal, grandes parceiros do setor privado, incluindo Uber South Africa, Shoprite e Takealot, juntamente com líderes do governo provincial, apresentaram uma estratégia para combater o desemprego juvenil através do setor de entrega de primeira e última milha.
Estratégia de Apoio ao Pequeno Negócio
Neste evento, organizado pelo primeiro-ministro de KZN, Tamsanga Ntuli, e pelo ministro do Desenvolvimento Económico, Turismo e Proteção Ambiental (EDTEA), Reverendo Musa Zondi, em Durban, representantes do setor privado falaram sobre suas iniciativas para apoiar a economia das áreas rurais, assentamentos urbanos e lojas de conveniência.
Maud Modis, da Shoprite Group, informou que enviou uma carta ao chefe do departamento EDTEA através da Câmara de Comércio de Durban, buscando encontrar a melhor forma de colaboração com o departamento, assim como fazem a Uber e a Takealot. A discussão se concentrou em três aspectos chave:
- Acesso ao mercado: Possibilidade de interação com produtores de KZN.
- Apoio às conveniências: Fortalecimento do poder de compra através da melhoria da infraestrutura local do ecossistema.
- Entrega de última milha: Garantia de participação eficaz no setor de entrega.
Necessidade de Abordagem Intersetorial
Modis enfatizou que a solução sistêmica para os problemas de entrega de última milha requer esforços conjuntos de várias estruturas governamentais, que vão além do EDTEA. Essas estruturas incluem o Departamento de Licenciamento (para gerenciar licenciamento e conformidade sanitária), o Departamento de Transportes (para auxiliar na reserva de vagas) e o Departamento de Desenvolvimento Económico (para fornecer financiamento de ativos).
Segundo ela, essa abordagem conjunta visa resolver problemas mais amplos de acesso ao mercado, e não apenas satisfazer as necessidades de empresas individuais. Modis acrescentou que a colaboração permitirá melhorar ou ajudar o governo no desenvolvimento de habilidades na comunidade de KZN em geral, e não apenas dentro do âmbito de uma parceria específica.
Perspectivas para a Juventude na Entrega
Ofentse Madisha, diretor de políticas públicas da Uber South Africa, declarou a intenção de criar um caminho para envolver os jovens na economia de primeira e última milha. Ele observou que, além das motocicletas, diversos ativos podem ser usados nesta economia, como quadriciclos e veículos de microempresas, o que abre oportunidades significativas para construir um sistema de entrega mais sustentável.
Madisha também indicou que a economia dos assentamentos de KZN inclui três prioridades estratégicas: giro de capital, acesso ao mercado e comércio eletrônico. Líderes do setor privado, incluindo Uber e Shoprite, trabalham com funcionários do governo para capacitar os jovens por meio de iniciativas de entrega.
Problemas e Modelo Proposto
Madisha destacou a necessidade de integrar os jovens nas parcerias e modelos de colaboração. Ele também levantou a questão de como reter os jovens no setor de entrega. Ele afirmou que o objetivo é eliminar a lacuna entre os setores público e privado neste ecossistema por meio de uma abordagem direcionada, focada e prática.
Ele apontou a escassez aguda de operadores de transporte comercial. De acordo com dados, cerca de 7% dos jovens desempregados possuem carteira de motorista, mas a situação é pior para a indústria de motocicletas: apenas 0,02% dos jovens possuem ou afirmam possuir licença de motocicleta. Madisha propôs criar uma trajetória para a industrialização.
O modelo proposto é quadrilateral: atração de jovens através de bases de dados como Harambee e canais locais; licenciamento, onde se nota ineficiência na emissão de licenças de condução de motocicletas devido à falta de vagas nos centros de teste; financiamento, que fornece fundos a jovens treinados e licenciados para adquirir ativos; e acesso ao mercado, fornecido pelas empresas. Madisha explicou que o modelo é simples: uma pessoa encontra um jovem, treina-o em direção e entrega, oferece um caminho para obter a licença, depois fornece financiamento de ativos e negócios, e as plataformas garantem o acesso ao mercado. Este modelo foi aplicado com sucesso anteriormente ao conectar mais de 2000 restaurantes nos assentamentos.



