De acordo com o Comitê Nacional de Estatística da República do Uzbequistão, o volume do comércio exterior do Uzbequistão no período de janeiro a junho de 2026 atingiu US$ 41 bilhões. Este indicador demonstra um aumento de US$ 2,8 bilhões, o que representa 7,4% em comparação com o mesmo período do ano passado.
Histórias semelhantes
Popular
Dinâmica de Importação e Exportação
O crescimento do volume comercial foi impulsionado pelo aumento das importações em meio à redução dos volumes de exportação. As importações cresceram 21% em termos anuais, atingindo US$ 25,1 bilhões, enquanto as exportações diminuíram 8,8%, totalizando US$ 15,9 bilhões. Consequentemente, o déficit comercial externo aumentou para US$ 9,3 bilhões, subindo de US$ 3,4 bilhões no ano anterior.
Estrutura das Exportações sem Ouro
A principal razão para a queda geral das exportações foi a forte redução no fornecimento de ouro não monetário. O valor das exportações de ouro caiu de US$ 6,5 bilhões para US$ 1,5 bilhão, e sua participação no volume total de exportações diminuiu de 37,3% para 9,5%. No entanto, se o ouro for excluído, as exportações de bens aumentaram 28,7%, atingindo US$ 8,2 bilhões.
Na estrutura das exportações, os produtos industriais representaram 15,2%, os outros artigos manufaturados — 8,6%, alimentos e animais vivos — 8,3%, e os produtos químicos — 8,1%. As exportações de produtos industriais cresceram para US$ 2,4 bilhões, um aumento de 22,8%, sendo que fios e tecidos têxteis lideraram com US$ 975,9 milhões e metais coloridos com US$ 882 milhões. As exportações de outros artigos manufaturados quase dobraram, atingindo US$ 1,36 bilhão, e as exportações de vestuário aumentaram 31,4% para US$ 629,9 milhões. As exportações químicas aumentaram para US$ 1,28 bilhão, impulsionadas principalmente por produtos químicos inorgânicos no valor de US$ 789,1 milhões.
As exportações de alimentos e animais vivos aumentaram 9%, totalizando US$ 1,32 bilhão. A agência estatística observou o aumento no fornecimento de frutas e vegetais: foram exportadas 1.086.700 toneladas no período de seis meses, totalizando US$ 872,9 milhões, um aumento de 3% em relação ao ano anterior. Nesta categoria, houve um aumento no fornecimento de cebolas, repolho, cenoura e alho, enquanto as exportações de cerejas doces e damascos diminuíram.
As exportações têxteis cresceram 24,1% para US$ 1,6 bilhão, representando 10,1% de todo o comércio de bens. Os artigos têxteis acabados corresponderam a 52,6% das exportações têxteis, e os fios a 31,1%. As exportações de serviços apresentaram o maior crescimento, aumentando 35,7% para US$ 6,2 bilhões, o que corresponde a 39,1% do volume total de exportações do país. Turismo e viagens representaram 52,9% das exportações de serviços, e serviços de transporte — 31,6%. Serviços de telecomunicações e informação ocuparam 8,8% da fatia, seguidos por outros serviços comerciais em 3%.
Crescimento das Importações na Maioria das Categorias
As importações de bens e serviços aumentaram 21%, atingindo US$ 25,1 bilhões. As importações de bens cresceram US$ 4 bilhões para US$ 22,2 bilhões, enquanto as importações de serviços atingiram US$ 3 bilhões, um aumento de 12,3%.
Máquinas e equipamentos de transporte tornaram-se o item dominante das importações, representando 32,8% com um valor de US$ 8,25 bilhões, um aumento de 25,1%. Neste grupo, os fornecimentos de automóveis apresentaram o maior crescimento, aumentando 31,7% para US$ 2 bilhões, sendo que a importação de carros de passeio cresceu 84,5%. O fornecimento de equipamentos para geração de energia cresceu 56%, e a importação de equipamentos de telecomunicações quase dobrou.
Os produtos industriais representaram 14,8% das importações, ou US$ 3,73 bilhões, sendo o ferro fundido e o aço os líderes com US$ 1,48 bilhão. As importações químicas corresponderam a 12,1% com um valor de US$ 3 bilhões, sendo que os produtos médicos e farmacêuticos tiveram a maior participação, no valor de US$ 966,4 milhões. As importações de alimentos e animais vivos aumentaram 44,2% para US$ 2,82 bilhões, incluindo o aumento das importações de grãos em 67,3% para US$ 761,1 milhões.
A importação de gasolina aumentou drasticamente 78,5% para US$ 409,5 milhões, enquanto a importação de diesel diminuiu 11,1%. No setor de serviços, turismo e viagens lideraram as importações, representando 43,8%, seguidos pelos serviços de transporte em 27,5%.
Principais Parceiros Comerciais
De acordo com o relatório, o Uzbequistão mantém relações comerciais com mais de 195 países. A China continua sendo o maior parceiro do país em termos de volume total de comércio, com uma participação de 23,1%, seguida pela Rússia com 17,1%. O Cazaquistão contribuiu com 6,8%, a Turquia com 3,4%, e o Afeganistão com 2,6%. O comércio com o Afeganistão cresceu quase 50% ao longo do ano, atingindo US$ 1,08 bilhão.
A Rússia foi o principal destino das exportações, representando 14,9% do volume total de exportações, e a China — 9%. O Afeganistão contribuiu com 6,1%, e o Cazaquistão e a França com 4,5% cada, Hong Kong com 3,4%, e a Turquia com 3,3%. Esses cinco países juntos representaram mais da metade das exportações do Uzbequistão. As exportações para Hong Kong aumentaram mais de oito vezes, de US$ 72 milhões para US$ 594,7 milhões.
A situação mudou nas importações: a China assumiu o primeiro lugar com 32%, e a Rússia — 18,5%. O Cazaquistão contribuiu com 8,2%, a Coreia do Sul com 3,6%, a Turquia com 3,5%, a Alemanha com 2,1%, e a Índia com 2%. Esses sete países fornecem mais de 70% de todos os bens e serviços importados para o Uzbequistão.
De acordo com o Comitê Alfandegário de Tashkent, a importação de produtos cárneos no Uzbequistão atingiu a marca de US$ 481,7 milhões no período de janeiro a junho de 2026. Este valor excede os US$ 420,4 milhões registrados no mesmo período de 2025, refletindo um aumento de 14,6% em termos de valor.
Dinâmica da Importação de Bovino
O boi ainda é o principal tipo de carne importada. Embora o volume físico dos fornecimentos tenha diminuído em 12,7% — de 82,4 milhões para 72,0 milhões de quilogramas —, os custos de sua aquisição aumentaram de US$ 333,1 milhões para US$ 359,5 milhões. O preço médio por quilo de carne bovina importada subiu de US$ 4,0 para US$ 5,0. O boi representou 74,6% dos custos totais de importação de carne.
Mudanças em Preços e Volumes
O preço da carneiro demonstrou um aumento ainda mais acentuado. Enquanto isso, o volume de fornecimento permaneceu praticamente inalterado — 13,3 milhões de quilogramas em comparação com 13,7 milhões de quilogramas no ano anterior, mas o custo deste produto quase dobrou, aumentando de US$ 19,4 milhões para US$ 38,1 milhões.
Outros Tipos de Carne
O volume de importação de carne de frango aumentou de 31,9 milhões para 34,8 milhões de quilogramas, e seu custo subiu de US$ 37,0 milhões para US$ 41,6 milhões. A importação de outras aves aumentou várias vezes: os fornecimentos de peru cresceram de 408 mil para 2,0 milhões de quilogramas, e os fornecimentos de carne de pato aumentaram de 64 mil para 3,1 milhões de quilogramas.
Estabilidade e Queda em Segmentos
A importação de subprodutos cárneos manteve o nível do ano anterior, totalizando 17,7 milhões de quilogramas avaliados em US$ 17,4 milhões. A importação de carne enlatada aumentou de 2,3 para 2,5 milhões de quilogramas, e a importação de embutidos aumentou de 1,2 para 1,3 milhões de quilogramas. Ao mesmo tempo, os fornecimentos de carne de cavalo diminuíram de 216 mil para 89 mil quilogramas.