Em 1948, o engenheiro mecânico Norman E. Timbs iniciou o projeto do seu streamliner, que viria a ser conhecido como Norman Timbs Special. Este projeto, considerado o ápice de sua vida, enfrentaria duas perdas distintas ao longo do tempo.
Em 1948, o engenheiro mecânico Norman E. Timbs iniciou o projeto do seu streamliner, que viria a ser conhecido como Norman Timbs Special. Este projeto, considerado o ápice de sua vida, enfrentaria duas perdas distintas ao longo do tempo.
Nascido em 1917, Timbs possuía vasta experiência no automobilismo de alta competição americana. Ele havia colaborado com o construtor Frank Kurtis, servido como engenheiro júnior no projeto Tucker 48 e desenvolvido rodas e eixos traseiros de saque rápido para a Halibrand. Além disso, na equipe Blue Crown Spark Plug de Lou Moore, Timbs contribuiu para a criação de veículos que venceram as 500 Milhas de Indianápolis por três anos consecutivos. Seu conhecimento também incluía estudos pioneiros sobre a pressão negativa sob o assoalho dos carros de corrida, conceito que deu origem ao que hoje é chamado de “efeito solo”.
A visão de Timbs mesclava a precisão técnica com a estética europeia. Ele admirava profundamente os streamliners da Auto Union, antecessora da moderna Audi, notórios carros de Grand Prix com motor V16 sobrealimentado que dominavam as pistas europeias antes da Segunda Guerra Mundial. Desejando aplicar essa linguagem a um automóvel de passeio, ele elaborou desenhos detalhados e modelagens em argila na escala 1/4, dedicando dois anos e meio e um orçamento de 10.000 dólares à construção de sua obra-prima.
Para concretizar sua ideia, Timbs primeiramente criou um molde de madeira em tamanho real. Contudo, para transformar o papel e a madeira em uma carroceria metálica perfeita, ele recorreu a Emil Diedt, um mestre funileiro originário da Prússia Oriental que havia migrado para os EUA aos 16 anos e com quem Timbs havia estabelecido amizade em Indianápolis. Diedt cobrou 8.000 dólares, a maior parte do orçamento, e produziu uma peça de excelência metalúrgica. Sem o uso de prensas industriais, Diedt e sua equipe moldaram individualmente cerca de 107 chapas de alumínio. Utilizando martelos de madeira, sacos de areia e rodas inglesas, o alumínio foi esticado, curvado e soldado TIG, unindo as peças em duas seções principais: a dianteira e a traseira monumental.
O resultado foi uma estrutura de fluidez extrema, caracterizada pela ausência de portas, maçanetas, tampa do porta-malas ou vincos bruscos. Medindo 5,33 metros de comprimento, 2,97 metros de distância entre eixos e apenas 99 centímetros de altura até o para-brisa bipartido, o Norman Timbs Special evocava a imagem de uma gota de mercúrio sobre o asfalto quente. A pintura final, em tom bordô enriquecido com flocos de ouro misturados ao verniz, fazia o carro brilhar sob o sol californiano como uma joia Art Déco.
Sob essa cobertura contínua, a engenharia de Timbs era tão inovadora quanto suas formas. Em uma era dominada por chassis pesados do tipo escada e eixos rígidos, Timbs concebeu uma estrutura tubular usando tubos de aço cromo-molibdênio com especificações aeronáuticas. Essa solução engenhosa para os anos 1940 permitia que o chassi tivesse câmaras seladas onde um compressor injetava ar pressurizado, elevando a rigidez torsional sem aumentar significativamente o peso total, que permaneceu em 1.043 kg.
A disposição das massas exigia um motor posicionado no centro-traseiro, localizado logo após o pequeno cockpit de dois lugares e imediatamente à frente do eixo traseiro, uma configuração incomum para carros de rua americanos da pós-guerra. O motor escolhido foi um Buick Fireball 8 de 1947, um oito cilindros em linha. Alimentado por um coletor de admissão personalizado e carburadores duplos, ele gerava aproximadamente 200 cavalos de potência, transmitidos às rodas traseiras por uma transmissão acionada pela coluna de direção. Esse poder era suficiente para atingir 193 km/h, um desempenho notável para aquela época.
Para estabilizar o veículo, Timbs combinou um eixo rígido Ford na frente com uma suspensão traseira independente do tipo eixo oscilante, montada em torno de um diferencial rígido Packard. Os detalhes de acabamento eram refinados: uma grade frontal discreta flanqueada por faróis Packard, degraus laterais de alumínio no lugar das portas, saídas duplas de escapamento no estilo Duesenberg J e pequenas lanternas traseiras em formato de gota inspiradas em um Ford 1939. Um recurso visual impressionante era o mecanismo que, ao ser ativado por um botão no painel, levantava toda a carenagem traseira de alumínio, expondo o motor Buick central-traseiro, a suspensão traseira, o tanque de combustível artesanal e o estepe.
Em outubro de 1949, o carro foi apresentado na capa da segunda edição da revista Motor Trend, parecendo um veículo futurista. No entanto, a relação de Timbs com sua criação foi breve. Após rodar menos de 8.000 quilômetros, Timbs decidiu vendê-lo em 1950 por 7.500 dólares, apesar de ser o projeto de sua vida. Alguns especialistas sugerem que ele valorizava mais o processo criativo do que a posse, buscando o próximo desafio técnico, ou que a experiência de dirigir um objeto tão singular nos EUA de 1950 era excessivamente desgastante.
Financeiramente, a venda representou um bom negócio para um projeto artesanal, pois recuperou três quartos do capital investido em dois anos e meio. Em 1952, o carro foi adquirido pelo oficial da Força Aérea Jim Davis, residente em Manhattan Beach. Davis repintou o streamliner em tons claros, adicionou placas aos para-choques e foi o primeiro a registrá-lo oficialmente para circulação, sendo noticiado na Motor Life em fevereiro de 1954.
Posteriormente, o Timbs Special entrou em declínio, passando por diversas mãos e perdendo relevância. Por anos, ficou estacionado em frente a um restaurante em Los Angeles, onde crianças o utilizavam como escorregador. Depois, foi rebocado para um depósito de sucata em Antelope Valley, perto do deserto de Mojave, marcando sua primeira morte: o esquecimento. Por quase quatro décadas, a oxidação silenciou o protótipo, danificando pneus, estofamento e causando corrosão galvânica no alumínio contra o chassi de aço. Em 2002, o que restava do veículo foi leiloado como Lote 230 no Petersen Automotive Museum, da Barrett-Jackson, sendo arrematado por Gary Cerveny e sua esposa, Diane, por cerca de 17.200 dólares.
Cerveny investigou a história do carro e localizou o filho de Norman Timbs, que possuía o caderno de recortes original do pai, contendo plantas e fotos históricas. Com esse material, a restauração foi realizada com extrema fidelidade. Inicialmente, os Cerveny dedicaram cerca de 2.000 horas, e posteriormente, a oficina Custom Auto, em Loveland, Colorado, sob a direção de Dave Crouse, investiu mais de 4.000 horas ao longo de sete anos. O alumínio foi reparado, o motor Buick Straight-8 de 1947 foi retificado, e a cor bordô com flocos de ouro foi reconstruída a partir de amostras da tinta original.
O renascimento foi triunfal. O carro estreou no Amelia Island Concours d’Elegance em 2010 e, em 2012, venceu a categoria American Sport Customs no Pebble Beach Concours d’Elegance, trazendo de volta a obra de Timbs e Diedt.
Se a primeira perda foi um abandono gradual, a segunda ocorreu em poucos minutos durante o Incêndio de Woolsey, em 8 de novembro de 2018. O fogo, alimentado por ventos superiores a 100 km/h, consumiu a propriedade dos Cerveny em Malibu. Dentro dos galpões, a temperatura ultrapassou os 900 °C, forçando a física a confrontar a arte. Como a liga de alumínio da carroceria possui ponto de fusão em torno de 660 °C, o Norman Timbs Special não apenas queimou, mas derreteu. A pele trabalhada por Emil Diedt liquefez-se e escorreu pela estrutura, formando uma poça de alumínio fundido no concreto. Componentes de baquelite, vidro e cobre evaporaram, restando apenas a espinha dorsal de aço cromo-molibdênio, retorcida e coberta de fuligem, concluindo a segunda morte do carro.
Conversas de usuários na plataforma Claude foram indexadas pelo Google e tornaram-se visíveis nos resultados de busca nesta segunda-feira, dia 27/07. A empresa responsável já tomou medidas para remover essa indexação, e atualmente os chats só podem ser acessados através de links diretos.
Os primeiros relatos sobre o incidente surgiram no Reddit, após um usuário divulgar uma captura de tela mostrando várias conversas listadas pelo mecanismo de busca. Ao utilizar o comando de pesquisa "site:claude.ai/share" na barra de buscas, o motor retornava uma extensa lista de páginas clicáveis, que levavam os internautas às transcrições completas e autênticas das interações com o assistente virtual.
Um porta-voz da Anthropic informou à BBC que os links das conversas "não eram detectáveis", exceto se as pessoas escolhessem compartilhá-los voluntariamente. Ele explicou que, ao compartilhar um diálogo, o conteúdo se torna publicamente disponível e, assim como outros materiais abertos na web, pode ser arquivado por serviços de terceiros.
De acordo com o portal IT Home, o material exposto continha informações sensíveis. Qualquer pessoa que realizasse a busca poderia ler advogados discutindo estratégias jurídicas confidenciais, programadores resolvendo questões técnicas de sistemas corporativos, e até mesmo conversas privadas com desabafos íntimos.
O Claude possui um recurso nativo que possibilita a criação de um link público para um bate-papo. Este recurso foi desenhado para auxiliar na colaboração, permitindo que membros de uma equipe acompanhem o progresso de um projeto de design ou software ao receberem a URL gerada.
Em teoria, essas páginas deveriam ser restritas apenas aos destinatários do link. O endereço deveria conter a instrução "noindex" no código-fonte, o que impediria os robôs do Google de rastrear a página e exibi-la nos resultados de busca. No entanto, segundo os relatos, algumas conversas foram publicadas sem essa marcação essencial. Consequentemente, qualquer link compartilhado em fóruns, redes sociais ou outros websites pôde ser indexado normalmente pelo Google e incluído em seu índice público, devido à ausência dessa única diretriz no código.
Embora a Anthropic ainda não tenha fornecido detalhes sobre a dimensão do problema ou o número exato de usuários impactados, os registros já foram retirados do índice do Google. Atualmente, a pesquisa utilizando o termo "site:claude.ai/share" não apresenta mais os links expostos.
Para os usuários do Claude, recomenda-se realizar uma verificação em suas próprias contas. O processo envolve acessar as configurações, navegar até o menu "Privacidade" e entrar na seção "Bate-papos Compartilhados". Nesse painel, é possível visualizar todas as URLs criadas e desativar aquelas que não necessitam mais de acesso externo.
Graphite é um roguelike no gênero RPG tático por turnos, desenvolvido pelo estúdio colombiano independente RipRed e lançado através da plataforma indie.io. Este gênero implica que os inimigos, cenários e encontros mudam a cada nova partida, garantindo a singularidade de cada 'corrida'.
O jogo foi lançado em 27 de julho de 2026 e está disponível apenas para PC via Steam. Seu preço padrão é de R$ 29,99, mas há um desconto de 20% no lançamento, reduzindo o custo para R$ 23,99 até 10 de agosto. Graphite é um jogo single-player e inclui uma versão demo gratuita que cobre o primeiro Ato. A campanha principal consiste em quatro atos, cada um durando cerca de 15 dias de jogo, sendo que cada ação do jogador conta como um dia.
O apelo do jogo reside na possibilidade de múltiplas jogadas com sete heróis diferentes para completar toda a história. Jogadores familiarizados com RPGs por turnos, como Final Fantasy, reconhecerão o esquema de combate baseado em linha do tempo, onde cada ação consome tempo e afeta o curso do próximo turno, seja do jogador ou do inimigo. O jogo faz referências intencionais às memórias de como as pessoas faziam esboços de personagens em cadernos durante as aulas.
Graphite é recomendado para quem gosta de RPGs táticos por turnos, o gênero roguelike e não se importa em jogar em inglês. Apesar de alguns erros, o jogo oferece criatividade, combate envolvente e uma história emocionalmente cativante por um preço baixo. Aqueles que precisam do idioma português ou preferem um tutorial mais claro devem esperar por atualizações.
Toda a arte em Graphite é feita à mão com traço de lápis em tons de cinza monocromáticos, imitando rabiscos escolares. Os heróis são apresentados como bonecos palito, mas são detalhados com sombreamento cuidadoso, conferindo-lhes volume e individualidade. À primeira vista, parece simples, mas o jogo opera em dois mundos interligados: um reino de fantasia repleto de ilustrações e história, e o mundo real, como um caderno escolar ou capa de livro didático. Isso reflete precisamente o processo de imaginação que frequentemente acompanha o desenho na infância.
O sistema de combate é fácil de aprender, mas difícil de abandonar. Ele funciona em uma linha do tempo dinâmica: cada ação ocupa um espaço na fila e adia o próximo turno, seja do seu personagem ou do inimigo. O elemento central é o sistema de 'Ruptura' (Break), que permite ao jogador quebrar a defesa do oponente para atrasar ou cancelar seu ataque. É importante notar que essa simetria também se aplica aos inimigos, que fazem o mesmo com seu grupo. Essa dependência mútua mantém a tensão, forçando o jogador a analisar as intenções do oponente e decidir quando vale a pena gastar um turno para parar o ataque mais perigoso e quando arriscar.
O jogo oferece sete personagens jogáveis: Guerreiro, Ladrão, Caçador, Monge, Mago, Bardo e Dominador. Cada um possui sua própria personalidade, história e estilo de jogo único, o que altera significativamente as mecânicas. Mudar de herói não é apenas mudar a aparência, mas mudar a abordagem para resolver problemas de combate. Isso se alinha perfeitamente com a natureza roguelike do jogo, pois a história muda dependendo do herói escolhido, incentivando o jogador a jogar com todos os personagens para ter uma visão completa.
Os artefatos servem como 'temperos' para cada corrida. Eles podem ser individuais, equipados pelo personagem, ou de grupo, ativos para toda a equipe. Como não há restrições para seu acúmulo, o jogador pode optar por uma abordagem metódica ou caótica, apostando em uma única estratégia. É isso que torna duas corridas completamente diferentes. Uma pode ser construída em torno do acúmulo de um efeito específico até um avanço crítico. No entanto, assim como no combate, os inimigos também recebem artefatos, então a vantagem nunca é absoluta.
O significado oculto da história é revelado através da figura de uma criança conhecida como Escrivão (O Escriba), que cria esta campanha em formato de papel e lápis em seu caderno, tentando lidar com luto, insegurança e o processo de crescimento. A ironia é que os heróis não sabem de sua natureza fictícia e levam todos os eventos a sério, o que confere peso emocional ao que no papel são apenas esboços. Cada herói tem sua voz, e a dublagem corresponde à sua personalidade, aumentando a imersão. O tema se revela gradualmente, tornando-se mais forte quando o jogador percebe que está tentando processar essa criança.
Embora a história possa parecer curta, ela deixa o desejo de saber mais. Os quatro atos são bem escritos, mas passam rapidamente após o domínio das mecânicas. No entanto, é essa base que garante a longevidade do jogo: builds variados, sete heróis e encontros gerados proceduralmente mantêm o jogador engajado por muito tempo. A duração aqui é determinada não pelo tamanho da campanha, mas pela possibilidade de repetição. Quanto ao ritmo, a dificuldade aumenta de maneira um tanto incomum à medida que os dias de jogo avançam. Alguns dias poderiam oferecer mais liberdade para o acampamento ou uso do mapa de eventos sem sensação de pressão.
Embora nada ameace a jogabilidade em si, alguns pontos merecem menção, especialmente para um lançamento de estreia. O tutorial é focado em imersão, e não em instrução direta. Embora a intenção seja boa, o método implementado dificulta a compreensão de mecânicas simples. Além disso, não está claro como desbloquear novos heróis além dos iniciais. O jogo menciona a necessidade de 'fazer amizade' com um personagem no acampamento, mas não explica o que isso significa; na prática, isso é alcançado pelo uso repetido da habilidade do herói no acampamento para aumentar o nível de amizade. Uma simples dica de texto resolveria essa confusão.
Há também bugs. O mais irritante ocorreu com o chefe: o artefato deveria ativar instantaneamente a próxima habilidade ao destruir a defesa do inimigo. Em vez disso, a defesa e a habilidade não foram ativadas instantaneamente. O chefe explorou essa falha, lançando um ataque de área que destruiu todo o grupo. Em um roguelike, tal erro é muito doloroso.
Os requisitos mínimos para PC incluem Windows 10, processador de 2.0 GHz, 2 GB de RAM, placa de vídeo com 2 GB e 3 GB de espaço livre. O jogo roda praticamente em qualquer computador. Preços e informações foram verificados na Steam em 28/07/2026.
O PlayStation 5 continua a receber lançamentos importantes, e foram selecionadas três opções notáveis, abrangendo desde aventuras de super-heróis até um dos jogos mais esperados no cenário dos videogames. Essas opções estão disponíveis para compra através de ofertas na Amazon.
Para os admiradores do mutante mais conhecido da Marvel, há um kit completo disponível. Este pacote inclui o aclamado título exclusivo para PS5, produzido pela Insomniac Games, juntamente com uma figura colecionável da linha Titan Heroes. O jogo oferece uma experiência de ação intensa, permitindo aos jogadores explorar as origens de Logan por meio de combates gráficos e viscerais, sendo adequado tanto para quem deseja jogar quanto para colecionar.
A Rockstar Games retornou ao universo de GTA com Grand Theft Auto VI para o PS5. Este título apresenta um mundo aberto significativamente mais extenso e detalhado. Ele conta com uma protagonista feminina inédita na série principal e se passa em uma ambientação inspirada em Miami e seus arredores, sendo considerado um dos jogos mais discutidos da geração, com vasta quantidade de conteúdo para exploração.
Em celebração ao trigésimo aniversário do mascote da Ubisoft, foi lançada a 30th Anniversary Edition. Esta coleção especial para PS5 reúne os principais jogos da franquia. É uma excelente oportunidade tanto para quem cresceu jogando Rayman e deseja revisitar os clássicos com melhorias gráficas, quanto para novos jogadores que buscam conhecer a trajetória desse personagem querido.
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