Savério Demaria, representante da TIM, declarou que a companhia abordará com cautela a inclusão de assinaturas de inteligência artificial em seus pacotes de telefonia, visando evitar o que ele chama de "erro do WhatsApp ilimitado".
Preocupação com a monetização
Demaria enfatizou que a TIM não deseja replicar o modelo do WhatsApp ilimitado, pois essa oferta anterior teria complicado a capacidade da operadora de gerar receita. Embora as duas maiores concorrentes já estejam explorando formatos com acesso a assinaturas de IAs, a TIM ainda não divulgou planos com essa integração.
A cautela da TIM surge após a operadora reformular seus planos Controle, removendo o WhatsApp dos itens que não utilizam a franquia de dados principal. Demaria comentou que o aplicativo "era um negócio que veio para ficar e, infelizmente, nós não conseguimos monetizar esse modelo", conforme relatado pelo portal Telesíntese.
Novos planos e ofertas
Em outra frente, Thompson Gomes, chefe de marketing da TIM, apresentou o plano TIM Controle Fit. Este novo pacote foca em proporcionar uma maior quantidade de internet sem depender de redes sociais ilimitadas. O TIM Controle Fit oferece 30 GB por R$ 30 mensais (com fidelidade anual) ou 20 GB por R$ 35 (formato mensal), sendo significativamente mais barato que a oferta TIM Controle Redes Sociais, que era a opção mais acessível entre as principais.
Contudo, este novo plano exclui os benefícios de acesso sem custo adicional à franquia para WhatsApp, Instagram e TikTok. Documentação oficial confirmada pelo Tecnoblog indica que esses pacotes não possuem isenção de tráfego para essas plataformas.
Situação corporativa da TIM
Adicionalmente, durante a apresentação dos resultados do segundo trimestre, Alberto Griselli, CEO da TIM, abordou o panorama corporativo. Ele garantiu que o plano estabelecido para 2026 será mantido, mesmo diante da possibilidade de a Poste Italiana reestatizar a empresa. A estatal de correios italiana apresentou uma proposta de R$ 80 bilhões pelo controle acionário da Telecom Italia, proprietária da operação brasileira. Apesar disso, Griselli ressaltou que o fortalecimento da controladora poderia gerar vantagens locais, mencionando que a Poste considerou a filial brasileira como uma "joia".