O mercado automotivo apresenta novidades significativas, desde a valorização de clássicos icônicos até inovações de alta performance e mudanças regulatórias em veículos modernos.
O mercado automotivo apresenta novidades significativas, desde a valorização de clássicos icônicos até inovações de alta performance e mudanças regulatórias em veículos modernos.
Apesar de um esfriamento no mercado, os automóveis neoclássicos da década de 1990 continuam a valorizar-se, especialmente exemplares notáveis como o Honda NSX pertencente a Ayrton Senna. Trata-se do chassi T000233, produzido em 1991 na cor Formula Red com teto preto e interior em couro preto.
Este veículo fazia parte de um lote de três NSX destinados ao uso pessoal do piloto. Importado pela Honda Automobil de Portugal e registrado em março de 1991 com a placa SX-25-59, o cupê era mantido em Lisboa e entregue a Senna durante suas estadias no país para a etapa europeia da Fórmula 1 ou em sua propriedade em Quinta do Lago.
Com este chassi, Senna filmou cenas conhecidas do documentário Ayrton Senna: Racing Is In My Blood (1992), incluindo momentos em que ele girava as rodas traseiras ao sair da garagem. É também o carro retratado na famosa foto onde o piloto lava a carroceria com uma mangueira de jardim vestindo calça jeans e camisa.
A ligação de Senna com o desenvolvimento do NSX é bem documentada: após testar o protótipo em Suzuka em 1989, seu retorno sobre a rigidez do monobloco levou os engenheiros da Honda a reforçar o chassi em 50%. Assim, o carro não é apenas um item de colecionador, mas um veículo usado ativamente pelo piloto que auxiliou no ajuste de sua dinâmica.
Após o falecimento de Senna em 1994, o carro permaneceu em Portugal sob custódia da concessionária Nipomotor até ser vendido em 2009. Em 2013, o colecionador britânico Robert McFagan o adquiriu e o levou ao Reino Unido. Em 2019, retornou a Imola para uma homenagem pelos 25 anos do acidente, conduzido por Giancarlo Minardi, e em 2024 foi comprado por um colecionador em Nagoya, no Japão.
Atualmente, o chassi T000233 será ofertado no The London Auction da RM Sotheby’s em outubro. A casa de leilões estima que o valor de arremate possa atingir 800 mil libras (aproximadamente R$ 5,8 milhões na cotação vigente), refletindo o valor histórico da combinação entre o chassi e o piloto.
A Volkswagen Motorsport da África do Sul criou um Golf R de 1.000 cv para celebrar seus 75 anos no país, destinado a subidas de montanha. A modificação inicial envolveu a substituição do motor 2.0 EA888 original pelo motor 2.5 de cinco cilindros do Audi RS3, cujo conjunto recíproco foi reforçado e balanceado.
O motor recebeu um turbo superdimensionado e um sistema de pressurização totalmente feito de fibra de carbono. Para minimizar a restrição do escapamento, ele foi posicionado logo atrás do farol dianteiro. Como o carro não precisa seguir normas de homologação, a Volkswagen também alargou os para-lamas para comportar bitolas maiores, além de incluir um splitter característico de carros de hillclimb e um difusor e asa traseiros gigantescos.
O sistema de tração foi redesenhado – sem detalhes divulgados pela Volkswagen – e a frenagem é gerenciada por um sistema de competição da AP Racing. Apesar de parecer um carro de exposição, ele já participou e competirá na temporada de subida de montanha da África do Sul.
As novas diretrizes de emissões para veículos brasileiros estão forçando alterações no mercado. A Volkswagen anunciou que a linha 2027 do T-Cross receberá um novo câmbio automático de oito marchas, o AQ300 da Aisin, nas versões equipadas com o motor 1.0 Turbo 200TSI.
O motor mantém a potência de 116 cv com gasolina e 128 cv com etanol, gerando 20,4 kgfm de torque com ambos os combustíveis. A principal melhoria em termos de emissões advém do escalonamento proporcionado pelas duas marchas extras, permitindo que o motor permaneça mais tempo na faixa ideal de entrega de força, o que também tornou o carro ligeiramente mais ágil, com o zero-a-cem em 10 segundos, meio segundo mais rápido que o modelo anterior de seis marchas.
As versões de ponta Highline e Extreme, que utilizam o motor 1.4 turbo 250 TSI, permanecem com a caixa automática de seis marchas. O Nivus, irmão de plataforma, utiliza o mesmo conjunto mecânico 200 TSI e, por enquanto, mantém as seis velocidades, mas pode ser o próximo a receber a atualização. Já o novo SUV de entrada Tera, com a calibração mais suave do motor (170 TSI), continuará com seis marchas devido a restrições de custo do projeto.
Como a alteração no câmbio do T-Cross ocorreu unicamente por causa das regras de emissões e não por estratégia de mercado ou amortização, o custo foi repassado ao consumidor: as versões 200 TSI e Comfortline ficaram mais caras, enquanto as versões superiores não sofreram reajuste.
O Mercedes-AMG A45 S, cuja geração atual foi introduzida em 2019, está sendo descontinuado, recebendo uma série especial de despedida chamada A45 S Final Edition.
Externamente, o hatchback apresenta pintura cinza fosca denominada “Mountain Grey”, complementada por maçanetas externas, pinças de freio, emblemas, rodas e ponteiras de escapamento na cor preta. Estes elementos são adornados com frisos amarelos, que também aparecem nas saias laterais e nos componentes aerodinâmicos dos para-choques, parte do pacote AMG Aerodynamics, que inclui uma asa traseira no teto.
Internamente, o amarelo também é proeminente, estando presente nos bancos (com o emblema “45 S” bordado nos encostos de cabeça e nos tapetes), nos revestimentos das portas, nas molduras dos comandos do painel e nas costuras do volante.
O motor não sofreu alterações, sendo um dos quatro-cilindros mais potentes da história: o M139, um 2.0 turbo de 421 cv e 51 kgfm de torque. Acoplado a uma transmissão de dupla embreagem de oito marchas com tração 4MATIC+, ele acelera o A45 S de zero a 100 km/h em 3,9 segundos, com limite eletrônico em 270 km/h. O A35 permanece disponível com 306 cv e 40,7 kgfm de torque, o que deve ser suficiente para proporcionar diversão em um hatchback da Mercedes-Benz.
A decisão da Mercedes-AMG de encerrar o A45 S deve-se, em parte, às legislações de emissões na Europa, motivo pelo qual o novo CLA 45 é exclusivamente elétrico. A fabricante informou que está desenvolvendo a próxima geração do Classe A, mas não há expectativa de uma versão potente a combustão.
Era previsível que a Ferrari F80 recebesse uma versão conversível, e esta deve surgir nos próximos meses. Os primeiros indícios são capturas recentes da F80 Aperta – provável nome do modelo – circulando com forte camuflagem perto da fábrica da Ferrari em Maranello.
As imagens, divulgadas pelo perfil Derek Photography no Instagram, sugerem que a configuração será similar à LaFerrari Aperta: um teto removível manualmente que pode ser guardado no porta-malas, diferentemente das capotas automáticas encontradas em modelos mais convencionais como a Amalfi Spider.
Caso essa informação seja confirmada, a Ferrari poderá oferecer um teto rígido de fibra de carbono adicional. Prevê-se que a Ferrari F80 Aperta estreie em algum momento de 2027, coincidindo com os 80 anos da primeira Ferrari de rua, a 125S, lançada em 1947 e que também era conversível, o que seria uma celebração adequada.
Seguindo a tradição da Ferrari, a F80 Aperta deverá ser ainda mais exclusiva que a F80 cupê, cuja produção será limitada a 799 unidades. Vale lembrar que a F80 é o topo de linha da Ferrari, um hipercarro equipado com um V6 biturbo de três litros e 900 cv, somado a três motores elétricos de 300 cv, totalizando 1200 cv. Seu desempenho inclui 0 a 100 km/h em 2,15 segundos, 0 a 200 km/h em 5,75 segundos e velocidade máxima eletronicamente limitada a 350 km/h.
O Grupo Chery confirmou para o dia 5 de agosto o lançamento oficial da marca iCAUR no Brasil. A marca busca replicar o sucesso de modelos como GWM Tank e H9, propondo veículos inspirados em Defender e Wrangler, equipados com sistemas híbridos e preços competitivos.
O nome iCAUR possui uma grafia incomum, servindo como um artifício jurídico em registros internacionais de um antigo projeto de carro autônomo da Apple. A pronúncia oficial será 'i-car'.
Embora a linha de produtos ainda não esteja definida, pelo menos três modelos estão cotados. O primeiro é o iCaur V27, com 5 metros de comprimento, lembrando fortemente o Land Rover Defender e os balanços do Mercedes G-Wagen. Ele possui um motor 1.5 turbo que atua apenas como gerador para os quatro motores elétricos, fornecendo 455 cv e tração integral.
Em seguida, há o iCAUR V23, menor e com semelhanças tênues com o cruzamento entre um Toyota FJ Cruiser e um Defender. Este modelo pode ter tração traseira ou integral e é totalmente elétrico. Por fim, o iCAUR 03, também vendido como Jaecoo J6 em outros mercados, é elétrico, pode atingir até 279 cv e possui um perfil mais adequado para soft-roader, sendo ironicamente o modelo com maior autenticidade de design.
O mundo do automobilismo lamenta a morte de Miguel Crispim Ladeira, conhecido como Crispim, que faleceu no domingo (19) aos 85 anos devido à insuficiência orgânica múltipla, após um longo período hospitalar.
Sob a liderança de Jorge Lettry, na equipe oficial da Vemag nos anos 60, Crispim alcançou resultados incríveis utilizando pequenos motores de três cilindros de um litro da DKW. Ele também foi o preparador do lendário protótipo Carcará, que em 1966 ultrapassou a barreira de 212 km/h, estabelecendo um recorde de velocidade sul-americano. Este feito foi um milagre de engenharia, alcançado trabalhando com um pistão que já havia falhado durante os treinos.
Ao longo das décadas, Crispim deixou sua marca na Fórmula Super V, Fórmula Ford, na famosa oficina Boxer (junto com Chico Lameirao), e participou do desenvolvimento do carro esportivo nacional Lobini H1. Recentemente, ele publicou suas memórias na autobiografia 'Nasci Mecânico' (2025). A publicação FlatOut expressa seus mais profundos pêsames à família e amigos de Crispim.
Embora a transmissão manual esteja se tornando cada vez mais rara em carros de passeio, modelos esportivos de nicho podem mantê-la relevante, como visto em Henessey, Pagani, Porsche e Ferrari. O McLaren potencialmente pode aderir a essa tendência. De acordo com informações do The Supercar Blog, funcionários de Woking estão preparando a apresentação de seu novo modelo — McLaren P50. Rumores indicam que, para satisfazer um grupo específico de clientes que valorizam o design e o desempenho do McLaren, mas desejam uma experiência mais envolvente, o carro será equipado com pedal de embreagem.
A publicação não fornece fontes, limitando-se à afirmação de que 'nós soubemos', mas as declarações feitas são confiantes, embora escassas. Dizem que o novo McLaren com câmbio manual será mais caro que o W1, parte da linha iniciada pelo McLaren F1 e que custa mais de 2 milhões de dólares americanos, e que sua produção será limitada a menos de 100 unidades. Também se alega que o carro será apresentado ao público no evento 'The Quail, A Motorsport Gathering' durante a Monterey Car Week na Califórnia, em 14 de agosto de 2026.
Não é sabido se o suposto novo McLaren terá um câmbio manual real ou se será um simulador de troca de marchas e neutro, semelhante ao que faz o Ferrari 12Cilindri Manuale. Se for a primeira opção, isso será uma surpresa interessante.
Lembramos dos estudos que mostram que telas multimídia tornam os carros cada vez mais perigosos. No entanto, parece que isso não impedirá os fabricantes de continuar investindo em telas maiores e mais sofisticadas, que podem distrair ainda mais os motoristas. O novo Freelander 8, que será o primeiro modelo da recém-criada submarca Jaguar Land Rover, apresentou seu interior, e o elemento mais impressionante foi o enorme painel multimídia de 46 polegadas.
Na verdade, são dois painéis: um multimídia central, que por si só é muito grande — 15,6 polegadas; e um painel acima dele, que ocupa toda a largura do painel de instrumentos e funciona como painel de instrumentos. Ele também exibe informações adicionais, como navegação GPS, relógio, previsão do tempo e funções do computador de bordo. Abaixo do multimídia central, há uma pequena série de botões físicos para funções como pisca-alerta, desembaçador do para-brisa e volume do sistema de áudio, mas, aparentemente, todos os outros comandos estarão focados nas telas. Além disso, há uma terceira tela para os passageiros traseiros.
A aparência tecnológica é complementada pelo design minimalista geral do interior, com iluminação atmosférica em 256 cores (semelhante ao equipamento RGB de PC gamer!) e um difusor aromático que, de acordo com a descrição do Freelander, reproduzirá fielmente o cheiro de 'propriedade inglesa tradicional'. Vale notar que o novo Freelander 8 será um híbrido, usando o motor de combustão interna apenas como extensor de autonomia, equipado com dois motores elétricos — um em cada eixo, fornecendo uma potência total de 561 cv. Uma versão com tração totalmente elétrica também está planejada. Isso difere claramente do Freelander tradicional, embora o estilo visual, inspirado na clássica, incluindo o para-choque C inclinado, seja interessante.
A nova geração do Volkswagen Amarok está próxima do lançamento e, por isso, tem aparecido cada vez mais nas ruas, embora camuflada. Fotos recentes publicadas pelo Argentina Autoblog mostram que ela terá um perfil completamente diferente do habitual. Se as formas mais retas, o capô alto, o para-brisa mais vertical e os pilares finos lhe conferem um estilo mais 'chinês', isso não é coincidência: a próxima geração do Amarok é resultado de uma parceria entre Volkswagen e a chinesa SAIC, sendo essencialmente uma versão do VW para a picape Maxus Terron 9. Naturalmente, ela manterá a identidade visual atual da Volks, incluindo faróis duplos e uma barra de LED que percorre toda a frente. No entanto, os para-choques e lanternas traseiras parecem idênticos ao modelo chinês.
O compartilhamento de plataforma significa que a nova Amarok terá uma construção semi-monocoque, combinando chassi com elementos de carro de passeio, como a suspensão. Embora a Volkswagen ainda não revele detalhes do conjunto motriz, apenas afirmando que a nova Amarok será híbrida. Embora não haja informações específicas, é possível que a Volkswagen apresente a nova Amarok em Barretos durante o festival de rodeio no final de agosto. A marca realizou promoções publicitárias neste evento anteriormente.
Um protótipo do novo Toyota Hilux, em estágio de desenvolvimento final, foi avistado quase sem camuflagem, exibindo praticamente todo o corpo, incluindo logotipos da marca e do modelo. As fotos foram obtidas no site Guru dos Carros. A picape possuía sensores e um escapamento longo direcionado à plataforma de carga, indicando o início dos testes de certificação. Esse processo deve levar cerca de seis meses, prevendo o lançamento da nona geração no início de 2027, dependendo do cronograma de produção na fábrica de Zarate, Argentina.
Embora a Toyota tenha decidido reutilizar a base técnica comprovada IMV e a estrutura central da cabine — incluindo colunas, teto, para-brisa e portas —, a aparência frontal passará por uma modernização radical. É essa profunda plástica frontal combinada com novas tecnologias que leva o fabricante a considerar o projeto globalmente como uma mudança de geração completa. A principal novidade sob o capô é a implementação de um sistema híbrido leve 48V, instalado no motor 2.8 turbo diesel. Esta tecnologia utiliza uma pequena bateria de íon de lítio de 0,2 kWh e um motor elétrico auxiliar de 16 cv, que substitui o alternador e o motor de partida tradicionais. O objetivo é reduzir os níveis de poluentes e suavizar a aceleração, trabalhando em conjunto com o sistema avançado start-stop. Como a assistência elétrica é pontual e atua apenas abaixo de 1000 rpm (sem movimento direto das rodas), os indicadores máximos de desempenho não mudam: permanecem em 204 cv e 50,9 kgfm de torque, sempre controlados por uma transmissão automática de seis velocidades. No futuro, o portfólio será complementado por uma versão 100% elétrica sem precedentes, cuja produção também foi confirmada na Argentina para atender ao mercado brasileiro. Versões híbridas plug-in, embora frequentemente mencionadas em rumores industriais, permanecem no campo da especulação e não têm data de lançamento no país.
A Bugatti confirmou o encerramento da produção do hipercarro W16 Mistral, marcando o fim de uma era para este modelo. O último dos 99 exemplares foi finalizado no ateliê da marca localizado em Molsheim, encerrando a linha do roadster equipado com um motor de oito litros, quatro turbos e 16 cilindros, baseado no Bugatti Chiron.
Este último Mistral apresenta uma paleta de cores relativamente sutil, combinando dois tons de off-white (Pearl e Sparkle) na carroceria, enquanto o interior utiliza couro bege denominado “Magnolia” e cinza “Grey Carbon Matt”. O veículo recebeu toques de exclusividade encomendados pelo proprietário via programa Bugatti Sur Mesure, como uma escultura de falcão na alavanca de câmbio (substituindo o elefante usual) e bordados manuais nos revestimentos das portas, que homenageiam as dianteiras do Veyron e do próprio Mistral, referenciando a linhagem de 16 cilindros em W da fabricante.
Na consola central e na asa traseira móvel, foi gravada a frase «The last of its kind — O último de sua espécie». Apesar de o Mistral número 99 ser o último da série oficial, o programa Solitaire da Bugatti permite que clientes encomendem um exemplar único (one-off) utilizando o monocoque do Chiron ou o próprio motor W16 quadriturbo de oito litros, enquanto houver estoque disponível. Esses modelos customizados possuem potência de 1.600 cv e torque de 163,1 kgfm.
Paralelamente, Toyota e BMW estão testando uma gasolina renovável desenvolvida em parceria entre a petrolífera Repsol e a Bosch. Este combustível, chamado Nexa 95, visa auxiliar no enfrentamento do banimento de carros a combustão na Europa, diferindo dos e-fuels sintéticos, pois é produzido a partir de resíduos orgânicos.
A lógica por trás do Nexa 95 é que o dióxido de carbono emitido no escapamento seria compensado pelo que a matéria-prima orgânica absorveu durante seu ciclo de vida, resultando em uma redução superior a 70% nas emissões de gases de efeito estufa em comparação com a gasolina fóssil tradicional. Uma vantagem significativa é que o Nexa 95 é um combustível “drop-in”, podendo substituir diretamente a gasolina na bomba sem necessidade de modificações mecânicas ou reprogramação nos motores existentes. Durante seis meses, uma frota de aproximadamente 20 veículos será abastecida exclusivamente com este novo combustível, sob monitoramento de um sistema de telemetria digital fornecido pela Bosch.
O texto faz uma reflexão sobre a situação, apontando que o Brasil já possui uma solução similar há décadas com o etanol, um combustível verde utilizado desde os anos 1970, que hoje compõe mais de 30% da frota nacional, tornando-a uma das mais limpas do planeta, antes mesmo da preocupação climática global.
Em um evento ocorrido no dia 16, a MG introduziu o hatchback elétrico MG4 Urban no mercado brasileiro. Com preço inicial de R$ 129.990, o veículo se posiciona na base da linha da marca, competindo com modelos como Dolphin Mini, Geely EX2 e GAC Aion UT.
Fabricado em Horizonte (CE), o MG4 Urban possui dimensões de 4,39 metros de comprimento, 1,84 m de largura e um entre-eixos de 2,75 m, sendo maior que o MG4 padrão, que começa em R$ 169.990 na versão Comfort. Ele também supera seus concorrentes em espaço de bagagem, oferecendo 477 litros, contra 230 litros do Dolphin Mini e 375 litros do EX2.
A MG oferece o MG4 Urban apenas com motor elétrico, mas com duas opções de bateria. A versão de 42 kWh gera 150 cv, acelera de 0 a 100 km/h em 9,6 segundos e alcança até 299 km de autonomia. A bateria de 54 kWh entrega 160 cv, completa a aceleração em 9,5 segundos e percorre até 358 km com uma carga (dados do Inmetro). Nos testes WLTP europeus, os números são de 320 km e 415 km, respectivamente. Ambas as baterias suportam recarga rápida DC, permitindo ir de 10% a 80% em cerca de 30 minutos.
Existem três níveis de acabamento. A versão de entrada, MG4 Urban Comfort 43 kWh, custa R$ 129.990 e inclui faróis e lanternas de LED, rack de teto, rodas de 16 polegadas e ar-condicionado automático de uma zona. Em termos de tecnologia e segurança, ela conta com painel digital de 7 polegadas, central multimídia de 12,8 polegadas, 7 airbags e o pacote ADAS com 15 assistentes de condução.
Acima dela, a MG4 Urban Luxury 43 kWh, por R$ 139.990, adiciona rodas de 17 polegadas, aquecimento nos bancos dianteiros e volante, iluminação ambiente em LED e um sistema de câmeras de visão 360 graus, além do ajuste elétrico dos bancos e carregador por indução.
No topo da linha, a MG4 Urban Luxury 54 kWh, avaliada em R$ 149.990, mantém os mesmos recursos de conforto e segurança da versão Luxury de 43 kWh, diferenciando-se apenas pela maior capacidade da bateria.
Os motores V12 parecem estar em um momento de retorno, e a novata Nilu27 serve como prova disso. Há dois anos, a fabricante apresentou o Nilu, um hipercarro com estética futurista, mas com uma proposta clássica: motor V12 aspirado, sem auxílio híbrido, câmbio manual, tração traseira e peso leve, estimado em 1.200 kg.
As expectativas eram altas, dado que a Nilu27 havia divulgado números impressionantes na época: mais de 1.000 cv, 11.000 rpm e 1.200 kg. Embora tecnicamente possível, os números pareciam excessivos. Contudo, um vídeo recente publicado no canal do YouTube da Nilu27 mostra o V12 funcionando na bancada da oficina, demonstrando um som potente.
O motor V12 foi desenvolvido pela Hartley Engines, empresa sediada na Nova Zelândia. Configurado em “hot V” com coletor de escape entre os cilindros e corpos de borboleta individuais, o motor de 6,5 litros aparenta ser robusto e representa uma alternativa sonora à crescente onda de hipercarros elétricos. O projeto é liderado pelo projetista Sasha Selipanov, que possui experiência prévia na Lamborghini, Bugatti e Koenigsegg.
O Nilu possui um cockpit minimalista, com mostradores analógicos, muitos componentes metálicos, bancos integrados ao monocoque de fibra de carbono e destaque para o câmbio manual de sete marchas. A Nilu27 planeja enviar os motores da Nova Zelândia para sua fábrica na Alemanha, onde o desenvolvimento e testes do Nilu ocorrem. Inicialmente, serão produzidas 15 unidades para pista, com possibilidade de homologação para 54 exemplares de rua, se o processo for bem-sucedido.
A Aston Martin também colaborou com a desenvolvedora Infinity Ward e a publisher Activision para incluir um veículo exclusivo no jogo de tiro em primeira pessoa Call of Duty: Modern Warfare 4. Este veículo é o Aston Martin Dreadnought, descrito pela marca como o “SUV tático de alto desempenho definitivo”.
Visualmente, o Dreadnought lembra um Humvee futurista, incorporando elementos de design inspirados nos Aston Martins, como a dianteira que remete ao V8 Vantage do final dos anos 1970, notadamente no formato da grade e na disposição dos faróis. Embora seja um veículo virtual, a Aston Martin garantiu que ele possua o som de seu motor V12 e que sua física foi desenvolvida em conjunto com o departamento de engenharia da marca para simular realisticamente o comportamento de um Aston Martin, mesmo em cenários de guerra.
O nome do carro também tem origem em veículos de combate históricos do Reino Unido, como o navio HMS Dreadnought. Assim como o navio, o Dreadnought de CoD: MW4 inclui tanques de combustível reserva, compartimentos para armamento e blindagem contra munição pesada. Para além do universo dos jogos, a Aston Martin apresentará uma réplica em tamanho real do Dreadnought no Fanatics Fest, evento esportivo realizado em Nova York neste fim de semana, enquanto o jogo será lançado em outubro deste ano.
O governo federal aprovou o aumento da porcentagem obrigatória de álcool anidro na gasolina, elevando-a de 30% para 32%. Esta deliberação foi formalizada na manhã de terça-feira, dia 14, pelo Conselho Nacional de Política Energética (CNPE).
Inicialmente, a nova composição de 32% terá validade por 180 dias, com a possibilidade legal de prorrogação por mais um período igual, uma única vez. Este representa o segundo aumento em pouco mais de um ano, visto que a mistura havia sido elevada de 27,5% para 30% em junho de 2025.
Conforme a resolução emitida pelo conselho, a justificativa para a alteração reside na instabilidade observada no mercado internacional de petróleo e combustíveis. Aumentar a participação do etanol nacional visa diminuir a dependência de derivados de combustíveis fósseis importados e fortalecer a presença desse biocombustível na matriz energética brasileira.
Estimativas do Ministério de Minas e Energia indicam que esta medida pode reduzir a necessidade de importação de gasolina em aproximadamente 500 milhões de litros mensais, o que contribuiria para a autossuficiência do país no fornecimento. Para o setor sucroenergético, a mudança injetará uma demanda adicional de 1 bilhão de litros de etanol anidro anualmente.
Apesar da alegação governamental de que testes laboratoriais e de rodagem não apontam problemas de dirigibilidade ou danos mecânicos, mesmo em motores não flex, a decisão gera preocupação na engenharia automotiva e entre entusiastas de veículos antigos e importados. O etanol anidro possui alta higroscopicidade, absorvendo umidade do ar, o que eleva a condutividade elétrica do combustível e pode iniciar corrosão galvânica acelerada em peças metálicas, como tanques de aço, linhas de alimentação e carburadores de carros clássicos.
Adicionalmente, a natureza solvente do etanol em concentrações elevadas pode deteriorar e ressecar borrachas, juntas e mangueiras que não foram projetadas para suportar tal teor, sem contar a diminuição inerente do poder calorífico da mistura, o que implica maior consumo de combustível para o motorista.
O texto aponta que o Brasil foi pioneiro mundialmente ao incorporar álcool na gasolina há quase cem anos, e também foi o primeiro país a produzir carros a etanol em grande escala e a universalizar o veículo flex. Essas iniciativas contribuíram para que o Brasil possua uma frota com baixos índices de emissões. A adição de mais etanol à gasolina comum, portanto, deve levar a uma redução ainda maior dessas emissões.
O autor critica programas de eletrificação promovidos por burocratas alinhados a organismos internacionais, argumentando que o Brasil já serve de exemplo na redução de emissões e questionando a lógica de aumentar a dependência de baterias importadas e infraestrutura elétrica deficiente em paralelo com a garantia de independência nos combustíveis.
Em outra frente, a Porsche enfrenta cortes devido à crise de rentabilidade que afeta todo o grupo Volkswagen, mesmo a Porsche, que antes era altamente lucrativa. Após uma queda de 99% no lucro operacional, a Porsche está sob escrutínio do comitê de contenção de despesas da VW.
Informações do jornal alemão Bild sugerem que a lista preliminar de cortes da Porsche inclui o Taycan, o Cayenne Coupé e o sucessor a combustão do 718, que estava sendo desenvolvido para reverter a decisão de encerrar a geração 982 em favor de um 718 elétrico. A situação é tão crítica que até o Taycan está sendo retirado do planejamento.
A estratégia da Porsche de saturar o mercado com diversas versões do 911 também está sendo revisada. Devido aos custos de desenvolvimento, calibração e validação de cada uma das dezenas de variantes do 911, a redução de opções é vista como uma maneira rápida de conter a perda de margem.
Após a apresentação inicial sob o plano estratégico FaSTLAne da Stellantis, a Fiat revelou completamente na Europa seus dois novos SUVs de porte médio-compacto: o Grizzly e o Grizzly Fastback. Essa dupla será o ponto central da marca italiana no Salão do Automóvel de Paris em outubro, com início das vendas no Velho Continente logo após.
Ambos os modelos têm grande probabilidade de serem lançados no Brasil, embora possam receber nomes diferentes e ajustes no projeto. O Grizzly padrão mede 4,4 metros de comprimento e pode oferecer uma configuração de sete lugares com uma terceira fileira retrátil, embora a Fiat não tenha confirmado isso. Seu design chama atenção pelas lanternas compostas por pequenos blocos retangulares de LED e pela coluna C larga e sem vidros laterais.
Internamente, o Grizzly apresenta um painel com linhas angulares, um console central flutuante de dois níveis com acabamento em preto brilhante, central multimídia elevada, partida por botão e freio de estacionamento eletrônico.
Já o Grizzly Fastback adota um perfil mais suave no teto, conferindo-lhe uma silhueta semelhante à de um cupê. Esta versão incorpora um acabamento em preto brilhante, realçando as lanternas com efeito 'pixelado'. A parte frontal é idêntica à do modelo convencional, com capô alto, emblema Fiat centralizado na grade e faróis retangulares de LED. Com 4,5 metros, o Fastback ganha dez centímetros extras, o que permite liberar 600 litros no porta-malas, volume comparável ao Fastback brasileiro atual, mas com proporções mais equilibradas devido ao maior entre-eixos.
Ambos os SUVs compartilham a plataforma Smart Car da Stellantis, uma variação simplificada da arquitetura CMP usada em outros veículos recentes da Citroën e Opel. Na Europa, a linha incluirá opções híbridas leves e totalmente elétricas, entregando até 145 cv com transmissão manual ou automática. As versões híbridas utilizam o motor 1.2 turbo de três cilindros a gasolina do grupo Stellantis.
Embora a Fiat ainda não tenha confirmado oficialmente, o lançamento no Brasil é considerado certo. Os modelos foram desenvolvidos localmente sob os códigos F2U (Grizzly SUV) e F2X (Grizzly Fastback), com previsão de chegada ao mercado brasileiro entre 2027 e 2030.
Um teste recente publicado pela revista sueca Vi Bilägare, na edição de 2026, confirmou o risco associado ao uso de telas multimídia nos veículos, reforçando o que muitos motoristas já percebiam: as telas modernas causam maior distração do que as de anos anteriores.
Apesar das promessas do marketing de que telas maiores e processadores mais rápidos melhorariam a usabilidade, a realidade apresentada pelo teste sueco contradiz essa teoria. Utilizando a mesma metodologia de 2022, os motoristas foram colocados em uma pista fechada, mantendo 110 km/h, e mediram-se a distância percorrida até a conclusão de quatro tarefas simples, como ajuste de temperatura, acendimento do aquecedor do banco, troca de rádio e ajuste de brilho.
Os resultados evidenciaram uma regressão ergonômica. Em 2022, a média de distância percorrida durante a distração era de 756 metros. Em 2026, essa média aumentou para 813 metros, o que equivale a quase dois segundos adicionais de 'cegueira dinâmica' em velocidade de rodovia.
A Mercedes-Benz, que promove sua inteligência de sistema operacional, teve um desempenho alarmante. No CLA, o motorista levou 35 segundos para interagir com os menus, sendo 15 segundos a mais que no SUV GLB avaliado quatro anos antes, percorrendo 1.116 metros sem foco total na direção. O Mazda CX-60 registrou o pior resultado com 1.137 metros. O Volvo XC60, embora com 485 metros, foi superado pelo Volvo C40 Recharge de 2022 (que exigiu 68 metros a menos).
Todos esses modelos foram superados pelo grupo de controle do teste — um Volvo V60 2016 e um V70 2005 — demonstrando a fragilidade dos sistemas modernos. O autor conclui criticando a tendência de piora tecnológica, comparando-a à imposição de câmeras de monitoramento facial pela União Europeia, enquanto as próprias montadoras removem botões físicos por redução de custos, entrando na 'era das boas intenções'.