O Centro Cultural Europeu Itália anunciou a lista de finalistas do ECC Awards, apresentados no âmbito da exposição Personal Structures – Confluences. Esta exposição é a oitava mostra internacional contemporânea e ocorre em paralelo com a Bienal de Arte de Veneza.
Local e Datas da Exposição
A exposição estará disponível em Veneza de 9 de maio a 22 de novembro de 2026, em locais como Palazzo Bembo, Palazzo Mora e Jardins da Marinaressa. Ela serve de pano de fundo para a premiação, que celebra práticas artísticas que interagem com o tema da exposição «Confluences» através de pesquisas, interdisciplinaridade e conexão com o local.
Categorias do ECC Awards
Os vencedores serão anunciados em 22 de novembro de 2026, durante o evento de encerramento. O ECC Awards está dividido em cinco categorias, cada uma destacando práticas artísticas que transformam a diversidade em formas de conexão, troca e conhecimento compartilhado, colocando a pesquisa, a interdisciplinaridade e o profundo senso de lugar no centro do contexto veneziano. Estas categorias incluem: Interpretação Artística do Tema: Confluences; Projeto de Pesquisa e Curadoria, reconhecendo práticas baseadas em arquivos e investigações; Projeto Transdisciplinar, unindo arte, ciência e design; Novas Práticas, apresentando novas vozes na arte contemporânea; e Projeto de Espaço e Contexto, focado em intervenções espaciais e obras site-specific.
Participação Internacional e Júri
Os projetos selecionados representam 17 países, incluindo Japão, Estados Unidos, Holanda, China, Coreia do Sul, França, Paquistão, Nepal, Israel, Bahrein, Canadá e Reino Unido. Um júri internacional, composto por especialistas em arte contemporânea, curadoria, edição e instituições culturais, avaliará os finalistas. O júri inclui: Nargess Banks do Reino Unido, escritora e editora especializada em arte, design e cultura visual; Jesús Alberto Flores do México, estrategista cultural que apoia artistas emergentes; Rahul Gudipudi da Índia, fundador da iniciativa artística ke—na—; Euijung McGillis do Canadá, assistente de curador na National Gallery of Canada; e Anouska Phizacklea da Austrália, diretora do Museu Australiano de Fotografia e ex-copresidente do Melbourne Queer Film Festival.
Exemplos de Projetos: Interpretação do Tema
O projeto Relational Logic – Beyond Dualism, a World Reconnected, da plataforma curatorial japonesa B-OWND, explora a relação entre arte, artesanato e tecnologias modernas, superando a divisão tradicional entre arte e artesanato. Fundada em 2019, a B-OWND promove colaborações híbridas e interdisciplinares, utilizando ferramentas digitais e tecnologia blockchain.
No projeto nomos (cube Venezia), Marta Russo, artista dos Estados Unidos, apresenta uma grande instalação de porcelana. Sua prática escultórica, baseada em cerâmica, estuda a conexão entre matéria, percepção e natureza, criando ecossistemas visuais complexos.
A instalação Intimate Unthinkables de Adrian Parra Zarzecski e Liu Shimin representa uma fusão da experiência feminina cotidiana em diferentes contextos geográficos e culturais. A obra combina a escultura de Liu Shimin, enraizada na tradição chinesa, com a prática moderna de A.Z., abordando a violência de gênero e a transformação social.
A galeria BALC no Japão apresenta G-sim Seyeon, artista sul-coreano, cuja prática se situa na intersecção entre pintura e gestos performativos. Ele explora o «momento» como uma unidade fluida onde passado, presente e futuro se fundem em um fluxo sensorial único.
Exemplos de Projetos: Abordagem Transdisciplinar
Stephens Tapestry Studio, de Joanesburgo, apresenta duas séries de tapeçarias, Porter, em colaboração com William Kentridge: Carte de France Divisée en 86 départements e Ásia Menor. Estas obras exploram os temas de migração e transição como formas de preservar a memória e a identidade, utilizando técnicas tradicionais de tecelagem entre África do Sul e Eswatini.
A+N Studio cria objetos de luz e instalações baseadas em pesquisas sobre bem-estar. O projeto Breathing Light transforma o ritmo da respiração profunda em uma experiência luminosa espacial, destinada a reduzir o estresse e desenvolver a consciência.
No projeto Becoming You, a artista e educadora americana Geraldine Ondrizek, juntamente com o médico e pesquisador de bioética japonês Shizuko Takahashi, visualiza o desenvolvimento humano desde a célula até o nascimento por meio de pintura e narrativa, traduzindo processos biológicos em pergaminhos japoneses.
A artista francesa Orlan apresenta WE ARE INCONSOLABLE, um projeto que utiliza imagens geradas por inteligência artificial e intervenções pictóricas para transformar dor e raiva em uma forma crítica e política. É uma reinterpretação da iconografia do sofrimento como um ato de resistência à violência sistêmica.
Exemplos de Projetos: Pesquisa e Curadoria
Mahwish Chishti apresenta Tanka Tales: Thread as Archive, uma instalação têxtil que usa a bordado como arquivo vivo da memória, trabalho e patrimônio cultural feminino. O projeto envolve artesãos paquistaneses que tecem texto e fio em uma narrativa não linear.
A ADEMA University School, uma prestigiada instituição de ensino superior em Palma de Maiorca, exibe trabalhos de estudantes de seu departamento de artes visuais, que refletem uma reflexão crítica sobre questões sociais, políticas e ambientais.
O Princeton Research Film Studio, liderado por Erica A. Kiss, investiga o cinema na era da automação e inteligência artificial, propondo um retorno à dimensão imersiva e artesanal das imagens em movimento, combinando filosofia, ciência e narrativa visual.
O projeto Ester Hernández: An Ecological Memoir de Jennifer Garcia Picock é dedicado à prática ecológica e política da artista Esther Hernández. Através de materiais de arquivo e métodos de pesquisa híbridos, o projeto explora as interseções entre arte, ativismo ambiental e memória chicana.
Novas Práticas na Arte
Desmond Beach, artista e educador de Nova York, trabalha com arte têxtil, performance e instalações, explorando o legado da violência racial e as práticas de memória na diáspora africana, utilizando abordagens rituais.
Amelia Galgon, artista de Filadélfia baseada em Nova York, explora a relação entre o corpo queer e o espaço doméstico. Suas obras, que combinam pintura figurativa e gravura, mostram figuras em constante transformação em interiores.
Oona Frost, artista holandesa, utiliza instalações, esculturas infláveis e mídias interativas para estudar temas de individualidade, autoria e futuros especulativos.

