O Ministro da Agricultura, Willie Aucamp, anunciou o lançamento oficial de um aplicativo para vacinação autônoma destinado a proprietários de gado. O Departamento de Agricultura apresentou um novo portal online que permitirá aos pecuaristas obter autorização oficial para vacinar seus animais contra a febre aftosa (FMD), como parte dos esforços da África do Sul para combater esta doença.
Aumento do Controle dos Fazendeiros
O Ministro da Agricultura, Willie Aucamp, observou que este sistema vivo dará aos fazendeiros maior controle sobre a proteção de seus rebanhos e ajudará a conter mais rapidamente possíveis surtos de FMD. Ele enfatizou que este sistema transfere um controle crítico aos fazendeiros, permitindo-lhes solicitar autorização oficial para vacinação e prevenir surtos de FMD de forma mais ágil do que antes.
Expansão da Participação do Setor Privado
Aucamp declarou que o lançamento marca o início de medidas mais amplas para envolver o setor privado no combate à disseminação da FMD. Ele garantiu a todos os interessados que o Departamento de Agricultura pretende promover a participação do setor privado nesta luta.
Processo de Registro e Relatórios
Graças ao novo sistema, proprietários e gerentes de gado podem se registrar na plataforma de relatórios de FMD e seguir um processo estruturado de solicitação que cumpre os requisitos sul-africanos de biossegurança, disposições legais, medidas de rastreabilidade e obrigações de notificação de vacinação. O processo consiste em três etapas.
Primeiro, os proprietários ou gerentes de gado devem solicitar o status de 'Pessoa Autorizada' através do sistema de relatórios de FMD, o que lhes dará o direito de realizar a vacinação contra a FMD de acordo com a legislação vigente. Após a aprovação, eles são obrigados a notificar o diretor provincial de serviços veterinários ou o veterinário governamental apropriado com pelo menos cinco dias de antecedência da vacinação. Esta notificação pode ser feita através do portal online ou por escrito.
Após a conclusão da vacinação, as pessoas autorizadas devem apresentar um relatório de vacinação dentro de 14 dias. Este relatório deve indicar as vacinas utilizadas, a quantidade e o tipo de animais vacinados, bem como o local do procedimento. Esses relatórios também podem ser apresentados em formato eletrônico ou físico.
Sistemas de Relatório Alternativos
Aucamp informou que os fazendeiros também têm a opção de usar plataformas de relatórios aprovadas pelo setor privado, incluindo aquelas operadas pela RMIS, SAAI e Buffalo Analytics, desde que esses sistemas sejam aprovados pelo Diretor de Saúde Animal. O Ministro esclareceu que todas as informações obtidas de qualquer sistema de terceiros serão transmitidas ao Departamento de Agricultura (DoA) e carregadas em seu sistema. A responsabilidade pela verificação da aprovação do sistema escolhido recai sobre os proprietários e gerentes de gado.
Monitoramento e Reconhecimento Internacional
Segundo Aucamp, os dados coletados através dos sistemas de relatórios ajudarão o governo a monitorar o progresso do programa nacional de vacinação e a apoiar os esforços da África do Sul para restaurar o reconhecimento internacional de seu status sanitário animal. Isso também permitirá fornecer informações atualizadas sobre os sucessos do programa de vacinação sul-africano à Organização Mundial de Saúde Animal (WOAH) ao solicitar o status livre de FMD com vacinação.
Suporte e Financiamento
O Ministro pediu que as associações agrícolas organizadas colaborem estreitamente com os importadores de vacinas aprovados por ele para determinar a quantidade necessária de doses para seus membros, permitindo que os fornecedores planejem compras e distribuição de forma mais eficiente. Ele também recomendou veementemente que os importadores de vacinas interajam com veterinários para avaliar a demanda em diferentes regiões e garantir a disponibilidade adequada de vacinas.
No âmbito do programa voluntário de vacinação, os fazendeiros que decidem vacinar seu gado são responsáveis pela compra das vacinas. No entanto, Aucamp enfatizou que o governo continuará a fornecer vacinas em áreas onde novos surtos de FMD forem detectados, bem como aos fazendeiros que não podem pagar pela vacinação.