A Tata Power Co. planeja erguer sua primeira usina nuclear não antes de 2032. Este passo foi tomado após a Índia revogar o monopólio estatal de dez anos no setor de energia nuclear, buscando fortalecer a segurança energética e, ao mesmo tempo, reduzir as emissões de carbono.
Planos e prazos do projeto
Segundo o diretor executivo Pravir Singh, a empresa identificou preliminarmente locais para a construção das instalações nucleares em pelo menos três estados. O início dos trabalhos está previsto após a aprovação das regras para empresas privadas pelo governo. Singh informou à Bloomberg Television na terça-feira que é possível iniciar as obras de construção no início de 2028, com a primeira usina nuclear privada pronta entre 2032 e 2033.
Escolha de locais e expectativas do governo
A Tata Power já definiu locais nos estados de Madhya Pradesh, Odisha e Gujarat, e estudos topográficos foram iniciados nessas áreas. Singh espera que o governo esclareça questões como o fornecimento de urânio de longo prazo e a estabilidade dos preços durante a finalização do projeto de lei nuclear. Ele acrescentou que o processo de aprovação deve levar de 12 a 14 meses, segundo suas projeções.
Contexto do desenvolvimento da energia nuclear
Esta direção da Índia no desenvolvimento da energia nuclear reflete um renascimento global do setor. Os países estão gradualmente abandonando a cautela que se seguiu ao desastre de Fukushima em 2011, pois a crescente demanda por eletricidade de centros de dados e inteligência artificial reacende o interesse pela energia nuclear. Exemplos incluem a reativação de reatores no Japão, bem como a construção de novas instalações na China, Coreia do Sul e Bangladesh.
Escopo e objetivos do setor
No ano passado, o parlamento indiano aprovou uma lei que abriu este setor para empresas privadas, estabelecendo a ambiciosa meta de aumentar a capacidade de geração nuclear do país em onze vezes até 2047. Atualmente, o setor fornece apenas 3% da eletricidade da Índia, sendo toda a capacidade existente de 8,8 gigawatts operada pela corporação estatal Nuclear Power Corp. De acordo com uma comissão governamental, a expansão exigirá investimentos de quase 19,3 trilhões de rúpias (202 bilhões de dólares americanos).
Cooperação internacional
Este mês, a Austrália concordou em fornecer urânio para o programa nuclear civil da Índia e expandir a cooperação energética durante a visita oficial do primeiro-ministro Narendra Modi.

