A reconstrução da Escola Primária Woodlands em Pietermaritzburg começou oficialmente, marcando um ponto de viragem importante tanto para a própria instituição de ensino quanto para o Departamento de Obras Públicas e Infraestrutura de KwaZulu-Natal. Os trabalhos nas novas construções de tijolos, que substituirão os edifícios antigos com telhado de chumbo, serão retomados após uma pausa de dois anos, causada por disputas sobre o pagamento do contrato.
Restauração do funcionamento do departamento
O Ministro de Obras Públicas e Infraestrutura de KwaZulu-Natal, Martin Meyer, declarou que os últimos dois anos foram dedicados à recuperação do departamento, e a Escola Primária Woodlands faz parte desse processo. Ele enfatizou que o objetivo é que a escola sirva como exemplo de transformação bem-sucedida do departamento, demonstrando como ele aprendeu com os erros e mudou sua abordagem à construção.
Meyer esclareceu que o empreiteiro anterior deixou o local devido à falta de pagamento por parte do departamento. Ele informou que foi realizada uma auditoria contábil judicial que concluiu que ninguém estava culpado por crimes ou negligência; o problema residiu exclusivamente no atraso do pagamento pelo cliente ao empreiteiro. Essas questões, segundo ele, foram agora resolvidas.
Fatores financeiros e externos
Devido à paralisação de dois anos, serão necessários 43 milhões adicionais, excedendo o orçamento inicial, pois o local precisa ser preparado novamente. Além disso, Meyer mencionou mudanças nas condições globais, incluindo invasões de outros países, bem como o aumento dos preços de combustível e materiais de construção, o que tornou as estimativas iniciais imprecisas.
Posições da escola e do empreiteiro
A diretora da Escola Woodlands, Claudelle Manuel, relatou que a escola está nesse estado há mais de 50 anos. Ela agradeceu a Meyer por tornar o projeto uma prioridade, observando que a escola enfrentou problemas como diminuição do número de alunos, inundações durante a chuva e poeira em dias ventosos. Ela expressou esperança de que o projeto seja concluído com um novo empreiteiro.
O empreiteiro Zibonephi Projects & Business Enterprise, Mboniseni Ndlovu, garantiu que garantirá a execução de qualidade do projeto em 15 meses. Ele dividiu o trabalho em quatro fases, sendo a primeira de três meses, a segunda de mais quatro a cinco meses, e as terceiras e quartas fases ocupando o tempo restante.
Exigências e apoio da comunidade
O membro do conselho do distrito 32, Garth Middleton, observou que já se passaram três ou quatro anos e pediu que fosse garantida uma reserva orçamentária para evitar atrasos nos pagamentos a empreiteiros, subempreiteiros e funcionários do Programa de Obras Públicas Estendidas no local. O vice-gerente geral do Departamento de Obras Públicas e Infraestrutura de KwaZulu-Natal, Tobuize Mchunu, elogiou a comunidade de Woodlands pela preservação dos materiais no local, notando que até mesmo os equipamentos elétricos instalados permaneceram no lugar durante os dois anos sem empreiteiro.

