Apesar dos títulos sobre um novo medicamento para a prevenção do HIV, tomado uma vez por mês, especialistas mundiais alertam que o medicamento ainda está em fase de ensaios clínicos e não está disponível para uso geral.
Acordo de Expansão de Acesso
Esta informação surgiu após a assinatura de um acordo entre a Aspen Pharmacare e a empresa farmacêutica americana MSD. Esta parceria visa aumentar a disponibilidade do medicamento em estudo, conhecido como alimatravir, em todo o continente africano, sujeito à aprovação dos órgãos reguladores. A Aspen declarou planos de produzir, promover e distribuir este medicamento no continente africano, apoiando assim os esforços para melhorar o acesso às tecnologias de prevenção do HIV.
Características do Novo Medicamento
Alimatravir é um agente oral em estudo que está sendo investigado como uma forma de profilaxia pré-exposição (PrEP). PrEP são medicamentos tomados por pessoas negativas para o HIV para reduzir o risco de infecção. A diferença entre o alimatravir e o PrEP oral já existente na África do Sul é que o novo medicamento é projetado para ser tomado apenas uma vez por mês, enquanto o PrEP oral atual requer administração diária.
Disponibilidade na África do Sul
Atualmente, Alimatravir não está à venda na África do Sul. O medicamento ainda está sendo avaliado em ensaios clínicos de Fase III para determinar sua segurança e eficácia. Para que seja autorizado no país, é necessária a aprovação da autoridade reguladora nacional de medicamentos, a South African Health Products Regulatory Authority (SAHPRA). Até obter essa permissão, recomenda-se aos residentes da África do Sul que continuem a usar os métodos de prevenção do HIV aprovados recomendados por profissionais de saúde.
Posição do Medicamento no Sistema de Prevenção
Neste estágio, Alimatravir não substitui as formas de prevenção existentes. O PrEP oral diário continua sendo uma das formas mais eficazes de proteção para pessoas com alto risco de infecção pelo HIV, desde que o regime de administração seja seguido. Outros métodos de prevenção incluem o uso de preservativos, profilaxia pós-exposição (PEP), circuncisão voluntária masculina e testes regulares de HIV. Além disso, o PrEP injetável de longa duração apareceu internacionalmente, embora o acesso a ele varie entre os países. Se o medicamento for aprovado, ele adicionará outra opção, em vez de substituir os métodos de prevenção atuais.
Importância para a África do Sul
A África do Sul enfrenta uma das maiores epidemias de HIV do mundo. De acordo com dados da UNAIDS, milhões de residentes sul-africanos vivem com HIV, e milhares de novos casos de infecção são registrados anualmente. Especialistas em saúde enfatizam constantemente que a expansão do leque de opções de prevenção é fundamental, pois diferentes medicamentos se adequam a diferentes pessoas e estilos de vida. Um medicamento tomado uma vez por mês poderia tornar a prevenção do HIV mais conveniente para algumas pessoas que têm dificuldade em tomar pílulas diariamente. No entanto, os especialistas alertam que evidências adicionais são necessárias para incluir este medicamento nos programas padrão de prevenção do HIV.
Papel da Aspen
A Aspen observou que este acordo pode fortalecer a capacidade da África de produzir medicamentos avançados mais próximos de onde são necessários. A pandemia de COVID-19 expôs a dependência do continente de vacinas e medicamentos importados, o que estimulou a retomada dos esforços para aumentar a capacidade de produção farmacêutica na África. A localização da produção de medicamentos para a prevenção do HIV pode contribuir para aumentar a confiabilidade de longo prazo do fornecimento e garantir um acesso mais rápido em caso de obtenção de aprovações regulatórias.
Próximos Passos
Os resultados dos atuais ensaios clínicos de Fase III determinarão a possibilidade de submeter Alimatravir aos órgãos reguladores para obter aprovação. Em caso de sucesso, as autoridades reguladoras, incluindo a SAHPRA, avaliarão as evidências apresentadas antes de decidir sobre a possibilidade de uso do medicamento na África do Sul. Até esse momento, as autoridades de saúde pedem que as pessoas em grupo de risco para o HIV continuem a usar métodos de prevenção comprovados e consultem especialistas médicos sobre a adequação das opções de PrEP existentes para elas.



