A Ministra do Desenvolvimento Social, Dina Pule, confirmou que mais de 350.000 benefícios sociais serão verificados no ano fiscal de 2026/27. O departamento afirma que esta campanha permitirá ao governo economizar cerca de 1,5 bilhão de randes. Para reduzir a carga nos escritórios superlotados, foi anunciado o recrutamento de mais de 1000 trabalhadores contratados em todo o país para ajudar no processamento de pedidos, realização de revisões e execução de outras tarefas locais.
O autor do artigo declara não ter simpatia por aqueles que enganam o sistema criado para os cidadãos mais pobres. Ele concorda que a Sassa é legalmente obrigada, de acordo com a Lei de Assistência Social, a garantir que os beneficiários ainda atendam aos critérios. O objetivo declarado pelo ministério — fornecer o benefício correto à pessoa certa na hora certa — não gera controvérsia e é um requisito mínimo para os contribuintes.
Para atingir este objetivo, a Sassa reforçou a cooperação na troca de dados com bancos e bureaus de crédito, implementou verificação biométrica ligada ao Home Affairs e um sistema de assinatura digital e-Life Certification. No ano fiscal anterior, a Sassa identificou mais de 420.000 beneficiários para verificação, concluiu 240.000 dessas verificações e descobriu que 160.000 pessoas não cumpriam os requisitos.
Uma verificação separada de seis milhões de contas bancárias e oito milhões de registros de crédito revelou 291.000 benefícios para revisão, levando à anulação de mais de 34.000.
No entanto, o autor discorda do comunicado de imprensa do departamento. De acordo com seus próprios dados, 88% das aproximadamente 15.500 pessoas que usaram o portal online em meados de abril foram verificadas com sucesso. O problema surgiu quando ficou claro que o reconhecimento facial gerou quase 7.800 reclamações, enquanto as verificações de impressões digitais registraram quase nenhuma reclamação.
A falha no escaneamento facial faz com que a pessoa seja devolvida à fila, que deve ser atendida pelos novos 1000 trabalhadores. Assim, foi criado um 'rótulo' digital que devolve as pessoas ao mesmo local superlotado. A organização Black Sash acusou a Sassa de um processo de verificação que pode privar mais de 200.000 pessoas de benefícios aos quais ainda têm direito. Sua alegação não é sobre as verificações em si, mas sobre o processo que causa confusão, exclusão e fome sem notificação adequada, o que, em sua opinião, não é uma verificação, mas uma suspensão com burocracia adicional.
Além disso, menciona-se uma aposentada que vive a 40 km do escritório mais próximo e não tem fundos para táxi exigido pela notificação de verificação em curto prazo, forçando-a a recorrer a agiotas para cumprir um sistema destinado a protegê-la. Também se observa que o departamento subutilizou 4,8 bilhões de randes no ano passado, dos quais 793 milhões permaneceram não utilizados apenas no fundo de pensões, enquanto alegava falta de fundos para revisão minuciosa.
O autor enfatiza que a crise não começou com Dina Pule. Em 2018, o Tribunal Constitucional considerou a então ministra Batabile Dlamini pessoalmente 'imprudente e grosseiramente negligente' devido ao escândalo com a Cash Paymaster Services, que quase privou dez milhões de beneficiários. O tribunal obrigou-a a pagar 20% das custas judiciais do próprio bolso, o que foi o primeiro caso em que um funcionário público foi obrigado a fazer isso. Ela só começou a pagar esse valor em 2021.
Dina Pule assumiu seu cargo apenas no final de junho deste ano, substituindo a ministra demitida por doações não divulgadas na ala feminina do partido político. Deve-se lembrar aos leitores que este não é o primeiro caso em que ela deixa o ministério sob suspeita. Em 2013, ela foi demitida do cargo de ministra das Comunicações depois que o comitê de ética do parlamento e o Comissário de Direitos Humanos descobriram que ela ocultava um relacionamento com o empresário Fosane Mngkibiso, enquanto uma conferência no valor de 120 milhões de randes sob sua liderança cresceu para 600 milhões, sendo que cerca de 80 milhões fluía para suas empresas.
Portanto, não se trata apenas de uma ministra azarada, mas de uma tendência que se estendeu por mais de uma década no departamento que gerencia 271 bilhões de randes anualmente — a segunda maior despesa no orçamento nacional após o pagamento da dívida. O autor conclui que a economia de 1,5 bilhão de randes não é o limite do que poderia ser recuperado se a Sassa lutasse contra a corrupção interna com a mesma energia que usa para perseguir aposentados por extratos bancários.
O departamento, para ser justo, demitiu 43 funcionários por auxiliar em fraudes no último ano, incluindo quatro em seu escritório Nebo em relação a um esquema de mais de 33 milhões de randes organizado com a participação de sindicatos externos. Houve casos reais: um beneficiário que forneceu uma avaliação médica falsa foi condenado a seis meses de prisão no Cabo Oriental, e uma mulher no Cabo Norte foi presa por suposta organização de extorsão de crédito usando cartões de benefícios alheios.
No entanto, esses casos são insignificantes em comparação com a escala do que o departamento permitiu em alto nível ao longo de vinte anos. O autor insiste que os fundos dos contribuintes são destinados aos mais pobres, e não são um fundo de gestão mascarado como 'reforma'. As verificações são justas, mas a suspensão da única renda de um aposentado até que o recurso seja considerado não é. É necessário corrigir o processo antes de celebrar as economias.
Uma jovem de dois anos, que sofreu violência e abuso sexual na infância, está buscando a remoção do nome de sua mãe de todos os documentos oficiais. Ela acusa a mãe de ter 'traficado por filhas' em troca de diversos benefícios, como a possibilidade de morar na casa dos agressores no Brasil.
Inicialmente conhecida como Larissa, a jovem conseguiu mudar seu nome para Heloísa Alves Duque Rodrigues em 2024. Na época, o tribunal de São Paulo baseou-se em provas de violência doméstica, tortura e exploração sexual. No entanto, a justiça rejeitou o pedido de exclusão total da maternidade nas certidões de nascimento, pois, segundo o tribunal, não há base legal para apagar o registro de maternidade biológica, mesmo em condições de humilhação.
A defesa da jovem recorreu ao Tribunal de Justiça (TJ-SP) em janeiro de 2026. No recurso, alegou-se que o sistema judicial já reconhece a anulação de laços paternos em casos de negligência material e emocional, e que manter o vínculo materno em situações de extrema violência viola o princípio da igualdade, conforme noticiado pelo CNN.
Heloísa, que admitiu preferir não ter ninguém como filha, contou ao g1 que 'nunca recebeu abraços'. A violência se intensificou após a separação dos pais, quando ela tinha cinco anos. Além disso, a jovem começou a denunciar maus-tratos contra seus irmãos desde cedo, em abril e maio de 2010.
A genitora foi chamada ao tribunal e prometeu cuidar da filha, mas em agosto do mesmo ano, o pai de Heloísa pediu que a menina recebesse acompanhamento psicológico devido à depressão. A jovem compartilhou que 'a primeira violência ocorreu aos nove anos. Havia um rapaz que cuidava de mim, e ela me deixou na casa dele. A mulher e a filha foram embora. Eu voltei para casa e contei a ela. Minha mãe me agrediu, e nós nunca mais falamos sobre isso.'
Heloísa também admitiu que, desde essa idade, a mãe 'traficava por filhas' em busca de vantagens e era conivente com abusos sexuais, visto que vários homens lhe pagavam pelo acesso às filhas. Além disso, como relatou o CNN, a mulher forçava a menina a assistir aos seus próprios atos sexuais e a tirar fotos nua para enviar aos homens.
A mesma fonte informou que o processo inclui episódios de tortura, incluindo queimaduras, e casos em que Heloísa foi empurrada em cacos de vidro, resultando em cicatrizes permanentes, além das punições físicas, maus-tratos e ameaças. Em uma situação, ela foi forçada a comer seu próprio vômito. Assim, o relacionamento com a genitora foi marcado por grave negligência, abandono emocional e ausência de deveres mínimos de cuidado e proteção.
Como adulta, em 2017, Heloísa reuniu vídeos, gravações de áudio e outras provas, publicando seu relato nas redes sociais. Este relato chegou à Promotoria de São Paulo e levou a uma investigação, na qual a mãe foi chamada apenas como testemunha.
Dois homens foram condenados, um deles à pena de 31 anos e oito meses por abuso sexual de três irmãs. O outro foi condenado a nove anos e quatro meses por abuso sexual de duas irmãs mais novas. Ambos contestam as condenações em liberdade, de acordo com o g1.
Em 2025, Heloísa apresentou uma nova acusação contra a mãe por violência doméstica, perseguição e participação em abusos sexuais. A mulher teve proibido se aproximar da filha a menos de 500 metros.
No entanto, a mãe refutou ao g1 as acusações de maus-tratos, cumplicidade em abusos sexuais e recebimento de dinheiro pela permissão de contato da filha com homens. Ela afirmou que Heloísa inventou histórias para poder morar com o pai na infância.
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Os Estados Unidos implementaram uma nova medida que elimina as entrevistas prévias em milhares de processos de asilo. Esta alteração entrou em vigor na terça-feira, após a publicação da versão final da regulamentação no Federal Register, o periódico oficial do Governo dos Estados Unidos.
Sob a nova norma, os funcionários encarregados da avaliação inicial dos pedidos de asilo terão a prerrogativa de encaminhar os processos diretamente aos tribunais de imigração. Isso permite o início dos procedimentos de deportação sem que os requerentes sejam ouvidos previamente.
Joseph Edlow, diretor dos Serviços de Cidadania e Imigração dos Estados Unidos (USCIS), afirmou que o objetivo desta modificação é agilizar o processamento dos pedidos de asilo e erradicar supostos abusos do sistema vigente. Este sistema foi estabelecido em 1980 para adequar a legislação americana aos compromissos internacionais de proteção de refugiados.
Conforme o esboço da regulamentação, a mudança pode impactar mais de 440 mil casos de asilo. A iniciativa é vista como mais um avanço da administração do Presidente Donald Trump visando reformar o sistema de asilo, incrementar o número de recusas e acelerar as deportações.
Os tribunais de imigração americanos operam como cortes administrativas sob a supervisão do Departamento de Justiça e não fazem parte do sistema judiciário comum. Especialistas e grupos de defesa dos direitos de migrantes apontam que o governo Trump promoveu a substituição de dezenas de juízes de imigração, nomeando magistrados mais alinhados com a política de intensificação das deportações.
Em paralelo, o Departamento de Justiça tornou mais flexíveis os requisitos de recrutamento para juízes temporários de imigração, dispensando a exigência de experiência anterior em direito de imigração.