O mundo automotivo recebeu diversas novidades, incluindo a introdução de um novo safety car na Fórmula 1, a criação de uma divisão esportiva pela Subaru, e o retorno do Mercedes-Benz Classe G Cabriolet à linha de produção.
O mundo automotivo recebeu diversas novidades, incluindo a introdução de um novo safety car na Fórmula 1, a criação de uma divisão esportiva pela Subaru, e o retorno do Mercedes-Benz Classe G Cabriolet à linha de produção.
Embora o novo safety car ainda não tenha entrado em ação, a Fórmula 1 implementou uma nova bandeira denominada «safety car virtual», utilizada recentemente no GP da Hungria. O novo veículo estava presente nos boxes, preparado para entrar na pista quando necessário. Este substitui o antigo AMG GT Black Series, que foi descontinuado há três anos.
O sucessor é o AMG GT 63 Pro 4Matic+, que representa a versão mais extrema do cupê, oferecendo 612 cv e 86,7 kgfm. Uma inovação significativa é que ele possui tração integral, sendo o primeiro safety car com essa característica. Aerodinamicamente, o carro foi aprimorado, com as luzes de segurança agora integradas à asa traseira, substituindo a antiga estrutura no teto. Os estrobos foram disfarçados nas entradas de ar, faróis e lanternas. O pacote aerodinâmico também foi modificado com um novo splitter frontal, canards e assoalho redesenhado para otimizar o fluxo de ar.
Bernd Maylander permanecerá ao volante, auxiliado por telas de GPS e telemetria da direção de prova. Para celebrar os 30 anos de fornecimento da Mercedes aos carros de apoio da Fórmula 1, o cupê ostentará uma pintura preta com grafismos vermelhos e será abastecido com um combustível especial de octanagem 100, composto por 40% de componentes sustentáveis, mesclando e-fuel e etanol.
A Subaru reconheceu que sua linha esportiva havia perdido destaque nos últimos anos, apesar da existência do BRZ e do WRX. O STi, em particular, gerava nostalgia, e rumores sobre a inclusão de um powertrain híbrido não eram bem recebidos pelo público-alvo.
Em resposta, a marca estabeleceu a Product Innovation Headquarters, que abriga o Sports Vehicle Planning Office. Este novo time tem a missão exclusiva de desenvolver veículos esportivos. Tetsuro Fujinuki, diretor técnico da Subaru, declarou que a empresa decidiu mudar sua abordagem, pois o método anterior se tornara burocrático e inflexível devido a reuniões repetitivas com propostas semelhantes.
Esta nova equipe já está trabalhando em três novos modelos com o selo de engenharia da STI, todos previstos com câmbio manual. Entre eles, há uma versão mais potente do WRX, uma versão esportiva aprimorada do BRZ, e um hot hatch inédito que poderia reviver a tradição da marca no segmento, possivelmente chamado Impreza TX.
Para concretizar esses projetos sem custos exorbitantes, a Subaru adotou processos digitais intensivos, o que, segundo Fujinuki, acelerou o desenvolvimento e permitiu que a engenharia assumisse riscos mais audaciosos. A estabilidade financeira proveniente das vendas globais de modelos de volume, como Forester e Outback, sustenta esta linha puramente entusiasta, indicando que a transmissão manual e os esportivos a gasolina ainda têm futuro, apesar dos desafios de emissões e eletrificação.
A Chevrolet S10 Trail Boss foi oficialmente disponibilizada nas concessionárias brasileiras pelo preço de R$ 341.290. Esta versão se posiciona entre a Z71 e a High Country (R$ 348.790), visando competir com a Ford Ranger Tremor e atender quem procura uma picape robusta para off-road sem depender de kits de elevação externos.
O diferencial da Trail Boss reside na engenharia da suspensão, desenvolvida em colaboração com a Ironman 4x4 australiana. O conjunto envolveu a reformulação de 17 componentes para elevar a parte dianteira em 30 mm, elevando o vão livre do solo para 32,4 cm. Os ângulos de ataque (32,5°) e saída (22,9°) foram significativamente melhorados para enfrentar obstáculos sem danificar o assoalho. Para garantir a segurança com a nova altura, a marca ajustou os sensores e a câmera frontal do pacote ADAS, além dos assistentes eletrônicos que compensam a ausência de bloqueio mecânico no diferencial traseiro.
O motor permanece sendo o 2.8 Duramax turbodiesel de 207 cv e 52 kgfm de torque, acoplado a um câmbio automático de oito marchas e tração 4x4 com reduzida. Esteticamente, ela adota um visual mais agressivo, dispensando os cromados da High Country, com acabamento escurecido na grade, para-choques e rodas de 18 polegadas, que usam pneus Pirelli Scorpion All Terrain de uso misto. Internamente, o modelo mantém os recursos da versão mais cara, incluindo o quadro digital integrado à multimídia de 11 polegadas, além de bancos com revestimento exclusivo e caçamba equipada de fábrica com santantônio tubular e protetor.
O Mercedes-Benz Classe G, conhecido por ser um ícone de status, mantém sua essência de jipe capaz de enfrentar terrenos difíceis. Assim como outros veículos como Jeep Wrangler e Land Rover, ele oferece variantes abertas, uma característica que o G-Wagen possuía até 2013.
A decisão de descontinuar o conversível em 2013 ocorreu junto com o fim da carroceria de duas portas, que demandava uma linha de montagem quase artesanal e tinha margens menores que o modelo de quatro portas. No entanto, a demanda por utilitários abertos e luxuosos persistiu, impulsionando projetos de conversão independentes no mercado de colecionadores.
A confirmação do retorno veio através do perfil oficial da Mercedes-Benz no Instagram, que divulgou um teaser mostrando os detalhes do novo modelo. O teto retrátil de lona com acionamento elétrico foi mantido, dobrando-se sobre a traseira conforme o padrão tradicional. A principal mudança é a adoção de uma inédita configuração de quatro portas, diferentemente dos antigos Cabriolet de duas portas e entre-eixos curto, o que altera as proporções da silhueta icônica e aumenta a praticidade.
A Mercedes já confirmou o lançamento para o mercado norte-americano, e espera-se que o utilitário seja equipado com motor V8. Embora os detalhes técnicos e a data de estreia ainda estejam em segredo, o teaser sinaliza o retorno oficial do teto de lona ao Classe G após 13 anos.
O McLaren P1, um marco na era dos superesportivos, é notável por seu V8 biturbo híbrido de 916 cv, que estabeleceu um novo patamar de desempenho para os hipercarros. Sua estética é considerada elegante e harmoniosa em comparação com os modelos atuais do segmento.
Mais exclusivo ainda é o McLaren P1 GT, uma edição de rua baseada no P1 GTR, da qual foram produzidas apenas quatro unidades pela Lanzante. Um desses exemplares será leiloado na Monterey Car Week em agosto pela RM Sotheby’s.
O P1 GTR serviu de inspiração para a Lanzante, que transformou o monstro de pista em uma máquina homologada para estradas, utilizando uma carroceria Longtail com traseira alongada, remetendo ao F1 GTR de competição. O exemplar que irá a leilão é o número 3, caracterizado por pintura preta, rodas prateadas de cinco raios e extensa aplicação de fibra de carbono no exterior e interior.
Para tornar o carro de pista utilizável no cotidiano, a preparadora britânica incluiu itens de conforto inexistentes na versão original, como ar-condicionado, vidros elétricos, central multimídia, carpetes e assentos mais confortáveis. Contudo, o poder sob o capô permanece o mesmo, com o conjunto V8 biturbo híbrido entregando 986 bhp (1.000 cv). Com 8.825 km rodados, o modelo deve ser um dos itens mais cobiçados da Monterey Car Week em agosto, com expectativas de lances milionários.
Um novo projeto de lei visa impor a obrigatoriedade do envio de fotografias nas notificações de infrações de trânsito, buscando trazer mais transparência ao processo administrativo. Esta proposta foi aprovada na Comissão de Viação e Transportes da Câmara dos Deputados.
Atualmente, o Código de Trânsito permite que multas sejam registradas por radares e câmeras instaladas em postes, mas a legislação não força o órgão autuador a anexar a prova visual à cobrança. Isso coloca o proprietário do veículo em uma situação difícil, forçando-o a buscar o registro nos portais de trânsito, que podem ser instáveis, ou a abrir um chamado formal para visualizar a imagem que lhe é desfavorável.
O Projeto de Lei 544/26 propõe modificar o Código de Trânsito Brasileiro (CTB) para tornar obrigatória a inclusão da foto da infração na notificação enviada ao motorista. Com uma emenda feita pelo relator, deputado AJ Albuquerque, a exigência fotográfica se estenderá às duas fases administrativas: tanto na notificação inicial de autuação, quando ainda é possível indicar o condutor, quanto na notificação final da penalidade. O deputado Danilo Forte, autor do projeto, justifica a mudança como um meio de prover ao cidadão o suporte material necessário para exercer seu direito de defesa de maneira justa.
Apesar de ter recebido luz verde na comissão de transportes, o projeto ainda está em fase inicial de tramitação. Ele seguirá para a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara em caráter conclusivo. Caso seja aprovado ali, será submetido à votação no Senado e, posteriormente, à Presidência da República.
Após dez anos no Brasil, a Ducati XDiavel foi renovada. A principal alteração reside no motor: o V2 foi substituído pelo V4 Granturismo da Panigale, com 1.158cc, capaz de gerar 168 cv a 10.750 rpm e 12,8 kgfm a 7.500 rpm.
Na engenharia do motor, destaca-se o uso de um virabrequim contrarrotativo, tecnologia oriunda da MotoGP, projetada para melhorar a agilidade nas mudanças de direção e tornar a resposta do acelerador mais imediata. O peso seco foi reduzido para 229 kg (uma diminuição de 6 kg em relação à versão 1260 S anterior), permitindo que a XDiavel V4 atinja 100 km/h em menos de três segundos. Para otimizar a eficiência energética e controlar emissões, o motor possui um sistema que desliga a bancada traseira de cilindros em momentos de baixa demanda de aceleração.
Em termos de estética, a moto mantém seu porte robusto, incorporando novos elementos visuais. O tanque de combustível, em formato de gota, agora vem na cor Burning Red, e a traseira apresenta um pneu de 240 mm de largura e um escapamento de quatro saídas. O conjunto óptico é totalmente em LED, com luzes diurnas em formato de duplo «C», complementado por rodas de cinco raios montadas em um monobraço traseiro de alumínio.
A Ducati também ajustou a ergonomia de pilotagem. Embora a altura do assento permaneça em 77 cm, a espuma foi engrossada e a área de apoio foi expandida. O curso do sistema de amortecimento traseiro aumentou em 25 mm para melhor absorção de imperfeições do pavimento. O banco do passageiro também foi ampliado e agora inclui um apoio de série, sendo possível adicionar um kit opcional para reposicionar as pedaleiras para um estilo de condução mais esportivo.
O pacote eletrônico é completo, oferecendo quatro modos de condução (Sport, Touring, Urban e Wet) e três modos de entrega de potência, auxiliados por uma central inercial. Entre as assistências estão controle de tração e ABS para curvas, assistente de empinada, controle de largada, piloto automático e quickshifter bidirecional. Todas as informações são exibidas em uma tela TFT colorida de 6,9 polegadas, que se conecta a smartphones para navegação passo a passo via aplicativo oficial. A Ducati também disponibiliza acessórios como malas laterais, para-brisa, opções de bancos e sistema de exaustão em titânio, com preço inicial a partir de R$ 160.990.
A Range Rover revelou um modelo que a própria marca descreve como o «mais próximo de um carro» já desenvolvido por ela, apresentando o Range Rover GT. Sua silhueta baixa e larga sugere um grand tourer, distanciando-se da imagem tradicional de SUV.
Embora protótipos do GT tenham sido vistos antes, as imagens oficiais da Land Rover mostram com mais clareza sua postura plantada e suas formas que remetem levemente ao Jaguar Type 01. O Range Rover GT é totalmente elétrico e tem como meta proporcionar uma viagem longa que seja simultaneamente rápida, silenciosa e confortável. Este modelo será oferecido exclusivamente na versão elétrica e será o primeiro a ser construído sobre a nova plataforma EMA, embora a arquitetura EMA suporte também powertrains híbridos para outros modelos da linha.
O interior do Range Rover GT já foi exposto e apresenta um design minimalista, contando com uma grande tela multimídia no console central e outra tela mais baixa para o painel de instrumentos, além de ícones em um display menor atrás do volante. O Range Rover GT será o quinto integrante da família, que atualmente compreende o Range Rover tradicional, o Sport, o Velar e o Evoque. Mais detalhes técnicos serão divulgados ainda neste ano.
Em contraste com o mercado brasileiro de sedãs dominado por modelos asiáticos eletrificados, a Volkswagen mantém o Jetta GLI como uma opção esportiva. No entanto, devido ao desempenho de vendas inferior ao de seus concorrentes diretos, a Volkswagen decidiu diminuir o preço de tabela do Jetta GLI em R$ 20.000, passando de R$ 278.490 para R$ 258.490.
Essa redução torna o veículo mais atraente, especialmente para entusiastas que buscam uma alternativa ao Golf GTI sem ultrapassar R$ 400.000. Por cerca de R$ 260.000, o Jetta GLI se estabelece como uma escolha racional para quem deseja um toque esportivo sem optar por híbridos. A combinação do motor 2.0 TSI de 231 cv, câmbio DSG de dupla embreagem de sete marchas e diferencial eletrônico proporciona uma dinâmica superior à de qualquer sedã médio na mesma faixa de preço.
Contudo, existe incerteza sobre o futuro do Jetta, pois a matriz alemã já determinou que o sedã médio não terá um sucessor direto com motor a combustão. Assim, o veículo pode não sofrer a desvalorização esperada ao se tornar um «carro de 2019 em 2026».
Para celebrar vinte e cinco anos do Vanquish equipado com motor V12, a Aston Martin lançou a série especial Aston Martin Vanquish 25. Serão produzidos 50 exemplares, divididos igualmente entre cupês e conversíveis.
As modificações em relação ao modelo padrão são sutis, mas a mais notável é a pintura exclusiva denominada Q Skye Silver, desenvolvida pela divisão Q da fabricante. As rodas de 21 polegadas possuem um desenho exclusivo com acabamento em prata e preto fosco, e as pontas do escapamento também foram renovadas.
Internamente, os detalhes em metal apresentam textura a laser, e o botão start/stop é vermelho. Adicionalmente, o teto é revestido em Alcantara preto e os bancos ostentam a inscrição «Vanquish 25» bordada no encosto. Mecanicamente, o motor permanece o V12 biturbo de 5,2 litros, gerando 834 cv e 101,9 kgfm de torque, transmitido por uma caixa automática ZF de oito marchas, capaz de atingir 100 km/h em 3,3 segundos, com velocidade máxima de 344 km/h. O Aston Martin Vanquish 25 será exibido na Monterey Car Week, em agosto, com entregas previstas para o último trimestre do ano.
A Volkswagen anunciou o recall de 150.290 unidades dos modelos Polo, Polo Track, Tera, Nivus, T-Cross e Virtus para corrigir um problema detectado na alavanca do freio de estacionamento.
Devido ao compartilhamento de componentes da matriz MQB A0 entre esses modelos, um defeito de fabricação ou lote viciado em um único fornecedor afeta toda a linha, abrangendo desde o Polo Track até as versões mais completas do T-Cross. Segundo a companhia, a alavanca do freio de mão pode apresentar falha no travamento mecânico, podendo soltar ou não reter a pressão necessária ao ser acionada. Esse risco é considerado crítico em aclives e declives, podendo causar acidentes com danos materiais e lesões graves ou fatais.
A convocação abrange veículos fabricados entre maio e outubro de 2025 (modelos 2025 e 2026). O reparo consiste na inspeção e, se necessário, na troca gratuita do conjunto da alavanca, com um tempo médio de serviço estimado em duas horas.
A Bugatti confirmou o encerramento da produção do hipercarro W16 Mistral, marcando o fim de uma era para este modelo. O último dos 99 exemplares foi finalizado no ateliê da marca localizado em Molsheim, encerrando a linha do roadster equipado com um motor de oito litros, quatro turbos e 16 cilindros, baseado no Bugatti Chiron.
Este último Mistral apresenta uma paleta de cores relativamente sutil, combinando dois tons de off-white (Pearl e Sparkle) na carroceria, enquanto o interior utiliza couro bege denominado “Magnolia” e cinza “Grey Carbon Matt”. O veículo recebeu toques de exclusividade encomendados pelo proprietário via programa Bugatti Sur Mesure, como uma escultura de falcão na alavanca de câmbio (substituindo o elefante usual) e bordados manuais nos revestimentos das portas, que homenageiam as dianteiras do Veyron e do próprio Mistral, referenciando a linhagem de 16 cilindros em W da fabricante.
Na consola central e na asa traseira móvel, foi gravada a frase «The last of its kind — O último de sua espécie». Apesar de o Mistral número 99 ser o último da série oficial, o programa Solitaire da Bugatti permite que clientes encomendem um exemplar único (one-off) utilizando o monocoque do Chiron ou o próprio motor W16 quadriturbo de oito litros, enquanto houver estoque disponível. Esses modelos customizados possuem potência de 1.600 cv e torque de 163,1 kgfm.
Paralelamente, Toyota e BMW estão testando uma gasolina renovável desenvolvida em parceria entre a petrolífera Repsol e a Bosch. Este combustível, chamado Nexa 95, visa auxiliar no enfrentamento do banimento de carros a combustão na Europa, diferindo dos e-fuels sintéticos, pois é produzido a partir de resíduos orgânicos.
A lógica por trás do Nexa 95 é que o dióxido de carbono emitido no escapamento seria compensado pelo que a matéria-prima orgânica absorveu durante seu ciclo de vida, resultando em uma redução superior a 70% nas emissões de gases de efeito estufa em comparação com a gasolina fóssil tradicional. Uma vantagem significativa é que o Nexa 95 é um combustível “drop-in”, podendo substituir diretamente a gasolina na bomba sem necessidade de modificações mecânicas ou reprogramação nos motores existentes. Durante seis meses, uma frota de aproximadamente 20 veículos será abastecida exclusivamente com este novo combustível, sob monitoramento de um sistema de telemetria digital fornecido pela Bosch.
O texto faz uma reflexão sobre a situação, apontando que o Brasil já possui uma solução similar há décadas com o etanol, um combustível verde utilizado desde os anos 1970, que hoje compõe mais de 30% da frota nacional, tornando-a uma das mais limpas do planeta, antes mesmo da preocupação climática global.
Em um evento ocorrido no dia 16, a MG introduziu o hatchback elétrico MG4 Urban no mercado brasileiro. Com preço inicial de R$ 129.990, o veículo se posiciona na base da linha da marca, competindo com modelos como Dolphin Mini, Geely EX2 e GAC Aion UT.
Fabricado em Horizonte (CE), o MG4 Urban possui dimensões de 4,39 metros de comprimento, 1,84 m de largura e um entre-eixos de 2,75 m, sendo maior que o MG4 padrão, que começa em R$ 169.990 na versão Comfort. Ele também supera seus concorrentes em espaço de bagagem, oferecendo 477 litros, contra 230 litros do Dolphin Mini e 375 litros do EX2.
A MG oferece o MG4 Urban apenas com motor elétrico, mas com duas opções de bateria. A versão de 42 kWh gera 150 cv, acelera de 0 a 100 km/h em 9,6 segundos e alcança até 299 km de autonomia. A bateria de 54 kWh entrega 160 cv, completa a aceleração em 9,5 segundos e percorre até 358 km com uma carga (dados do Inmetro). Nos testes WLTP europeus, os números são de 320 km e 415 km, respectivamente. Ambas as baterias suportam recarga rápida DC, permitindo ir de 10% a 80% em cerca de 30 minutos.
Existem três níveis de acabamento. A versão de entrada, MG4 Urban Comfort 43 kWh, custa R$ 129.990 e inclui faróis e lanternas de LED, rack de teto, rodas de 16 polegadas e ar-condicionado automático de uma zona. Em termos de tecnologia e segurança, ela conta com painel digital de 7 polegadas, central multimídia de 12,8 polegadas, 7 airbags e o pacote ADAS com 15 assistentes de condução.
Acima dela, a MG4 Urban Luxury 43 kWh, por R$ 139.990, adiciona rodas de 17 polegadas, aquecimento nos bancos dianteiros e volante, iluminação ambiente em LED e um sistema de câmeras de visão 360 graus, além do ajuste elétrico dos bancos e carregador por indução.
No topo da linha, a MG4 Urban Luxury 54 kWh, avaliada em R$ 149.990, mantém os mesmos recursos de conforto e segurança da versão Luxury de 43 kWh, diferenciando-se apenas pela maior capacidade da bateria.
Os motores V12 parecem estar em um momento de retorno, e a novata Nilu27 serve como prova disso. Há dois anos, a fabricante apresentou o Nilu, um hipercarro com estética futurista, mas com uma proposta clássica: motor V12 aspirado, sem auxílio híbrido, câmbio manual, tração traseira e peso leve, estimado em 1.200 kg.
As expectativas eram altas, dado que a Nilu27 havia divulgado números impressionantes na época: mais de 1.000 cv, 11.000 rpm e 1.200 kg. Embora tecnicamente possível, os números pareciam excessivos. Contudo, um vídeo recente publicado no canal do YouTube da Nilu27 mostra o V12 funcionando na bancada da oficina, demonstrando um som potente.
O motor V12 foi desenvolvido pela Hartley Engines, empresa sediada na Nova Zelândia. Configurado em “hot V” com coletor de escape entre os cilindros e corpos de borboleta individuais, o motor de 6,5 litros aparenta ser robusto e representa uma alternativa sonora à crescente onda de hipercarros elétricos. O projeto é liderado pelo projetista Sasha Selipanov, que possui experiência prévia na Lamborghini, Bugatti e Koenigsegg.
O Nilu possui um cockpit minimalista, com mostradores analógicos, muitos componentes metálicos, bancos integrados ao monocoque de fibra de carbono e destaque para o câmbio manual de sete marchas. A Nilu27 planeja enviar os motores da Nova Zelândia para sua fábrica na Alemanha, onde o desenvolvimento e testes do Nilu ocorrem. Inicialmente, serão produzidas 15 unidades para pista, com possibilidade de homologação para 54 exemplares de rua, se o processo for bem-sucedido.
A Aston Martin também colaborou com a desenvolvedora Infinity Ward e a publisher Activision para incluir um veículo exclusivo no jogo de tiro em primeira pessoa Call of Duty: Modern Warfare 4. Este veículo é o Aston Martin Dreadnought, descrito pela marca como o “SUV tático de alto desempenho definitivo”.
Visualmente, o Dreadnought lembra um Humvee futurista, incorporando elementos de design inspirados nos Aston Martins, como a dianteira que remete ao V8 Vantage do final dos anos 1970, notadamente no formato da grade e na disposição dos faróis. Embora seja um veículo virtual, a Aston Martin garantiu que ele possua o som de seu motor V12 e que sua física foi desenvolvida em conjunto com o departamento de engenharia da marca para simular realisticamente o comportamento de um Aston Martin, mesmo em cenários de guerra.
O nome do carro também tem origem em veículos de combate históricos do Reino Unido, como o navio HMS Dreadnought. Assim como o navio, o Dreadnought de CoD: MW4 inclui tanques de combustível reserva, compartimentos para armamento e blindagem contra munição pesada. Para além do universo dos jogos, a Aston Martin apresentará uma réplica em tamanho real do Dreadnought no Fanatics Fest, evento esportivo realizado em Nova York neste fim de semana, enquanto o jogo será lançado em outubro deste ano.
A indústria automotiva traz várias notícias: a Renault pode apresentar o compacto crossover Bridger no mercado brasileiro, enquanto a Honda realiza um leilão de sua coleção de modelos clássicos na Nova Zelândia. Além disso, há discussões sobre novos desenvolvimentos da Aston Martin, Jensen Interceptor e Porsche.
A Renault está considerando lançar seu pequeno SUV Bridger no Brasil. Este veículo, posicionado como mais compacto que o Duster, registrou patente no INPI (Instituto Nacional da Propriedade Industrial). Embora o registro de patente por si só não garanta a chegada do modelo, ele indica essa probabilidade.
O Bridger foi apresentado em março como conceito e, aparentemente, a versão para produção está prevista para o início de 2027. Desenvolvido na Índia, este pequeno SUV utiliza a plataforma RGMP Small, voltada para mercados emergentes, e estreou anteriormente no Renault Kardian. No entanto, o design do Bridger se assemelha mais a um SUV do que a um crossover, devido às suas muitas linhas retas, capô alto, estepe na tampa do porta-malas e pintura bicolor com teto preto brilhante.
O Bridger tem menos de 4 metros de comprimento e um porta-malas de 400 litros, o que permite que se enquadre em uma categoria fiscal especial na Índia. Apesar da ausência de informações oficiais, o CEO da Renault, Fabrice Cambolive, mencionou na imprensa a possibilidade de comercialização do Bridger no Brasil, com produção na fábrica de São José dos Pinhais (PR), sujeito à aprovação da subsidiária brasileira da empresa.
Se isso acontecer, o motor mais provável será o motor 1.0 turbo TCe, já usado no Kardian, que gera 125 cv e 22,4 kgfm de torque, acoplado a uma caixa de câmbio de seis velocidades com dupla embreagem. Além disso, no exterior, o Bridger também será equipado com um motor atmosférico de três cilindros de 1,2 litro, e versões híbridas e elétricas são esperadas no futuro.
Aston Martin
A Aston Martin está testando um supercarro esportivo exclusivo de assento único na pista de Algarve, em Portugal. Este carro aberto com base de rodas longa e elementos que lembram carros de Fórmula 1 (como asa traseira e halo protetor da cabine) está gerando grande interesse. A empresa mantém silêncio sobre o projeto, mas um vídeo no Instagram revelou detalhes: o som do motor é muito semelhante ao de um V12 atmosférico, algo registrado pela primeira vez, visto que o carro foi exibido sem som anteriormente, sugerindo que é um híbrido capaz de operar totalmente na eletricidade.
Rumores indicam que este misterioso Aston Martin pode ter potência de pelo menos 1200 cv, o que não parece fantástico, considerando que o próprio Valkyrie se aproxima dessa marca com seu motor híbrido Cosworth de 1176 cv. Informações mais concretas vieram da publicação alemã Auto Motor und Sport, que relata que o carro foi encomendado pelo bilionário Ken Griffin, magnata de investimentos, e supostamente é 10 segundos mais rápido que um carro de Fórmula 1 na pista de Algarve.
Jensen Interceptor GTX
O Jensen Interceptor, um grand tourer icônico com mecânica americana, recebe um sucessor — o Jensen Interceptor GTX. Diferentemente das restaurações anteriores (restomods), que modernizaram o Interceptor original, o GTX é um modelo completamente novo, herdando apenas a marca, o nome, a filosofia e o perfil do grand tourer.
O GTX será fabricado à mão na sede do fabricante no Reino Unido, utilizando chassi e carroceria de alumínio, além de um motor V8 turbo (cuja origem e detalhes ainda estão confidenciais). O CEO da marca, David Duerden, declarou que, pelo menos inicialmente, o Interceptor GTX será destinado exclusivamente à pista. Isso significa que os primeiros exemplares serão protótipos aprimorados, vendidos sem certificação rodoviária, mas aptos para corridas. O lançamento do veículo está planejado para o final deste ano.
A Honda da Nova Zelândia decidiu realizar um leilão de sua Coleção Heritage após o fechamento definitivo da unidade local, que funcionou por 46 anos. 19 modelos clássicos estão sendo leiloados, e os fundos arrecadados serão destinados a organizações de caridade locais. A maioria dos veículos está sendo oferecida sem preço mínimo, com lances abertos até o final de julho.
Embora peças valiosas como o NSX, S2000 e Integra Type R originais permaneçam sob custódia da sede, o lote inclui modelos atraentes. A estrela principal é o Civic Type R EK9 de 2000, importado do Japão (JDM). Este hot hatch possui pintura branca clássica 'Championship White', bancos originais Recaro vermelhos e o lendário motor B16B, complementado por admissões e escapamento modificados. A quilometragem é de 154.000 km.
Também foram incluídos no catálogo dois dias exclusivos de pista (2005 e 2022) e um raro Honda Jazz RS (Fit) manual, equipado com peças Mugen. Entre as cápsulas do tempo, há um Accord LXi de 1995 com motor 2.2, câmbio manual e apenas 7.600 km rodados. Também está listado um Accord de 1989 com 33.000 km e um City de 1988 com 24.000 km.
Em contraste com os carros perfeitamente conservados, a Honda adicionou ao leilão um hatchback Civic de 1992 com motor 1.3 e câmbio manual, com 418.000 km rodados — quilômetros acumulados por um proprietário antes que a empresa o retirasse para exposição em seu museu como testemunho de confiabilidade.
Enquanto a Porsche considera descontinuar modelos como o Taycan e o sucessor do 718, o 911 permanece forte. Surgiram informações sobre uma potencial nova modificação do 911 GT3, avistada na Nürburgring Nordschleife. A característica distintiva desta versão é um interessante spoiler traseiro tipo ducktail, que remete aos clássicos Carrera RS 2.7 dos anos 70.
Embora a Porsche tenha aplicado este elemento no Carrera GTS Club Coupe da geração 991 e no Sport Classic da geração 992, este é o primeiro caso de sua aparição no GT3, que tradicionalmente é voltado para a pista e utiliza componentes aerodinâmicos mais agressivos. As fotos publicadas pela Road and Track não parecem ser falsificadas e também mostram uma luz de freio central no elemento — um componente obrigatório de acordo com o regulamento da categoria GT3. Se isso for confirmado, o ducktail pode se tornar uma opção para o 911 GT3 em breve.