O presidente da FIFA, Gianni Infantino, respondeu veementemente às críticas sobre a Copa do Mundo, afirmando que os críticos estão a espalhar «ódio e falsos rumores», e que o torneio trouxe «apenas alegria e felicidade».
Resposta às Críticas
Em uma carta aberta publicada na segunda-feira, Infantino pediu àqueles que expressaram insatisfação que «dedicassem um momento para reflexão, meditação, oração» após o torneio, que foi acompanhado por vários momentos controversos, incluindo precificação de ingressos e problemas de visto.
Ele escreveu em uma postagem em sua conta no Instagram e nos canais oficiais da FIFA: «Lamento que vocês estivessem tão absorvidos pelo ódio e pela crítica que perderam tudo isso». Infantino enfatizou que enquanto os críticos estavam sentados em suas telas, os funcionários da FIFA estavam na linha de frente, organizando e trabalhando arduamente para criar o melhor espetáculo do mundo, destacando a ausência total de violência e incidentes, bem como 100% de segurança.
Questões de Visto e Política
A preparação para a Copa do Mundo no Canadá, México e EUA foi obscurecida por preocupações com preços elevados, tensão geopolítica, ameaça de conflito e risco de calor intenso no verão nos três países anfitriões. Os problemas de visto e viagem se agravaram com a participação do Irã em meio à guerra com os EUA, bem como devido à crise em Haiti e ao surto de Ebola na RDC.
O árbitro do Somália, Omar Artan, tornou-se uma das vítimas mais notáveis da política de imigração rigorosa do presidente Donald Trump, quando lhe foi negada a entrada nos EUA. No entanto, Infantino defendeu a abordagem da FIFA para a realização do torneio, declarando: «Enquanto vocês espalhavam ódio, nós trabalhamos incansavelmente para unir dois países em guerra. O Irã entrou nos EUA sem incidentes ou conflitos».
Ele acrescentou que a equipe do Irã recebeu vistos porque o futebol é dedicado à paz, não à política, e que os vistos foram emitidos a países que enfrentavam sérios problemas de saúde ou outras dificuldades. Infantino observou que os críticos mencionaram apenas um pequeno número de pessoas a quem foi negado o visto, ignorando milhões de candidatos aprovados de todo o mundo.
Comentários das Equipes e Arbitragem
Essas declarações contrastaram com a opinião do técnico iraniano Amir Ghalenoei, que afirmou que sua equipe foi a mais «oprimida» na Copa do Mundo. O atacante Mehdi Taremi chamou o tratamento dado à sua equipe de «catástrofe».
Infantino também reagiu às críticas à arbitragem. Ele mencionou que Trump pediu pessoalmente ao presidente da FIFA para considerar a suspensão de um jogo do atacante americano Folarin Balogun, o que lhe permitiu jogar contra a Bélgica nos 16 melhores. O órgão europeu de futebol, a UEFA, esteve entre os críticos deste incidente, classificando-o como «sem precedentes, incompreensível e injustificado» e afirmando que isso «ultrapassou a linha vermelha».
Respondendo às críticas, Infantino afirmou que a decepção com algumas decisões de órgãos competentes é compreensível, mas deve-se consultar os registros públicos: tais decisões são comuns em algumas das ligas mais importantes. Ele explicou que as decisões de árbitros «controversos» ou as sanções disciplinares «estranhas», como cartões amarelos ou vermelhos potencialmente errôneos ou a decisão subsequente de não suspender jogadores em certas situações, são rotineiras e amplamente aceitas em algumas das maiores ligas mundiais. Ao mesmo tempo, ele comentou ironicamente que «é interessante que os mesmos países que usam essas práticas as critiquem».

