O primeiro-ministro Pedro Sánchez alertou para períodos desafiadores com a chegada de uma nova onda de calor nesta semana, apesar do recuo lento e favorável dos grandes incêndios que afetam diversas regiões de Espanha.
Situação dos Incêndios
Os incêndios que atingem as áreas de Madrid, Ávila e Toledo, localizadas no centro do país, bem como os de Castellón e Valência, no leste, estão a mostrar sinais de melhoria, embora de forma gradual. No entanto, Sánchez previu que ainda haverá momentos complexos.
Falando aos jornalistas no posto de comando de combate a incêndios em La Vall d'Uixó, em Castellón, o líder do Governo enfatizou o aumento previsto das temperaturas e a chegada de uma nova onda de calor por toda a Península Ibérica, pedindo máxima cautela à população. Ele também solicitou compreensão às pessoas afetadas, especialmente aquelas que tiveram de ser evacuadas ou permanecer em confinamento, reiterando que a prioridade máxima é proteger vidas.
Perspetivas e Desafios
Fernando Grande-Marlaska, Ministro da Administração Interna, classificou o dia atual e a terça-feira como 'dias absolutamente cruciais' para o controle dos focos em Espanha, pois as previsões meteorológicas a partir de quarta-feira são consideradas desfavoráveis para as operações contra o fogo. O ministro, que se pronunciou em Navalcarnero, um dos centros de comando para os incêndios em Madrid, Ávila e Toledo, admitiu que o progresso é lento devido às condições climáticas adversas, mas afirmou que há meios e controlo da emergência.
Grande-Marlaska acredita que nestes dois dias é possível adotar uma postura proativa para avançar, controlar e dominar os incêndios no centro do país. A Espanha decretou estado de emergência nacional nas províncias de Madrid, Ávila e Toledo devido aos incêndios florestais, que resultaram no confinamento ou evacuação de mais de 90.000 pessoas desde quinta-feira, consumindo 77.000 hectares.
Incêndios Regionais e Controlo
Para além dos focos em Ávila, Madrid e Toledo – que estão sendo tratados como um único evento por estarem em territórios adjacentes –, as autoridades espanholas monitorizam a evolução de um incêndio em Vall d'Uixó, em Castellón, na região de Valência. Este último já forçou a saída de 18.000 residentes e queimou 6.500 hectares. Juanfran Pérez Llorca, presidente do governo regional da Comunidade Valenciana, informou que 30 meios aéreos estão a combater este foco e que a frente de fogo está a diminuir.
O combate aos incêndios no centro do país também registou melhorias nas últimas duas noites e no domingo, beneficiando de melhores condições meteorológicas. A Unidade Militar de Emergências (UME) tem coordenado os esforços no terreno, conseguindo conter as frentes de fogo durante o fim de semana, embora os focos permaneçam ativos e sob vigilância. Devido à evolução positiva na serra oeste de Madrid, espera-se que pessoas evacuadas possam regressar a casa nesta segunda-feira, incluindo idosos de um lar, e que pelo menos uma linha de autocarro interurbano seja restabelecida, conforme comunicado pela Delegação do Governo de Espanha na Comunidade de Madrid.
Impacto Climático Nacional
Sánchez ressaltou que, desde o início do ano, 170 mil hectares foram queimados em todo o país, o que representa seis vezes a área queimada no mesmo período de 2025, um ano que já foi considerado particularmente difícil. Por essa razão, ele fez um novo apelo a um 'pacto de Estado contra as alterações climáticas'.



