A atriz Lupita Nyong'o assumiu o papel de defensora da saúde feminina ao firmar uma parceria com o Fundo de Saúde da Mulher (Foundation for Women’s Health, FWH). O objetivo desta colaboração é financiar pesquisas cruciais voltadas para a criação de métodos inovadores de tratamento para miomas.
Objetivo do subsídio e sua importância
A atriz uniu forças com o FWH para fornecer um subsídio de pesquisa. Este subsídio visa acelerar o desenvolvimento de tratamentos para miomas que sejam minimamente invasivos e não invasivos. O anúncio, feito em 15 de julho, enfatizou que o foco não é apenas aumentar a conscientização, mas também encontrar opções de tratamento mais eficazes.
O que são os miomas
Miomas são crescimentos benignos que se desenvolvem no útero ou ao seu redor. Algumas mulheres podem não apresentar sintomas. No entanto, para outras, podem causar sangramentos menstruais intensos, anemia, dor pélvica, dispareunia, micção frequente, problemas de fertilidade e uma deterioração geral da qualidade de vida, resumida ao manejo da dor e perda de sangue.
De acordo com o FWH, esta condição afeta mais de 15 milhões de mulheres apenas nos Estados Unidos. A organização observa que, aos 50 anos, miomas afetam até 80% das mulheres negras e 70% das mulheres brancas. Além disso, as mulheres negras enfrentam com mais frequência o desenvolvimento de miomas em idades mais jovens e experimentam um curso da doença mais grave.
Experiência pessoal e apelo à ação
A importância da parceria de Nyong'o reside no fato de que esta condição permanece insuficientemente estudada. O subsídio destina-se a apoiar pesquisas que possam levar a métodos de tratamento menos invasivos e mais eficazes, em vez de deixar às mulheres opções limitadas que podem exigir cirurgia séria. Lupita Nyong'o foi diagnosticada com miomas em 2014, no mesmo ano em que ganhou o Oscar pelo filme '12 Years a Slave'. Na época, ela manteve este diagnóstico em segredo, pois não o compreendia totalmente.
Segundo ela, ultrassons e ressonâncias magnéticas revelaram quase 30 miomas. Em novembro de 2014, ela foi submetida a uma miomectomia para removê-los. Descrevendo sua experiência, Nyong'o comparou seu abdômen a uma 'cesta de frutas' para ilustrar a variedade de tamanhos dos miomas, desde pequenas uvas até grandes toranjas.
A experiência levantou questões familiares a muitas mulheres: o que são miomas, por que isso aconteceu, eles podem voltar e o que pode ser feito para prevenir? Na opinião de Nyong'o, as respostas para essas perguntas eram limitadas. Anos depois, ela falou publicamente sobre a recidiva, declarando que não estava mais disposta a suportar em silêncio.
Necessidade de mudanças médicas
O FWH aponta que as mulheres podem esperar em média 3,6 anos antes de procurar ajuda, enquanto os tratamentos existentes podem ser muito invasivos e os miomas são propensos a recidivas. Portanto, a pesquisa é fundamental. Embora o aumento da conscientização ajude as mulheres a reconhecerem os sintomas, isso não resolve o problema da falta de melhores opções de tratamento.
O objetivo final é um futuro em que as mulheres recebam educação mais precoce, rastreio melhorado, mais informações sobre prevenção e acesso a tratamentos que não as obriguem a escolher entre sintomas insuportáveis e uma grande cirurgia. Para as mulheres negras, esta conversa é particularmente importante, pois as diferenças raciais na prevalência e gravidade dos miomas destacam a necessidade de incluir os grupos mais afetados nas pesquisas.
Nyong'o, baseada em sua jornada pessoal, clama por soluções menos invasivas para miomas, buscando mudar a percepção sobre a saúde reprodutiva feminina. Ela observou que o sistema médico reforçava essa suposição, e ela teve que insistir na atenção médica quando a dor se tornou insuportável. Ela também compartilhou que, após começar a contar sua história, descobriu que mulheres em todo o mundo lutavam contra o mesmo problema, sentindo-se parte de uma vasta experiência coletiva, apesar do sentimento de isolamento.


