Tom Homan, responsável junto da Casa Branca pela fiscalização das fronteiras dos Estados Unidos, declarou em entrevista à CNN que a revisão dos procedimentos ocorre após a descoberta de que o agente do ICE que atirou contra um migrante colombiano no Maine, em 13 de julho, possuía um histórico de violência, conforme alegado por suas ex-esposas, levantando questionamentos sobre o processo de contratação da agência federal.
Revisão interna e alegações
Homan informou que o ICE conta com aproximadamente 30.000 colaboradores, todos sujeitos a um processo de checagem de antecedentes, classificando o caso em questão como incomum. No entanto, ele enfatizou que o tema está sob análise e que a formação dos agentes também está sendo revista.
Negação de erros e casos recentes
Apesar das mortes registradas neste mês – incluindo Lorenzo Salgado Aurajo, mexicano, falecido em 7 de julho no Texas; Joan Sebastián Durán Guerrero, colombiano, morto em 13 de julho no Maine; e Juan Jairo Coronilla Durán, mexicano, que morreu em 14 de julho na Flórida após ser atropelado por um caminhão durante uma operação do ICE –, o responsável negou que o ICE tenha cometido quaisquer «erros». Ele afirmou que tudo está sendo avaliado e que se observará o desfecho das investigações.
Pressão política e câmeras corporais
Assim como ocorreu em janeiro, após incidentes no Minnesota, as três mortes recentes intensificaram as demandas do Partido Democrata e de grupos civis para que os agentes de imigração utilizem obrigatoriamente câmeras corporais. Homan também manifestou seu apoio ao uso dessas câmeras.
Contexto de detenções crescentes
Anteriormente a essas declarações, o chamado «czar da fronteira» havia sustentado que os migrantes que faleceram pelas mãos das autoridades de imigração estariam vivos caso tivessem acatado as ordens dos agentes para parar. Esses eventos acontecem em um cenário de aumento nas prisões de imigrantes nos Estados Unidos, com mais de 43.000 registros em junho, realizados tanto pelo ICE quanto pela Alfândega e Proteção de Fronteiras (CPB). O número de junho representa o pico mais alto desde o início do segundo mandato de Donald Trump, em janeiro de 2025.