A equipe Springboks, liderada por Rassie Erasmus, entra na série de confrontos com os All Blacks com um alto nível de confiança e frescor. Se o Campeonato Mundial pode ser visto como um ensaio geral para o próximo torneio da maior rivalidade de rugby (RGR), Erasmus está satisfeito com o fato de todos os preparativos necessários estarem concluídos antes da chegada dos neozelandeses em menos de um mês.
Resultados do Campeonato Mundial
Embora os Springboks sejam conhecidos por um início lento da temporada internacional, eles demonstraram resultados impressionantes contra a Inglaterra, Escócia e País de Gales, marcando uma média de 43 pontos e sete touchdowns por jogo, tudo isso jogando abaixo da capacidade máxima. A equipe deu a impressão de ter reservas de intensidade, e taticamente, Erasmus mostrou ao adversário dos All Blacks, Dave Rennie, apenas uma pequena parte de seus planos para a série de quatro jogos.
Flexibilidade Tática e Rotação
A tática dos Springboks no Campeonato Mundial foi bastante simples, mas é evidente que Erasmus possui muitos truques ocultos. Embora os torcedores tenham reclamado que a equipe não estava jogando em sua melhor forma, especialmente contra o País de Gales em Durban, essas reclamações provavelmente desaparecerão se os Springboks ativarem todo o seu potencial contra os All Blacks. A capacidade da equipe de jogar internamente, ocupando tanto o primeiro lugar na conferência sul quanto o primeiro lugar geral na tabela de classificação do Campeonato Mundial de 12 equipes, demonstra o alto nível de saúde dos Springboks.
Trabalho da Comissão Técnica
Durante o torneio, Erasmus fez inúmeras mudanças na escalação, considerando mais de 67 jogadores, incluindo os participantes dos jogos SA A e Barbarians. Os torcedores dos Springboks conheceram muitos talentos jovens, pois o técnico procurava novos nomes para complementar a profundidade já existente do elenco para o torneio RGR. Como o RGR promete ser extremamente físico, lesões são inevitáveis, e o Campeonato Mundial permitiu que Erasmus identificasse jogadores que podem atuar como reservas.
Contraste com a Abordagem de Rennie
A posição de Rennie é significativamente diferente da de Erasmus: Rennie está no início de sua carreira, enquanto o técnico dos Springboks tem oito anos de experiência. Em três jogos disputados pelos All Blacks no Campeonato Mundial, Rennie mal mudou o elenco principal, tentando formar rapidamente um plano de jogo. Devido à falta de liberdade de rotação, Rennie não possui a mesma profundidade de elenco que seu colega dos Springboks, o que pode ser um problema em caso de múltiplas lesões durante o RGR.
Comparação de Elencos e Carga
Rennie utilizou a mesma combinação de meio-campista e armador, Cam Rogers e Ruben Law, em todos os três jogos. Ao mesmo tempo, Erasmus começou a campanha com Grant Williams e Mani Leibock, depois passou para Embros Papier e Hendry Pollard, e concluiu com Kobus Reinach e Wusi Moyo. Uma vantagem adicional dos Springboks foi a participação no Campeonato Mundial sem um grande número de jogadores experientes que agora se recuperaram de lesões e estão prontos para entrar em campo esta semana em Buenos Aires contra os Pumas. Vale notar que os Springboks conquistaram o primeiro lugar no Campeonato Mundial sem usar Siya Kolisi, Eben Etzebeth, Franco Mostert, Morne van der Merwe, Luda de Jager e Sachua Feinberg-Mngomezulu, enquanto Andre Esterhuizen e Ethan Hooker jogaram apenas alguns minutos antes de se lesionarem (agora estão prontos para jogar).
Gestão de Jogadores
É interessante notar que Erasmus utilizou 33 jogadores diferentes em seus três elencos titulares. Apenas cinco jogadores — Pieter-Steph du Toit, Paul de Villiers, Jesse Kriel, Ben-Jason Dixon e Damian Willemse — participaram de todos os três jogos. A carga de trabalho dos jogadores foi adicionalmente controlada pela limitação do tempo gasto em campo. Du Toit e Kriel foram os únicos jogadores que começaram e terminaram todas as três partidas.
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