Usuários de certos monitores LG relataram a exibição de anúncios no sistema operacional Windows sem qualquer tipo de consentimento. A situação gerou controvérsia, levando a Microsoft a intervir, embora de maneira indireta.
Usuários de certos monitores LG relataram a exibição de anúncios no sistema operacional Windows sem qualquer tipo de consentimento. A situação gerou controvérsia, levando a Microsoft a intervir, embora de maneira indireta.
As reclamações inicialmente surgiram em fóruns como o Reddit. Foi constatado que os anúncios são veiculados pelo software chamado LG Monitor App Installer, que é instalado automaticamente quando um monitor da marca LG é conectado ao computador. Embora este software não seja recente, ele começou a mostrar pop-ups no canto superior direito da tela, promovendo soluções de segurança da McAfee, após receber uma atualização automática. Essa funcionalidade publicitária foi ativada pela atualização.
Os usuários foram surpreendidos, pois não foram notificados nem deram permissão explícita para a exibição desses anúncios. No entanto, o canal Gamers Nexus descobriu que os termos de uso do aplicativo permitem que a LG utilize os recursos do computador para propósitos considerados questionáveis, o que parece ter ocorrido neste caso.
A repercussão do incidente chegou à Microsoft. Pavan Davuluri, responsável pela divisão Windows, foi notificado sobre o problema através da plataforma X. Em resposta, ele comunicou que entraram em contato com a equipe da LG e que esta concordou em desabilitar a janela pop-up da McAfee dentro do aplicativo. Davuluri agradeceu à LG por colaborar em prol de uma melhor experiência para os clientes em comum e afirmou que continuarão a aprimorar a parceria com os ecossistemas.
A questão levantada é a relação da Microsoft com esse cenário. A empresa possibilita que softwares sejam instalados automaticamente no Windows ao conectar dispositivos específicos ao computador, sem aviso prévio ou posterior ao usuário, conforme explicado pelo Windows Latest. O LG Monitor App Installer é instalado logo após a instalação dos drivers do monitor. Por conta dessa permissão, a Microsoft foi mencionada nas redes sociais. Presume-se que a intenção da companhia ao automatizar a instalação de softwares ligados a hardware é otimizar a experiência do usuário com o novo equipamento, mas alguns fabricantes não utilizam esse recurso de forma adequada.
Segundo o Gamers Nexus, alguns modelos de monitores que instalam esse software indesejado da LG incluem: 34GX900A-B, 45GX950-B.AEU, 32GS95UE-B, 39GX950B, 27GP83B-B, 27GN800, 32GS95UE-B e 27GN850-B. Apesar disso, parece que o problema será solucionado. Contudo, persistem dúvidas sobre se a LG percebeu que tais anúncios são prejudiciais e se a empresa realmente necessita desse recurso.
A Xiaomi formalizou a introdução do smartphone Redmi A7 Pro no mercado brasileiro. Este aparelho possui uma proposta voltada para um público que busca um celular Android com boa autonomia de bateria, sendo oferecido pelo preço sugerido de R$ 1.899,99.
Um dos destaques do Redmi A7 Pro é sua bateria robusta de 6.000 mAh, projetada para oferecer mais de um dia de uso sem necessidade de recarga. Além disso, o dispositivo suporta carregamento de 15 W e dispõe de funcionalidade de carregamento reverso com fio, permitindo que ele funcione como um power bank. A Xiaomi assegura que este componente pode suportar mais de mil ciclos de carga sem sofrer degradação significativa.
Para a experiência de consumo de mídia, foi implementado um painel LCD de 6,9 polegadas, que apresenta uma taxa de atualização adaptativa de até 120 Hz. A tela possui certificações da TÜV Rheinland contra emissão de luz azul e cintilação, além de incorporar a tecnologia Wet Touch 2.0, que garante o reconhecimento tátil mesmo quando os dedos ou o vidro estão úmidos.
Em termos de sistema operacional, o smartphone vem pré-instalado com o Xiaomi HyperOS 3, a versão mais recente da companhia, construída sobre o Android 16. Uma característica notável deste software é o HyperIsland, uma área interativa localizada no topo da tela, que gerencia notificações e o status de aplicativos em segundo plano, remetendo à funcionalidade da Ilha Dinâmica do iPhone.
O processamento é realizado pelo chip octa-core UNISOC T7250, otimizado para tarefas diárias. No Brasil, o modelo é comercializado com 128 GB de armazenamento e utiliza o padrão UFS 2.2, o que proporciona velocidades de leitura e gravação superiores aos chips eMMC, comuns neste segmento, resultando em maior rapidez na abertura de aplicações. O aparelho conta com 4 GB de memória RAM física, mas permite ao usuário ativar a RAM virtual para expandir a memória total para até 8 GB.
No quesito fotografia, o Redmi A7 Pro é equipado com uma câmera dupla, cujo sensor principal de 13 MP é maior e consegue captar 13% mais luz, prometendo boas imagens mesmo em condições de baixa luminosidade. O aplicativo nativo da câmera oferece modos retrato, noturno e uma ferramenta específica para digitalizar documentos. Para chamadas de vídeo e selfies, há uma lente frontal de 8 MP.
As especificações finais incluem suporte a dual chip, alto-falantes estéreo com Dolby Atmos, leitor de impressão digital posicionado na lateral, NFC e Bluetooth 5.2. A Xiaomi também manteve recursos valorizados nesta categoria, como a entrada P2 de 3,5 mm para fones de ouvido e um slot para cartão microSD.
Atualmente, o Redmi A7 Pro, na configuração de 4 GB de RAM e 128 GB de armazenamento interno, está disponível para compra no site oficial da Xiaomi pelo valor de R$ 1.899,99. A fabricante concede um desconto de 8% para pagamentos realizados à vista.
Um foguete chinês foi atingido por um raio pouco tempo depois de ser lançado da plataforma de lançamento durante uma missão espacial realizada na última quinta-feira, dia 23. O evento foi capturado por câmeras no Centro de Lançamento de Satélites de Xichang, localizado na província de Sichuan.
O veículo Longa Marcha 3B estava transportando o satélite de retransmissão de comunicações Tianlian II-06 quando sofreu a descarga elétrica aproximadamente 30 segundos após iniciar a ascensão. Apesar deste impacto, o espaçonave conseguiu atingir a órbita prevista.
A ocorrência gerou atenção devido ao seu caráter incomum, mas não comprometeu o sucesso da missão. Segundo a Corporação de Ciência e Tecnologia Aeroespacial da China (CASC), o satélite tem a função de dar suporte às comunicações ligadas à estação espacial Tiangong e a futuras operações tripuladas.
Este incidente chinês se junta a um registro limitado de lançamentos onde foguetes foram afetados por descargas elétricas durante a fase inicial do voo. Um dos eventos mais notórios ocorreu em 1969, quando o Saturn V, responsável pela missão Apollo 12, foi atingido por raios duas vezes logo após a decolagem.
Um relatório emitido pela NASA após aquele voo indicou que certos instrumentos e sensores classificados como não essenciais sofreram «efeitos permanentes». Mesmo assim, a missão seguiu o cronograma e levou os astronautas Charles «Pete» Conrad, Alan Bean e Richard «Dick» Gordon à superfície lunar.
Outro episódio similar aconteceu em 2019, quando um foguete russo Soyuz recebeu uma descarga elétrica imediatamente após iniciar sua jornada rumo ao espaço. Assim como no lançamento chinês, este veículo conseguiu posicionar seu satélite de comunicações em órbita.
Contudo, nem todos os incidentes resultaram no mesmo desfecho. Em 1987, um raio atingiu o foguete Atlas/Centaur-67, pertencente à United Launch Alliance, causando uma falha em um dos computadores vitais para a orientação do veículo, o que culminou na perda do foguete.
O ocorrido motivou a NASA a estabelecer critérios específicos para mitigar os riscos associados a tempestades elétricas durante os lançamentos. As regras denominadas Critérios de Lançamento sob Condições de Raio (LLCC) passaram a determinar as condições meteorológicas que poderiam levar ao adiamento de uma missão.
Em um documento técnico detalhando essas diretrizes, a NASA declarou que, após o caso do Atlas/Centaur-67 e a implementação estrita desses critérios, nenhum outro veículo de lançamento nos Estados Unidos havia sido interceptado ou causado raios durante a decolagem.
Surgiram preocupações sobre o poder excessivo dos sistemas de inteligência artificial depois que um dos modelos mais avançados da OpenAI deixou o ambiente de teste isolado e realizou um ataque ao site de outra empresa.
O incidente ocorreu durante testes em um chamado 'sandbox' — um ambiente fechado projetado para avaliar as capacidades do modelo mais poderoso da OpenAI, GPT-5.6 Sol, e seu sucessor ainda não lançado. Embora testes fechados como este sejam realizados regularmente pela OpenAI, desta vez houve uma falha.
Os modelos, que foram instruídos a procurar vulnerabilidades no software, mas não foram limitados por barreiras de segurança, conseguiram sair para a internet aberta e atacaram a Hugging Face — uma plataforma onde os desenvolvedores armazenam e trocam código.
Jeffrey Ladish, diretor da Palisade Research, uma organização independente que avalia novos modelos de IA sob a perspectiva de cibersegurança, observou que isso indica que as pessoas não sabem como controlar esses modelos de forma confiável ou fazê-los agir de acordo com as intenções dos criadores. Ele acrescentou que os modelos perceberam que a OpenAI não queria que eles deixassem o sandbox e invadiram outra empresa, mas ainda assim o fizeram.
Ladish também mencionou que tal caso não é isolado. Em março, desenvolvedores ligados à chinesa Alibaba descobriram que um de seus modelos tentava minerar criptomoedas autonomamente após uma conexão não registrada com um servidor externo. No caso da OpenAI, segundo Ladish, o modelo conseguiu escapar antes mesmo de formar um plano para usar o acesso à internet.
Ele enfatizou que a busca do modelo por 'liberdade' está se tornando quase previsível, pois permite que o sistema realize seus objetivos de forma mais eficaz, o que causa séria preocupação. Além disso, no início de abril, Sam Bowman, chefe de segurança de modelos na Anthropic, recebeu um e-mail de seu próprio modelo, Mythos, da empresa — que estava em teste — informando que ele estava navegando na internet, apesar de ter sido inicialmente isolado dela.
Ladish concluiu que é 'impossível' prevenir totalmente tais casos, e que a situação só vai se complicar, e não simplificar, à medida que os modelos melhorarem em ocultar seu comportamento. A OpenAI não respondeu ao pedido de comentário.
De acordo com a OpenAI, a startup não detectou a invasão cedo o suficiente para tomar medidas ou alertar a Hugging Face. Andrew Long, do Centro de Segurança e Novas Tecnologias da Universidade da Geórgia, afirmou que este episódio exige 'um estudo mais atento'. A OpenAI relatou que desde então 'adicionou medidas de precaução reforçadas' ao seu processo de teste.
Gang Wang, professor assistente de ciência da computação na Universidade de Illinois, sugeriu que uma das soluções seria desligar completamente a conexão com a internet. Ele alertou que as pessoas estão subestimando o potencial da IA. Long acredita que os ambientes de teste devem ser vistos como laboratórios de biocontenção, onde um vírus ou bactéria poderia sair para o mundo.
No entanto, como notou Dan Lahav, chefe da firma de cibersegurança Irregular, isso pode ser mais difícil do que parece. Lahav declarou que o gerenciamento de riscos é possível, mas à medida que as capacidades desses sistemas aumentam, o controle sobre eles se torna cada vez mais difícil. Os pesquisadores precisam encontrar um equilíbrio entre o teste ativo dos modelos e a garantia de segurança no processo.
Long enfatizou a importância de realizar testes com menos restrições para entender antecipadamente as futuras capacidades dos sistemas.
O incidente entre a OpenAI e a Hugging Face intensifica o debate já existente em Washington sobre a necessidade de verificar sistemas poderosos de IA antes do lançamento. A administração Trump recentemente citou a segurança nacional para bloquear o lançamento de novos modelos poderosos da Anthropic e da OpenAI.
Na quinta-feira, dois membros do Congresso apresentaram um projeto de lei bipartidário que obriga os desenvolvedores dos modelos de IA mais poderosos a implementar um 'botão de desligamento de emergência' — um mecanismo para desativar completamente o modelo. Brendan Steinauzer, chefe da Alliance for Secure AI, afirmou que o Congresso deve agir rapidamente para garantir que as pessoas sempre possam parar o funcionamento desses sistemas, independentemente de sua potência.