De acordo com um relatório do The Wall Street Journal, durante a última semana, os Estados Unidos alocaram forças operacionais especiais na região do Oriente Médio. Além disso, mais de 150 profissionais médicos americanos chegaram ao hospital de Landstuhl, na Alemanha, que serve como base principal para militares americanos feridos em combate no Oriente Médio.
Intensificação da atividade militar
O relatório também informa que esquadrões de ataque foram deslocados para bases aéreas na região, e bombardeiros em bases onde EUA e Reino Unido operam foram colocados em estado de alerta elevado.
Ataques aéreos ao Irã
Na quarta-feira, os EUA utilizaram um bombardeiro estratégico Rockwell B-1 Lancer para atacar o Irã. Este foi o primeiro uso deste tipo de aeronave desde o reinício das hostilidades entre os Estados Unidos e o Irã. De acordo com informações disponíveis, a aeronave partiu de uma base militar britânica.
Permissão para uso de bases
A agência de notícias Bloomberg informou que o novo primeiro-ministro do Reino Unido, Andy Burnham, autorizou os EUA a usar bases britânicas para atacar o Irã. Destaca-se que as operações para conter a ameaça de mísseis do Irã e garantir a segurança dos navios no Estreito de Ormuz podem continuar a partir das bases Diego Garcia no Oceano Índico e RAF Fairford na Inglaterra.
Reação política e preocupações
As informações recebidas geraram controvérsia, pois alguns políticos britânicos exigiram a proibição do uso das bases para ataques ao Irã. Enquanto isso, Trump solicita ajuda mais ativa de Londres. O governo do Reino Unido também expressa preocupação com as declarações de Trump sobre possíveis ataques à infraestrutura civil do Irã, pois isso pode levar a consequências legais.
Resposta oficial do Irã
Por sua vez, o Ministério das Relações Exteriores do Irã condenou veementemente a decisão do governo britânico de fornecer bases e instalações militares aos EUA. Em uma declaração oficial, o ministério enfatiza que as ações de Londres são vistas por Teerã como um 'passo agressivo' contra o Irã. O ministério alertou que qualquer cooperação no apoio a essas operações seria equivalente a 'participação em atos de agressão e crimes de guerra'.
Consequências humanitárias
A situação na região se agrava a cada dia. Ontem, foi anunciada a evacuação de funcionários da embaixada do Reino Unido de Teerã. O Ministério das Relações Exteriores do Reino Unido comentou a evacuação de seu pessoal diplomático devido ao agravamento da situação de segurança. Posteriormente, a França também anunciou a evacuação de seus funcionários de Teerã.