O Ministério da Agricultura tomou uma decisão política importante, visando estimular a agricultura orgânica e melhorar as condições dos solos no país. Foi emitido um aviso preliminar sobre a proibição do uso do herbicida mais tóxico, o 'Paraquat dicloreto', em todo o território nacional, o que intensificou a pressão sobre o lobby agroquímico.
Transição para o controle do Glifosato
Após este passo, o foco do setor agrícola e dos ecologistas mudou para a potencial proibição de outro grande herbicida, o 'Glifosato'. Simultaneamente, cresce a exigência por maior transparência na política e pela eliminação da influência das corporações químicas dentro das instituições governamentais e centros de pesquisa.
Posição do Governo e Proibição do Paraquat
Após longas esperas, protestos públicos e a morte de milhares de pessoas, o decreto preliminar do Ministério para 2026 efetivamente permitiu a proibição total da produção, importação, venda e uso do Paraquat. O Ministro da Agricultura, Shivaj Singh Chauhan, deu um sinal firme, declarando em conversa informal com agricultores: 'Não há desculpa para aplicar quaisquer produtos químicos nos campos que sejam perigosos para a vida humana e para o meio ambiente. A saúde do povo é primordial.'
Sua declaração enfatizou que o governo não recuará diante de qualquer pressão para implementar a visão de uma agricultura 'quimicamente pura' proposta pelo Primeiro-Ministro Narendra Modi.
Razões para Exigir a Proibição do Glifosato
Assim como o Paraquat, a necessidade de proibir o Glifosato está sendo ativamente discutida. As principais preocupações estão relacionadas ao fato de a Agência Internacional de Pesquisa sobre o Câncer (IARC) da Organização Mundial da Saúde (OMS) ter classificado o Glifosato como uma substância cancerígena para humanos (Grupo 2A). Existem inúmeros processos judiciais contra este químico em todo o mundo.
Em mais de 30 países, incluindo Alemanha, França, Itália, Holanda, Vietnã e Áustria, o Glifosato é totalmente proibido ou existem restrições rigorosas ao seu uso. Surge a questão lógica de por que um químico reconhecido como prejudicial à saúde e ao meio ambiente em nível global continua sendo vendido na Índia.
Dano à Reputação do País
O uso de Glifosato prejudica a reputação do país. Nos últimos anos, centenas de lotes de produtos agrícolas exportados da Índia para a União Europeia e outros países (como arroz basmati, chá e especiarias) foram rejeitados devido à detecção de resíduos de Glifosato. Isso representou um golpe tanto na imagem internacional quanto na economia agrícola do país.
Manobras das Empresas e Barreiras Judiciais
As empresas agroquímicas conseguiram neutralizar em grande parte as tentativas do governo de apertar o controle sobre o Glifosato. Anteriormente, o governo emitiu um decreto limitando o uso descontrolado dessa substância, estabelecendo a regra de que a pulverização deve ser realizada apenas por operadores autorizados de controle de pragas (PCOs), e não pelos próprios agricultores. O objetivo dessa medida era proteger os agricultores e a população do contato direto com a substância venenosa.
No entanto, as associações agroquímicas insatisfeitas com essa decisão recorreram ao Tribunal Superior de Delhi. As empresas alegaram que faltava infraestrutura PCO necessária nas áreas rurais da Índia, tornando o procedimento correto 'impracticável' e levando a um aumento acentuado dos custos para os agricultores. Graças a um forte lobby e argumentos técnicos, o Tribunal Superior de Delhi suspendeu o aviso. Como resultado, este importante passo reformador permaneceu soterrado em disputas legais, e a venda e pulverização ilegal deste veneno continuaram nos campos.
Vínculo entre Lobby e Estruturas Governamentais
Enquanto o Primeiro-Ministro e o Ministro da Agricultura falam sobre o movimento do país em direção à agricultura quimicamente pura, a situação real no terreno é outra. Em cada tentativa do governo de impor uma proibição de pesticidas ou herbicidas mortais, um sindicato poderoso e interno do lobby agroquímico busca enfraquecer ou adiar essa decisão.
De acordo com fontes, alguns agrônomos estão envolvidos nessa rede. Cientistas proeminentes de universidades agrícolas estatais e institutos de pesquisa dependem do financiamento dessas empresas. Quando surge a questão da proibição de algum químico, esses cientistas preparam 'relatórios de pesquisa patrocinados' que afirmam que 'este químico é absolutamente seguro e sem ele a produção agrícola do país parará.'
Esses relatórios são usados como arma para manter os arquivos de proibição em suspenso por anos. Químicos declarados perigosos para os seres humanos em outros países são apresentados por cientistas indianos como seguros. Eles criam complexidades técnicas nas decisões políticas, dando às empresas um adiamento. Assim que há movimento no arquivo de proibição, os cientistas informam os proprietários das empresas sobre cada mudança. Usando essas informações confidenciais, as empresas conseguem escoar estoques antigos ou orquestrar um cerco jurídico, obtendo uma 'suspensão' dos tribunais pouco antes da tomada de decisão final.
Os maiores beneficiários desse acordo são os funcionários após a aposentadoria: cientistas e formuladores de políticas de alto escalão, aposentados de instituições reguladoras e de pesquisa, são frequentemente contratados por grandes empresas agroquímicas como consultores ou membros do conselho de administração em condições muito vantajosas. Exemplos como esse são facilmente observados na indústria.
Perspectivas de Fortalecimento do Controle
As ações contra o Paraquat servem como prova de que nem mesmo o lobby corporativo e os obstáculos institucionais podem resistir à determinação do governo. De acordo com fontes do Ministério da Agricultura, assim que o prazo de 30 dias do aviso preliminar sobre o Paraquat expirar, o controle será reforçado também em relação ao Glifosato. É evidente que as empresas agroquímicas não poderão mais lucrar com a saúde das pessoas comuns.
{