O Ministro dos Esportes, Artes e Cultura, Ghyton Mackenzie, defendeu os gastos do Departamento de Esportes, Artes e Cultura (DSAC) com a participação da África do Sul na Copa do Mundo de Futebol de 2026, refutando alegações de que os gastos de cerca de 31 milhões de rand eram injustificados ou ilegais.
Esclarecimento dos Gastos
Em uma declaração detalhada, Mackenzie observou que esse valor foi publicamente divulgado em resposta parlamentar, enfatizando que 'não há nada a esconder'. Ele esclareceu que o programa previa a participação de 151 pessoas que viajavam para o México e Estados Unidos, excluindo fornecedores de serviços, sendo que parte dos custos era coberta por patrocinadores privados. Atualmente, está em andamento a conciliação final das contribuições dos patrocinadores.
Detalhes do Financiamento do Programa
Segundo Mackenzie, 7,86 milhões de rand foram gastos com a delegação oficial. Esses fundos cobriam viagens internacionais, alojamento, transporte local, seguro de viagem, diárias e outras despesas aprovadas para as viagens de funcionários públicos, pessoal de logística, equipes de comunicação, oficiais de protocolo e artistas sul-africanos.
Além disso, 6,71 milhões de rand foram alocados para o Programa Lendas da África do Sul de 2010, que incluía um amistoso entre a seleção 'Bafana Bafana' de 2010 e a equipe de lendas do México de 2010. Mais 3,36 milhões de rand foram destinados aos locais oficiais dos eventos em Atlanta e Monterrey, que, segundo Mackenzie, serviram como espaços de trabalho para reuniões com líderes governamentais, investidores, patrocinadores, autoridades do futebol e parceiros internacionais.
Foram destinados 3,01 milhões de rand para 294 ingressos oficiais para as partidas da FIFA nas três cidades anfitriãs, para participantes do programa e delegação. Os 10 milhões de rand restantes foram usados para criar estandes de exposição da África do Sul no México, Atlanta e Monterrey. Esses fundos cobriram construção, branding, equipamentos técnicos, logística, segurança e eventos culturais que demonstravam o potencial da África do Sul em turismo, arte, culinária e investimentos.
Posição do Ministro e Prestação de Contas
Mackenzie afirmou que todos os gastos estavam de acordo com o mandato do departamento de promover a África do Sul através de esportes, arte e cultura. Ele pediu que qualquer pessoa que acredite que o dinheiro foi distribuído, apropriado ou gasto ilegalmente, ou que ele pessoalmente obteve benefício corrupto, apresente provas correspondentes. O ministro acusou os partidos de oposição de transformar gastos governamentais legítimos em escândalo e declarou que as suposições de que ele gastou pessoalmente 31 milhões de rand são falsas.
Mackenzie informou que seus gastos pessoais totalizaram 1.058.379,75 rand durante um período de cinco semanas, incluindo passagens aéreas, alojamento e seguro. Ele acrescentou que recusou subsídios diários no valor de 55.000 rand, utilizou transporte público sempre que possível e não usou fundos governamentais para viagens de sua família. Também mencionou que parceiros privados, como Brand South Africa, Coca-Cola, HONOR, Betway, Cell C e Old School, financiaram as viagens de fãs sortudos, jornalistas, podcasters e influenciadores, reduzindo assim o fardo financeiro do estado.
O ministro ressaltou que o programa da Copa do Mundo incluiu interação com funcionários mexicanos, partes interessadas em investimento e turismo, organizadores de Fórmula 1 e instituições culturais, juntamente com ativações e apresentações de torcedores sul-africanos no México, Atlanta e Monterrey. Ele garantiu que todos os gastos foram aprovados de acordo com os procedimentos departamentais e estão sujeitos à Lei de Gestão de Finanças Públicas, decretos do Tesouro e medidas de contenção de custos do Tesouro Nacional. Cada conta, contribuição de patrocinador e pagamento passa por um processo de conciliação dentro de um relatório consolidado de encerramento, que será apresentado após a conclusão.
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