Flávio Bolsonaro solicitou intervenção da justiça para apurar os perfis responsáveis pelos ataques direcionados a ele. Este pedido surge aproximadamente um mês depois que o jornal O Globo revelou que páginas com pouca audiência nas mídias sociais investiram um valor de 1 milhão de reais (equivalente a cerca de 172,1 mil euros) para promover publicações contendo ofensas contra Flávio Bolsonaro.
Ataques e outros políticos
As críticas veiculadas com impulsionamento no Facebook e Instagram também atingiram Tarcísio de Freitas, o atual governador de São Paulo, que está concorrendo à reeleição. Tarcísio é descrito como alguém simpático ao bolsonarismo e chefia o estado brasileiro que possui maior população, maior riqueza e maior número de eleitores do país.
Denúncias de fraude eleitoral
Rogério Marinho, coordenador da campanha de Flávio e líder da oposição no Senado brasileiro, informou em coletiva de imprensa que a campanha identificou um mínimo de 20 mil perfis falsos. Segundo Marinho, esses mesmos perfis movimentaram cerca de 20 milhões de reais (o equivalente a 3,44 milhões de euros) para divulgar conteúdo difamatório contra Flávio Bolsonaro.
Marinho ressaltou a dificuldade em quantificar toda a extensão da fraude orquestrada contra a direita no Brasil, devido ao grande volume e à celeridade com que essas atividades ocorrem nas redes sociais. Em Brasília, após se reunir com Kassio Nunes Marques, presidente do Tribunal Superior Eleitoral e juiz do Supremo Tribunal Federal brasileiro, Marinho declarou que buscaram o apoio da Justiça Eleitoral para iniciar a investigação e descobrir quem financia tais ataques à democracia.
Solicitação de quebra de sigilo
A campanha evitou apontar partidos, candidatos ou indivíduos específicos como responsáveis pelos ataques coordenados. Ao juiz do TSE, foi requerida a quebra de sigilo com base nas evidências obtidas junto à Meta, a empresa responsável pelo Facebook e Instagram, especificamente sobre os dados de contratantes e anunciantes.
Maria Claudia Bucchianeri, advogada integrante da equipe jurídica da campanha de Flávio Bolsonaro, esclareceu que as informações foram reunidas a partir de fontes públicas disponíveis nas próprias plataformas. Ela enfatizou que há um ponto em que o avanço se torna impossível sem uma ordem judicial, questionando quem efetuou o pagamento, a titularidade do cartão de crédito ou o número da linha telefônica.