No âmbito da iniciativa Hisense Hands on the Future, jogadores de futebol de Khayelitsha visitaram o topo do Monte Tower, de onde se têm vistas sobre as nuvens. Em vez da rota habitual, taxistas levaram 160 crianças de Khayelitsha para longe dos campos de futebol locais, até ao topo do Monte Tower.
Os Sonhos das Crianças no Topo da Montanha
De pé acima das nuvens de Cidade do Cabo, com uma vista panorâmica da cidade lá em baixo, cada criança participou num exercício dedicado a uma única questão: qual é o seu maior sonho? As suas respostas pintaram um quadro vívido do futuro da África do Sul. Embora alguns sonhassem em vestir as cores verde e dourado da equipa Bafana Bafana, o desporto deu a estas crianças um sentido de pertença, mas também moldou uma geração de jovens sul-africanos capazes de olhar para além do campo de futebol.
O momento foi profundo quando muitas crianças falaram apaixonadamente sobre o desejo de se tornarem médicos para curar os vizinhos, advogados para defender a justiça, professores para guiar a próxima geração e empreendedores para criar negócios locais. O topo do Monte Tower tornou-se uma poderosa metáfora física para as crianças: a capacidade de estar no topo simbolizava a força de alcançar o pico das suas ambições, apesar das duras realidades socioeconómicas que enfrentam diariamente fora do campo.
Programa Educacional e Criatividade
Os futuros líderes da África do Sul reuniram-se acima das nuvens no Monte Tower para partilhar os seus sonhos juntamente com o troféu da Copa do Mundo de Futebol, no âmbito da iniciativa Hisense Hands on the Future. Após descer da montanha, a viagem continuou com uma visita educativa à fábrica Hisense Atlantis. Lá, as crianças tiveram a oportunidade de ver o processo de produção de engenharia por dentro, observando como a tecnologia é criada do zero.
Para mostrar a estes futuros líderes o que é possível para além da fábrica, a iniciativa incentivou-os a deixar uma marca criativa na sua cidade. No museu Tevolution, um grupo de jogadores trocou chuteiras por pincéis para criar em conjunto um novo mural intitulado 'O que deixamos para trás', que se tornará um testemunho permanente de que os seus talentos vão muito além da linha lateral.
Regresso a Khayelitsha
O dia terminou com os 160 jovens jogadores a sentarem-se nos mesmos táxis e a regressar a casa, trazendo consigo um renovado sentido de propósito para os campos de futebol locais, onde o apoio é mais necessário. Quando os táxis deixaram as crianças nas estradas de cascalho de Khayelitsha, o bairro permaneceu o mesmo de antes da viagem: nos cantos ainda esperavam gangues, drogas e a pobreza diária das comunidades de baixa renda. Em última análise, o campo de futebol deve ser visto como um espaço onde crianças de todas as classes sociais podem reunir-se e encontrar a força para resistir às ruas e crescer como os médicos, advogados, professores e líderes de que Khayelitsha precisa hoje, amanhã e sempre depois.
Para estas 160 crianças, que saíram daqueles táxis, o programa diário pode ter causado uma profunda mudança na sua autoestima. Elas voltaram com equipamento adequado, melhor preparação e a prova de que a sua cidade pertence a elas, e isso não é negociável.



