O novo acordo alcançado entre os EUA e a Arábia Saudita gerou séria apreensão em Israel. De acordo com o documento, Riade terá a possibilidade de construir reatores nucleares com tecnologia americana e também enriquecer urânio.
Preocupações com a corrida armamentista regional
Apesar de este acordo ainda necessitar da aprovação do Congresso, críticos acreditam que ele pode criar a base para o início de uma corrida nuclear no Oriente Médio. O ex-primeiro-ministro israelense Naftali Bennett considera isso um grave erro estratégico para a segurança do país. Ele afirma que a capacidade de enriquecer urânio no território da Arábia Saudita pode provocar uma corrida nuclear em toda a região.
Apelos contra o acordo
O ex-ministro da Defesa Avigdor Lieberman compartilha um ponto de vista semelhante, observando que o programa nuclear civil pode, com o tempo, servir à criação de armas nucleares. Lieberman insiste que Israel deve trabalhar ativamente com o Congresso dos EUA para se opor a este acordo e impedir sua aprovação.
Contexto e opiniões alternativas
As negociações sobre tal cooperação ocorreram ao longo de vários anos. Iniciativas semelhantes foram discutidas sob as administrações de Donald Trump e Joe Biden, mas não foram implementadas por diferentes razões. Alguns políticos israelenses acreditam que tal acordo deveria ter feito parte do processo de normalização das relações com a Arábia Saudita. Na opinião deles, caso contrário, este passo pode ter um impacto significativo no equilíbrio de segurança no Oriente Médio.