A Valve implementou uma atualização na plataforma Steam que visa tornar o ato de presentear jogos mais acessível e introduzir recursos aprimorados para gerenciar listas de desejos dos usuários.
A Valve implementou uma atualização na plataforma Steam que visa tornar o ato de presentear jogos mais acessível e introduzir recursos aprimorados para gerenciar listas de desejos dos usuários.
As modificações visam remover restrições anteriores, permitindo que os jogos sejam compartilhados com menos passos. Uma das principais inovações é a possibilidade de enviar um presente sem que o destinatário possua uma conta Steam, ou mesmo sem que o remetente conheça o perfil da pessoa na plataforma.
Com esta atualização, os compradores podem adquirir jogos para terceiros utilizando exclusivamente o endereço de e-mail do recebedor, sendo desnecessário que este e-mail esteja ligado à conta Steam da pessoa que receberá o presente. Além disso, não será mais exigido que o destinatário seja adicionado como amigo na plataforma para que o envio do jogo ocorra, o que agiliza compras surpresa para celebrações como aniversários.
A Steam também expandiu suas capacidades para permitir o envio de presentes entre diferentes regiões geográficas. Neste cenário, é imprescindível que o remetente conheça a conta Steam do destinatário, pois a transação será calculada com base nos preços vigentes na região onde o destinatário se encontra.
Para além das melhorias no sistema de presentes, a Valve atualizou a funcionalidade de lista de desejos. Os usuários agora têm a opção de categorizar os jogos, o que auxilia na separação por temas específicos ou por eventos, como criar uma lista dedicada a datas comemorativas ou aniversários.
Adicionalmente, tornou-se viável compartilhar apenas uma categoria específica da lista de desejos, em vez de expor o conteúdo integral. Há também uma nova integração entre as listas de desejos e o sistema de presentes: ao compartilhar sua lista ou apenas uma seção dela, qualquer pessoa pode selecionar um jogo diretamente nessa página e finalizar a compra como presente, otimizando o processo de forma mais rápida e intuitiva.
A Valve informou que todas essas alterações já estão disponíveis para os usuários da Steam.
A Fiat celebra 50 anos no Brasil em 2026. O autor da matéria expressa grande apreço pela marca italiana, citando seus primeiros carros, como o Mille ELX 1995 e o Mille Way 2008, defendendo a capacidade da Fiat de produzir veículos compactos, acessíveis e agradáveis de conduzir.
Além dos populares, o texto menciona carros conceituados da Fiat lançados no Brasil que não alcançaram o reconhecimento merecido. São citados o Tipo, que enfrentou problemas de incêndio; o Marea, cuja mecânica era considerada complexa demais para o mercado nacional; e o Bravo, que, apesar de bonito e competente, chegou tardiamente em uma categoria em declínio.
Embora haja quem argumente que os modelos Fiat atuais perderam o charme anterior em prol do sucesso comercial, o foco da matéria reside no vasto universo de carros notáveis produzidos pela Fiat internacionalmente. Em alusão ao cinquentenário da marca no país, destaca-se um exemplar classificado como 'Achado meio Perdido': um Fiat 124 Sport Coupé de terceira geração, fabricado entre 1972 e 1975, que representa o ápice do design e da engenharia italiana antes da chegada da marca a Betim.
O Fiat 124 foi introduzido em 1966 para suceder a linha Fiat 1300/1500, que, embora confiável, envelhecia rapidamente. O objetivo do 124 era redefinir o segmento de sedãs familiares italianos, superando a concorrência em termos de peso, eficiência e dinâmica.
Uma das maiores inovações ocorreu no chassi. Diferentemente do antecessor, que utilizava feixes de molas semielípticas no eixo traseiro — uma configuração robusta, mas mais voltada para uso utilitário e com menor controle de rolagem —, o 124 implementou uma suspensão traseira com molas helicoidais, ancorada por braços longitudinais e barra Panhard. Essa traseira mais responsiva, combinada com uma estrutura leve, carroceria rígida e quatro freios a disco de série (algo incomum para um veículo de grande volume na metade dos anos 60), resultou em um sedã compacto seguro, neutro e prazeroso de dirigir.
A excelência arquitetônica do 124 permitiu que ele evoluísse para uma família modular de modelos. Desse mesmo chassi surgiram a perua Familiare, o desejado conversível 124 Sport Spider, desenhado pela Pininfarina (que se tornou lendário no WRC com a Abarth), e o 124 Sport Coupé, que oferecia a praticidade de um cupê de quatro lugares com alta qualidade de engenharia.
Globalmente, o projeto do sedã foi licenciado para a União Soviética no início dos anos 70, originando o VAZ-2101/Zhiguli, precursor do Lada Laika, que foi amplamente utilizado no Brasil nos anos 90. Assim, a base do 124 tornou-se uma das plataformas mais duradouras da história automotiva, visto que o Laika permaneceu em circulação na Rússia até 2010 e no Egito até 2015.
Focando no cupê, o 124 Sport Coupé aprimorou a base do sedã tanto no design quanto no desempenho. Enquanto o Spider teve seu desenho encomendado externamente, o Sport Coupé foi concebido no Centro Stile Fiat por Felice Mario Boano, o mesmo designer responsável pela icônica Ferrari 250 GT Boano. Boano manteve o entre-eixos original do sedã (2,42 m), assegurando espaço adequado para quatro adultos sem comprometer as linhas esguias e esportivas do cupê notchback.
O modelo foi lançado em 1967, na série AC, apresentando faróis simples, painel com acabamento em imitação de madeira e um motor 1.4 de 90 cv. Este motor foi histórico por ser o primeiro motor DOHC (duplo comando no cabeçote) de grande produção mundial a utilizar correia dentada de borracha em vez de corrente. Suas lanternas traseiras eram idênticas às usadas em esportivos caros da época, como o Lamborghini Espada e o Iso Rivolta.
Em 1969, com a fase BC, houve uma reformulação frontal com faróis duplos e lanternas traseiras novamente inspiradas em um Lamborghini (neste caso, o Jarama). O painel tornou-se mais escuro e esportivo, incluindo um conta-giros que atingia 9.000 rpm. Mecanicamente, o carro recebeu o motor 1.6 de 110 cv, alimentado por dois carburadores de corpo duplo, caracterizado por suas dimensões quadradas (80×80 mm) e forte propensão a altas rotações.
A maturidade do projeto foi alcançada em 1972, com a terceira e última geração, a CC. Nesta fase, a Fiat modernizou a parte dianteira com novos detalhes cromados, instalou lanternas traseiras verticais e aumentou a profundidade do porta-malas para maior capacidade de carga. Internamente, os revestimentos de madeira foram substituídos por alumínio escovado e novos materiais.
O destaque mecânico era o cobiçado motor 1.8 (1.756 cm³) da família Lampredi, desenvolvido por Aurelio Lampredi. Este motor de quatro cilindros com duplo comando, carburador de corpo duplo e bomba elétrica gerava aproximadamente 122 cv, proporcionando um torque substancial em rotações médias que alterou drasticamente o comportamento do veículo. Quando acoplado ao câmbio manual de cinco marchas e à tração traseira, o conjunto replicava a fórmula de sucesso de ícones como as Alfa Romeo Giulia GT e GTV daquele período: leveza, som potente e grande presença.
O exemplar em questão é um modelo de 1975, correspondendo ao último ano de produção do 124 Sport Coupé, e pertence à desejada versão 1800 Climatizzata. Isso significa que ele saiu de fábrica equipado com ar-condicionado, que, segundo o anúncio, está em perfeito funcionamento. Encontrar um clássico esportivo italiano dos anos 70 com ar-condicionado operante no Brasil é considerado uma ocorrência extremamente rara.
Internamente, o cupê mantém sua funcionalidade de quatro lugares. A cabine foi restaurada cuidadosamente nos bancos e forros de porta, mas preservou o revestimento original de fábrica nos encostos dianteiros, que se encontram em ótimo estado. Componentes como volante, instrumentos do painel, botões e chave de seta são originais, mantendo a atmosfera e a pátina da época.
Atualmente sob a posse de Adriano Griecco, o carro está anunciado por R$ 105.000. Este preço é visto como bastante vantajoso no mercado atual para quem procura um clássico europeu com tração traseira e pedigree mecânico puro, sendo comparado favoravelmente a uma Alfa GTV em condição similar. Além disso, a documentação do veículo está impecável, estando no nome do proprietário, sem pendências e já possuindo placa Mercosul, eliminando preocupações burocráticas para o futuro comprador.
A Epic Games Store disponibiliza semanalmente pelo menos um título gratuito para download, e nesta semana, o jogo Foretales está acessível gratuitamente de 23 a 30 de julho. Este card game apresenta uma abordagem singular e rica em narrativa.
Desenvolvido pela Alkemi e lançado em 2022, Foretales é um card game que prioriza a narrativa, mesclando elementos de RPGs convencionais, visual novels e jogos de tabuleiro. Os jogadores assumem o papel de personagens antropomórficos lutando contra uma maldição que ameaça destruir todo o reino, inseridos em um cenário dominado por uma profecia sombria.
O jogo opera em dois modos distintos: navegação e missão. No modo de navegação, os jogadores selecionam cartas de missões entre diversas opções viradas para baixo, podendo encontrar cartas de destino. Estas cartas de destino introduzem eventos negativos que ocorrem em um número pré-determinado de turnos (cada missão concluída equivale a um turno).
As cartas de destino não apenas criam desafios, mas também geram novas missões que precisam ser resolvidas para neutralizar o efeito da carta de destino. Ao aceitar uma missão, o jogador define quais personagens participarão, e cada um possui habilidades especiais e efeitos únicos para serem utilizados durante a jornada.
A dinâmica dentro de uma missão difere significativamente dos card games tradicionais. Cada missão possui locais variados e é jogada sequencialmente, exigindo que os jogadores empreguem suas habilidades e consumíveis para solucionar a situação, resultando em diferentes desfechos conforme a carta utilizada. Isso permite tanto o ganho quanto a perda de recursos, impulsionando o avanço em direção ao objetivo da missão.
Os eventos apresentados são diversificados, abrangendo diálogos, cenas de infiltração, negociações e combate. O sistema de combate segue um formato de turnos semelhante a outros card games, onde cada personagem possui atributos de vida e dano, além de cartas especiais que podem aumentar ataque, vida ou provocar outros efeitos. Essa variedade garante que cada missão seja única e passível de múltiplas jogadas.
Foretales conta com uma narrativa fantástica centrada em Volepain, um corvo ladrão que é atormentado por visões futuras reveladas através de cartas – uma maneira engenhosa de integrar a mecânica do jogo à história. Contudo, o elemento mais instigante reside no fato de que cada escolha feita pelo jogador influencia diretamente o desenrolar do jogo. Optar por soluções violentas pode acarretar penalidades ou desencadear novos eventos na trama. Da mesma forma, ignorar um evento de destino trará consequências, enriquecendo e tornando a narrativa extremamente envolvente.
Este título é recomendado para jogadores que apreciam jogos narrativos, que, apesar de oferecer muitas opções de escolha, mantêm uma história com um desfecho fundamentalmente linear. Também é ideal para aqueles que buscam um card game inovador, que se afasta dos padrões e convenções estabelecidas neste gênero.
Pesquisadores que trabalharam em sítios arqueológicos da Idade do Bronze no Uzbequistão estabeleceram que as comunidades locais praticavam a sericicultura muito antes do que se supunha anteriormente. Foram encontrados casulos de bicho-da-seda que foram datados por radiocarbono e datam do período de aproximadamente 1940 a 1765 a.C.
Esses dados são adicionalmente confirmados por achados em três monumentos datados do final do terceiro ao meio do segundo milênio a.C. Os arqueólogos encontraram carvão vegetal proveniente de amoreira branca. Os resultados deste estudo foram apresentados na revista científica Science Advances.
A sericicultura é uma antiga prática agrícola que requer a criação intencional de bicho-da-seda (Bombyx mori). As lagartas desses insetos formam casulos, que são então coletados e processados para obter fios de seda. De acordo com os conhecimentos científicos modernos, este setor surgiu nas culturas neolíticas da China, onde se presume que os antigos humanos domesticaram o bicho-da-seda selvagem (B. mandarina) aproximadamente entre 8500 e 5000 a.C. As menções escritas mais antigas ao uso da seda remontam à era da Dinastia Shang (1560 ou 1554 – 1046 a.C.).
Anteriormente, acreditava-se que a sericicultura na Ásia Central só havia começado após o desenvolvimento ativo da Rota da Seda, ou seja, por volta do século II a.C. No entanto, Zhou Xinying, do Instituto de Paleontologia Vertebrada e Paleoantropologia da Academia Chinesa de Ciências, e seus colegas trabalhando na Alemanha, China, EUA e Uzbequistão, apresentaram os resultados das escavações realizadas entre 2017 e 2019. Estas escavações foram conduzidas em três monumentos da Idade do Bronze localizados no sul do Uzbequistão, no vale do rio Syr Darya.
Os pesquisadores concentraram-se em três assentamentos da cultura Sapalli, que faz parte do complexo arqueológico Bactria-Margiana (ou civilização Oxus). As camadas culturais desses assentamentos — Sapalli-Tepe (Sapallitepa), Jarkutan e Molali — abrangem o período do final do terceiro ao meio do segundo milênio a.C. A descoberta chave foi feita ao estudar materiais de Sapalli-Tepe, onde foram encontrados três casulos antigos de bicho-da-seda. Um deles obteve uma datação direta por radiocarbono — cerca de 1940 a 1765 a.C.
Uma análise proteômica subsequente desses casulos confirmou que pertenciam ao bicho-da-seda. A análise das proteínas mostrou que elas correspondiam a bicho-da-seda domesticado, embora morfologicamente se assemelhassem muito às formas selvagens, o que provavelmente se deve à variabilidade das espécies domesticadas primitivas. Os autores do artigo concluíram que a sericicultura surgiu na Ásia Central 1500 a 2000 anos antes do que se pensava.
Além dos restos de insetos, os arqueólogos descobriram outras evidências da prática da civilização Oxus com a sericicultura. Foram estudadas numerosas amostras de carvão vegetal extraídas de três assentamentos. Parte dessas descobertas consistia em madeira carbonizada de amoreira (Morus sp.), presumivelmente amoreira branca (M. alba), cujas folhas eram usadas para alimentar as lagartas do bicho-da-seda.
As tradições históricas do uso de casulos de bicho-da-seda no Leste Asiático são ilustradas em obras de arte. Por exemplo, pesquisadores chineses que trabalharam na província de Shanxi descobriram um artefato de pedra miniatura, com mais de cinco mil anos, que retrata a pupa do bicho-da-seda.
Em outros estudos realizados no forte romano de Ambleside, no noroeste da Inglaterra, arqueólogos descobriram sete projéteis de chumbo para besta, adicionando-os a 23 artefatos semelhantes encontrados anteriormente. Essas descobertas, descritas na revista Britannia, indicam que os defensores do forte aparentemente repeliram ataques inimigos.