A Bugatti confirmou o encerramento da produção do hipercarro W16 Mistral, marcando o fim de uma era para este modelo. O último dos 99 exemplares foi finalizado no ateliê da marca localizado em Molsheim, encerrando a linha do roadster equipado com um motor de oito litros, quatro turbos e 16 cilindros, baseado no Bugatti Chiron.
Detalhes do último Mistral
Este último Mistral apresenta uma paleta de cores relativamente sutil, combinando dois tons de off-white (Pearl e Sparkle) na carroceria, enquanto o interior utiliza couro bege denominado “Magnolia” e cinza “Grey Carbon Matt”. O veículo recebeu toques de exclusividade encomendados pelo proprietário via programa Bugatti Sur Mesure, como uma escultura de falcão na alavanca de câmbio (substituindo o elefante usual) e bordados manuais nos revestimentos das portas, que homenageiam as dianteiras do Veyron e do próprio Mistral, referenciando a linhagem de 16 cilindros em W da fabricante.
Na consola central e na asa traseira móvel, foi gravada a frase «The last of its kind — O último de sua espécie». Apesar de o Mistral número 99 ser o último da série oficial, o programa Solitaire da Bugatti permite que clientes encomendem um exemplar único (one-off) utilizando o monocoque do Chiron ou o próprio motor W16 quadriturbo de oito litros, enquanto houver estoque disponível. Esses modelos customizados possuem potência de 1.600 cv e torque de 163,1 kgfm.
Testes de combustível renovável
Paralelamente, Toyota e BMW estão testando uma gasolina renovável desenvolvida em parceria entre a petrolífera Repsol e a Bosch. Este combustível, chamado Nexa 95, visa auxiliar no enfrentamento do banimento de carros a combustão na Europa, diferindo dos e-fuels sintéticos, pois é produzido a partir de resíduos orgânicos.
A lógica por trás do Nexa 95 é que o dióxido de carbono emitido no escapamento seria compensado pelo que a matéria-prima orgânica absorveu durante seu ciclo de vida, resultando em uma redução superior a 70% nas emissões de gases de efeito estufa em comparação com a gasolina fóssil tradicional. Uma vantagem significativa é que o Nexa 95 é um combustível “drop-in”, podendo substituir diretamente a gasolina na bomba sem necessidade de modificações mecânicas ou reprogramação nos motores existentes. Durante seis meses, uma frota de aproximadamente 20 veículos será abastecida exclusivamente com este novo combustível, sob monitoramento de um sistema de telemetria digital fornecido pela Bosch.
O texto faz uma reflexão sobre a situação, apontando que o Brasil já possui uma solução similar há décadas com o etanol, um combustível verde utilizado desde os anos 1970, que hoje compõe mais de 30% da frota nacional, tornando-a uma das mais limpas do planeta, antes mesmo da preocupação climática global.
Lançamento do MG4 Urban no Brasil
Em um evento ocorrido no dia 16, a MG introduziu o hatchback elétrico MG4 Urban no mercado brasileiro. Com preço inicial de R$ 129.990, o veículo se posiciona na base da linha da marca, competindo com modelos como Dolphin Mini, Geely EX2 e GAC Aion UT.
Fabricado em Horizonte (CE), o MG4 Urban possui dimensões de 4,39 metros de comprimento, 1,84 m de largura e um entre-eixos de 2,75 m, sendo maior que o MG4 padrão, que começa em R$ 169.990 na versão Comfort. Ele também supera seus concorrentes em espaço de bagagem, oferecendo 477 litros, contra 230 litros do Dolphin Mini e 375 litros do EX2.
Opções e especificações do MG4 Urban
A MG oferece o MG4 Urban apenas com motor elétrico, mas com duas opções de bateria. A versão de 42 kWh gera 150 cv, acelera de 0 a 100 km/h em 9,6 segundos e alcança até 299 km de autonomia. A bateria de 54 kWh entrega 160 cv, completa a aceleração em 9,5 segundos e percorre até 358 km com uma carga (dados do Inmetro). Nos testes WLTP europeus, os números são de 320 km e 415 km, respectivamente. Ambas as baterias suportam recarga rápida DC, permitindo ir de 10% a 80% em cerca de 30 minutos.
Existem três níveis de acabamento. A versão de entrada, MG4 Urban Comfort 43 kWh, custa R$ 129.990 e inclui faróis e lanternas de LED, rack de teto, rodas de 16 polegadas e ar-condicionado automático de uma zona. Em termos de tecnologia e segurança, ela conta com painel digital de 7 polegadas, central multimídia de 12,8 polegadas, 7 airbags e o pacote ADAS com 15 assistentes de condução.
Acima dela, a MG4 Urban Luxury 43 kWh, por R$ 139.990, adiciona rodas de 17 polegadas, aquecimento nos bancos dianteiros e volante, iluminação ambiente em LED e um sistema de câmeras de visão 360 graus, além do ajuste elétrico dos bancos e carregador por indução.
No topo da linha, a MG4 Urban Luxury 54 kWh, avaliada em R$ 149.990, mantém os mesmos recursos de conforto e segurança da versão Luxury de 43 kWh, diferenciando-se apenas pela maior capacidade da bateria.
Ressurgimento dos motores V12
Os motores V12 parecem estar em um momento de retorno, e a novata Nilu27 serve como prova disso. Há dois anos, a fabricante apresentou o Nilu, um hipercarro com estética futurista, mas com uma proposta clássica: motor V12 aspirado, sem auxílio híbrido, câmbio manual, tração traseira e peso leve, estimado em 1.200 kg.
As expectativas eram altas, dado que a Nilu27 havia divulgado números impressionantes na época: mais de 1.000 cv, 11.000 rpm e 1.200 kg. Embora tecnicamente possível, os números pareciam excessivos. Contudo, um vídeo recente publicado no canal do YouTube da Nilu27 mostra o V12 funcionando na bancada da oficina, demonstrando um som potente.
O motor V12 foi desenvolvido pela Hartley Engines, empresa sediada na Nova Zelândia. Configurado em “hot V” com coletor de escape entre os cilindros e corpos de borboleta individuais, o motor de 6,5 litros aparenta ser robusto e representa uma alternativa sonora à crescente onda de hipercarros elétricos. O projeto é liderado pelo projetista Sasha Selipanov, que possui experiência prévia na Lamborghini, Bugatti e Koenigsegg.
O Nilu possui um cockpit minimalista, com mostradores analógicos, muitos componentes metálicos, bancos integrados ao monocoque de fibra de carbono e destaque para o câmbio manual de sete marchas. A Nilu27 planeja enviar os motores da Nova Zelândia para sua fábrica na Alemanha, onde o desenvolvimento e testes do Nilu ocorrem. Inicialmente, serão produzidas 15 unidades para pista, com possibilidade de homologação para 54 exemplares de rua, se o processo for bem-sucedido.
Aston Martin em jogos e na vida real
A Aston Martin também colaborou com a desenvolvedora Infinity Ward e a publisher Activision para incluir um veículo exclusivo no jogo de tiro em primeira pessoa Call of Duty: Modern Warfare 4. Este veículo é o Aston Martin Dreadnought, descrito pela marca como o “SUV tático de alto desempenho definitivo”.
Visualmente, o Dreadnought lembra um Humvee futurista, incorporando elementos de design inspirados nos Aston Martins, como a dianteira que remete ao V8 Vantage do final dos anos 1970, notadamente no formato da grade e na disposição dos faróis. Embora seja um veículo virtual, a Aston Martin garantiu que ele possua o som de seu motor V12 e que sua física foi desenvolvida em conjunto com o departamento de engenharia da marca para simular realisticamente o comportamento de um Aston Martin, mesmo em cenários de guerra.
O nome do carro também tem origem em veículos de combate históricos do Reino Unido, como o navio HMS Dreadnought. Assim como o navio, o Dreadnought de CoD: MW4 inclui tanques de combustível reserva, compartimentos para armamento e blindagem contra munição pesada. Para além do universo dos jogos, a Aston Martin apresentará uma réplica em tamanho real do Dreadnought no Fanatics Fest, evento esportivo realizado em Nova York neste fim de semana, enquanto o jogo será lançado em outubro deste ano.