Uma nova fase de conscientização sobre a menstruação começou nas aldeias de Bihar. Muitas jovens mulheres e meninas discutem abertamente este período, recebem informações precisas e abandonam as hesitações anteriores associadas a ele. Por trás dessa mudança estão os esforços contínuos de pessoas que visitam as aldeias para iniciar um diálogo e transmitir a ideia da ligação entre menstruação, saúde e dignidade. Continuando esta iniciativa, uma campanha está sendo realizada para garantir a independência econômica das mulheres por meio do envolvimento na agricultura de cogumelos. Isso não é apenas uma ação social, mas um esforço para fortalecer uma nova mentalidade em relação à conscientização, dignidade e autossuficiência.
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O Papel da Doutora Surbi Kumari
Entre as pessoas cujos esforços incansáveis tornam essa mudança possível, destaca-se a Dra. Surbi Kumari. A Dra. Surbi Kumari, cofundadora da SumArth (MicroX Foundation), trabalhou anteriormente com jornalismo. Hoje, ela está escrevendo uma nova história de mudanças nas aldeias de Bihar, unindo saúde, dignidade e meios de subsistência das mulheres. Sua iniciativa, desde conversas abertas sobre menstruação até o fornecimento de autonomia econômica através da agricultura de cogumelos, torna-se um exemplo de conscientização e empoderamento na sociedade.
Esta iniciativa surgiu quando a situação da higiene menstrual na Índia melhorou, mas os problemas ainda persistem. De acordo com a Pesquisa Nacional de Saúde Familiar (NFHS-5, 2019-21), cerca de 78% das jovens mulheres de 15 a 24 anos no país usam produtos de higiene seguros. No entanto, nas áreas rurais, a conscientização e a acessibilidade continuam sendo obstáculos sérios.
Do Jornalismo ao Serviço Social
A Dra. Surbi Kumari nasceu em uma família grande e comum no distrito de Gaya, estado de Bihar. Os recursos financeiros da família eram limitados, e as despesas eram cobertas pela aposentadoria de seu avô, que se aposentou do serviço público. Apesar das dificuldades, a família considerava a educação o investimento mais importante, o que moldou sua personalidade.
Após terminar a escola na Nazareth Academy em Gaya, ela obteve um bacharelado em inglês comunicativo e estudos de mídia no Patna Women's College. Em seguida, fez mestrado em jornalismo e comunicação de massa, e depois defendeu um doutorado pesquisando o tema da saúde da mulher e educação menstrual.
Durante seu trabalho no jornalismo, ela cobriu muitos problemas sociais, ouvindo as preocupações das pessoas e apresentando suas histórias ao país. No entanto, com o tempo, ela percebeu que escrever sobre os problemas não era suficiente; era preciso fazer parte da solução. Em uma conversa com a YourStory, a Dra. Surbi declarou: 'O jornalismo me deu a oportunidade de ver de perto a vida das pessoas. Mas chegou o momento em que senti que as mudanças não aconteceriam apenas escrevendo sobre os problemas. Eu queria viver e trabalhar entre as pessoas cujas histórias eu escrevia. Foi então que decidi que agora, junto com minha caneta, eu deveria trabalhar no local'.
Durante a pandemia de Covid-19, ela voltou para casa em Gaya. Foi lá, durante conversas com mulheres rurais, que descobriu que muitas mulheres não podiam trabalhar nos campos durante quatro a cinco dias durante a menstruação. A causa não era apenas a falta de absorventes higiênicos; a falta de informação e o constrangimento social eram problemas igualmente significativos. Essa experiência foi um ponto de virada decisivo em sua vida.
Superando o Silêncio sobre a Menstruação
A Dra. Surbi começou a realizar sessões de conscientização sobre menstruação nas aldeias. No entanto, o começo não foi fácil. Muitas mães levavam suas filhas para casa no meio do programa, e alguns homens chamavam suas esposas de volta, alegando que tais tópicos não deveriam ser discutidos publicamente. Então ela percebeu que o maior problema não era a falta de informação, mas sim o silêncio de muitos anos.
Dessa forma surgiram programas como Periodshala, SABLA e Pad Yatra. O objetivo dessas iniciativas não era apenas fornecer informações às meninas, mas também tornar a família, os professores, os homens e toda a comunidade participantes desse diálogo. Os Padyatras (caminhadas), realizados nas aldeias, unem as pessoas. Depois disso, os mitos sobre a menstruação são discutidos por meio de peças de rua, reuniões comunitárias e diálogo aberto.
A UNICEF também considera que a menstruação não é apenas uma questão de saúde. Ela está ligada à educação, dignidade, igualdade de oportunidades e participação feminina. Segundo especialistas, mudanças sustentáveis no comportamento social ocorrem apenas quando homens e famílias fazem parte dessa conversa. A Dra. Surbi observa: 'No início, as pessoas diziam que falar sobre menstruação era errado. Mas nós não desistimos. Percebemos que as mudanças não viriam apenas das meninas. Somente quando a família, os homens, os professores e toda a sociedade se unirem, o silêncio será quebrado. Hoje, nessas mesmas aldeias, falam abertamente. Este é o nosso maior sucesso.'
Em muitas aldeias, ela encontrou mulheres que viam um absorvente higiênico pela primeira vez. Sua equipe não se limitou apenas à conscientização, mas também começou a trabalhar para garantir a disponibilidade de absorventes em nível local e criar um modelo de meios de subsistência relacionado a isso.
Conscientização como Força Motriz da Mudança
A Dra. Surbi acredita que o sucesso de qualquer iniciativa social deve ser medido não apenas por números, mas pelas mudanças no comportamento das pessoas. Nos últimos anos, sua equipe forneceu informações sobre saúde mental a mais de 30.000 mulheres e a mais de 10.000 meninas adolescentes em várias regiões de Bihar.
No entanto, para ela, o maior feito não são esses números, mas a mudança de mentalidade. Durante um Padyatra, muitos meninos da aldeia hesitaram em pegar um absorvente higiênico, considerando que era exclusivamente um assunto feminino. Mais tarde, esses mesmos meninos se tornaram parte da campanha de conscientização em toda a aldeia, segurando absorventes e explicando às pessoas que a menstruação é um processo biológico normal.
A Dra. Surbi enfatiza: 'Muitas vezes pensamos que a menstruação é apenas um assunto feminino. Mas não é. Quando meninos, pais, professores e famílias fazem parte dessa conversa, é aí que ocorre a mudança real. Eu vi com meus próprios olhos crianças que antes hesitavam em tocar em um absorvente começarem mais tarde a disseminar a conscientização por toda a aldeia.'
Um caso ainda lhe causa fortes emoções. Uma mulher contou-lhe que intencionalmente não tomava banho durante a menstruação, acreditando que o cheiro desagradável de seu corpo impediria seu marido de tê-la. Após várias sessões de aconselhamento, ela não só aprendeu a higiene menstrual correta, mas também começou a falar abertamente sobre sua saúde, direitos e autoestima.
Agricultura de Cogumelos como Nova Identidade
A identidade da SumArth não se limita apenas à conscientização menstrual. Inicialmente, a organização foi criada com o objetivo de fortalecer a autossuficiência econômica das mulheres. Para isso, a equipe escolheu a agricultura de cogumelos.
De acordo com o Conselho Indiano de Pesquisa Agrícola (ICAR), a produção de cogumelos pode começar em uma pequena área, com baixos custos e em pouco tempo. Portanto, é vista como um modelo eficaz de aumento de renda para grupos de autoajuda de mulheres e pequenos agricultores. A Dra. Surbi e sua equipe prepararam cabanas de cogumelos baratas e ecológicas, feitas localmente de bambu e grama de cânhamo. Elas mantêm naturalmente a temperatura e a umidade, reduzindo a dependência de eletricidade e permitindo a produção durante todo o ano.
A organização não apenas oferece treinamento, mas também conecta as mulheres a suporte técnico, mercados e empreendedorismo. Um dos exemplos mais inspiradores desta iniciativa é a história de Lalsa Devi. Lalsa Devi, pertencente à comunidade Mahadalit, não tinha nem mesmo uma casa de capital. Com a ajuda da SumArth, ela construiu uma cabana de cogumelos ecológica, recebeu treinamento e começou a produzir cogumelos. Hoje, ela recebe uma renda regular e se tornou uma fonte de inspiração para outras mulheres de sua aldeia.
A Dra. Surbi diz: 'Quando o primeiro ganho de uma mulher cai em suas próprias mãos, não é apenas sua situação econômica que muda, mas também sua autoconfiança. Sua voz começa a ser ouvida na família. Para nós, a agricultura de cogumelos não é apenas um emprego, mas um meio de dar dignidade e identidade às mulheres.'
O Sonho Comum de Saúde e Bem-Estar
A Dra. Surbi acredita que, mesmo hoje, o maior problema é a falta de recursos. Muitas escolas, panchayats e instituições governamentais querem convidar sua organização, mas devido ao financiamento limitado, não é possível cobrir todos os locais.
Ela acredita que as mudanças sociais não acontecem apenas com um workshop. É necessário manter um diálogo contínuo com o público por um longo período. Nos próximos anos, seu plano é expandir Periodshala, SABLA e Pad Yatra para além de Bihar, para outros estados. Paralelamente, seu objetivo é conectar milhares de mulheres à agricultura de cogumelos ecológica. Ela busca criar um modelo que possa ser adotado por outras organizações e instituições governamentais no futuro. Para isso, sua equipe dedica atenção especial à pesquisa e documentação.
A Dra. Surbi conclui: 'Meu sonho é construir uma sociedade onde nenhuma menina abandone a escola por causa da menstruação, nenhuma mulher comprometa sua saúde por falta de informação, e cada mulher rural tenha a oportunidade de um salário digno. Somente quando saúde, educação e autossuficiência econômica andam lado a lado, ocorrem mudanças duradouras na sociedade.'
O Banco Mundial também considera que quando o envolvimento econômico das mulheres aumenta, não apenas a renda familiar cresce, mas também há um impacto positivo na economia local, educação e desenvolvimento social. Hoje, com o debate ativo sobre a saúde feminina e o empoderamento econômico no campo indiano, o caminho da Dra. Surbi Kumari carrega uma mensagem importante. As mudanças nem sempre começam com planos grandiosos. Às vezes, elas começam com uma pergunta. Às vezes, com uma conversa aberta. Às vezes, com um Padyatra percorrendo as ruas da aldeia. E às vezes — com uma pequena cabana de cogumelos. Esses pequenos passos juntos trazem grandes mudanças na vida de milhares de mulheres. Esta é a maior história da SumArth.
Milhares de agricultores do Punjab estão se reunindo na fronteira Shambhu para marchar em direção a Delhi contra o Acordo de Livre Comércio (FTA) proposto entre a Índia e os Estados Unidos. Este protesto foi organizado pelo Movimento Salve o País, pois os ativistas exigem o cancelamento deste acordo.
Segurança e Restrições na Fronteira
A segurança nesta área foi reforçada, e o artigo 163 do Código Penal Indiano foi aplicado. Barreiras foram instaladas nas estradas de ambos os lados, e o tráfego de veículos foi completamente interrompido.
Exigências dos Agricultores
Convois de agricultores de Amritsar e Gurdaspur estão se preparando para chegar à fronteira Shambhu com destino a Delhi. A principal exigência dos agricultores é o cancelamento imediato do FTA proposto entre a Índia e os EUA.
Segundo os agricultores, se este acordo for aprovado, afetará diretamente a agricultura indiana, a indústria de laticínios e o sustento das populações rurais. Eles acreditam que a entrada de produtos importados causará danos sérios aos agricultores locais, o que pode paralisar as atividades dos pequenos produtores.
Participantes e Reação das Autoridades
Os líderes da Frente Unida de Agricultores (Sanyukt Kisan Morcha) e da Frente Trabalhista Camponesa (Kisan Mazdoor Morcha) também se juntarão à manifestação. O líder dos agricultores Sarwan Singh Pandher faz parte deste movimento, e sua presença é considerada importante para o protesto.
A administração alocou forças policiais para prevenir quaisquer incidentes indesejados. Os policiais estão no local equipados com equipamento de proteção contra distúrbios. No entanto, em comparação com ações anteriores, o número de forças policiais desta vez não é tão grande.
Dadas as medidas de segurança na fronteira Shambhu, é evidente que a administração busca evitar qualquer caos. Por outro lado, as organizações camponesas insistem que os protestos continuarão até que o governo preste atenção às suas exigências. O país inteiro está acompanhando esta situação, pois ela está diretamente ligada à situação econômica dos agricultores e à política comercial do país.