O novo programa de aquisição de armamentos de Atenas prevê investimentos globais de 4,2 bilhões de euros, que incluem o sistema de defesa israelense. Desses, 3 bilhões de euros são destinados à compra do sistema de defesa antiaérea e antimísseis 'Escudo de Aquiles'.
Aprovação e Composição do Pacote
O Ministro da Defesa grego, Nikos Dendias, declarou na rede social X que 'a Grécia entrou em uma nova era, em uma nova realidade'. A aquisição do 'Escudo de Aquiles' foi aprovada durante a reunião do Conselho de Assuntos Exteriores e Defesa (KYSEA), de acordo com informações obtidas de uma fonte do Ministério da Defesa Grego, citado pela France-Presse.
Este pacote de suprimentos também inclui a compra de aviões de transporte C-390 Millennium, drones Heron, mísseis para helicópteros Apache, navios furtivos Victa e sistemas de radar para fragatas, conforme relata a agência de notícias francesa.
Funcionalidade do Sistema 'Escudo de Aquiles'
O sistema 'Escudo de Aquiles' é um complexo integrado que combina vários componentes para proteger o território grego contra possíveis ataques usando mísseis de cruzeiro, aeronaves, mísseis balísticos e drones. Além disso, espera-se que o escudo antiaéreo receba 700 milhões de euros de subcontratados gregos.
Contexto da Política de Defesa
O governo conservador de Kyriakos Mitsotakis iniciou anteriormente um processo de reforma das Forças Armadas com um horizonte de 12 anos, prevendo investimentos orçamentários de cerca de 25 bilhões de euros. Atenas considera o caminho militar como uma 'necessidade', o que ocorreu após o congelamento do orçamento de defesa durante a crise financeira de 2009 a 2018.
Historicamente, os gregos estão entre os maiores compradores de equipamentos militares da Europa e dos EUA. Nos últimos anos, eles intensificaram a cooperação militar com Israel. A nova linha de política de defesa da Grécia também leva em conta a antiga tensão regional com a Turquia, visto que ambos os países são membros da NATO.
A Grécia é um dos quatro países da aliança atlântica que investem mais de três por cento do PIB em defesa anualmente, ficando atrás da Polônia, Estônia e Letônia.