A educação no exterior deixa de ser apenas um objetivo final, transformando-se em uma das ferramentas para a modernização do Estado. Recentemente, o Presidente deu atenção especial à formação de especialistas qualificados e modernos, que são o apoio mais importante para o desenvolvimento do país, durante um diálogo aberto com os jovens.
Fortalecimento do papel do fundo 'El-Yurt Umidi'
Foram definidas tarefas importantes para aperfeiçoar as atividades do fundo 'El-Yurt Umidi', incluindo a expansão do número de jovens talentosos enviados para prestigiadas instituições de ensino superior estrangeiras e o aumento da eficácia do sistema de apoio. Em relação a essas tarefas, foi realizada uma entrevista com Elvin Mustafin, diretor do departamento de relações públicas e atendimento informacional do fundo 'El-Yurt Umidi', sobre os planos para o novo ano letivo, as oportunidades para os jovens que desejam estudar no exterior e os programas de bolsas de estudo.
Mudança de paradigma na educação
Segundo Elvin Mustafin, a transformação do fundo 'El-Yurt Umidi' sob a iniciativa do Presidente reflete mudanças mais amplas na política estatal. Agora, o estudo no exterior é visto não como um privilégio pessoal, mas como um investimento na competitividade nacional. O foco mudou da questão 'Quantos jovens podemos enviar para estudar?' para a pergunta: 'Quais especialistas estamos formando para o país e que resultado eles devem trazer após o retorno?'
Esta transição de um modelo quantitativo para um estratégico define novas tarefas para o fundo. O objetivo principal é vincular os programas do fundo às necessidades reais das regiões, setores e instituições estatais. A economia moderna exige não apenas especialistas diplomados, mas profissionais capazes de trabalhar em áreas que definem o desenvolvimento do país nos próximos anos, como inteligência artificial, biotecnologia, robótica, cibersegurança, energia, gestão de recursos hídricos, aviação, engenharia espacial e administração pública digital.
Nova abordagem na formação de quadros
Como resultado, a nova lógica de atuação do fundo é construída em torno da formação direcionada. Primeiro, identifica-se uma necessidade específica da região, ministério, setor ou empresa. Em seguida, com base nessa necessidade, seleciona-se o candidato, determina-se a universidade e o programa educacional, e, depois, forma-se sua trajetória de carreira futura. Outra área é a expansão de programas conjuntos com universidades estrangeiras. Este modelo permite realizar parte do estudo no Uzbequistão e parte em uma universidade estrangeira líder, o que reduz custos, amplia o alcance e introduz padrões internacionais no sistema educacional nacional.
Assim, a educação no exterior torna-se um dos meios de modernização do Estado. Quanto aos concursos de bolsas de estudo, os princípios básicos — abertura, transparência, honestidade e condições iguais para os participantes — permanecem inalterados, mas a filosofia de seleção muda. Altos resultados acadêmicos, conhecimento de línguas estrangeiras e admissão em uma universidade prestigiada continuam sendo importantes, mas isso não é mais suficiente. Mais atenção é dada a quão alinhada a especialidade escolhida está com as prioridades nacionais, qual problema o candidato poderá resolver após o retorno e o quanto sua educação está ligada aos objetivos de longo prazo da economia e da administração pública.
Digitalização e resultados da transformação
A digitalização desempenha um papel fundamental neste processo. Foi criada uma plataforma unificada que abrange todo o percurso do bolsista — desde o envio de documentos até o emprego e crescimento profissional, integrada ao OneID, Sistema Nacional Único de Trabalho e outros recursos de informação governamentais. Atualmente, dados de quase mil e quinhentos bolsistas foram digitalizados. Os resultados da transformação são visíveis também nos indicadores de qualidade: a proporção de bolsistas que estudam em universidades do top 100 mundial aumentou de 30% para 80%.
Isso demonstra não apenas o aumento do prestígio, mas também a mudança no nível de seleção, na qualidade das trajetórias educacionais e na eficiência do uso de fundos públicos. Além disso, 83% dos bolsistas são destinados a especialidades nas áreas de STEM e setores de alta tecnologia. Jovens começaram a estudar pela primeira vez em especialidades como bioquímica, inteligência artificial, astrofísica, aviação, engenharia espacial, biotecnologia e robótica.
Visão estratégica e parceria
O novo sistema deve responder não apenas à pergunta 'Quem merece a bolsa?', mas também à mais complexa: 'Que especialista precisaremos no Uzbequistão daqui a cinco, dez ou quinze anos?'. Durante o encontro com os jovens, o Presidente enfatizou a necessidade de aperfeiçoar as atividades do fundo, destacando que os programas de bolsas devem estar diretamente ligados às necessidades das regiões e setores. O novo modelo visa a formação direcionada de quadros para tarefas específicas. Também foi proposta a expansão do financiamento da educação em conjunto com grandes empresas, o que permitirá que o setor empresarial participe diretamente da política de pessoal.
Este é um importante indicativo socioeconômico: o desenvolvimento do capital humano deve se tornar uma responsabilidade comum do Estado e do setor privado. Está sendo considerada a expansão de programas conjuntos com universidades estrangeiras líderes, o que no futuro permitirá não apenas economizar fundos públicos, mas também criar novos centros educacionais e escolas no Uzbequistão. Um bloco específico de tarefas diz respeito aos graduados do fundo: propõe-se apoiar suas pesquisas e iniciativas em reformas através de um sistema de pequenas subvenções.
Atração de graduados para o desenvolvimento do país
Uma das questões chave da nova política de pessoal é atrair jovens talentosos formados no exterior para o desenvolvimento do país. O mero fato de estudar em uma universidade líder não garante resultados para o Estado; o benefício real surge quando o graduado aplica seus conhecimentos em uma área específica, projeto científico, órgão governamental ou empresa de tecnologia. Por isso, o fundo implementa um sistema de apoio de longo prazo: consultas regulares com os bolsistas, monitoramento de seus sucessos acadêmicos, organização de estágios e formação de trajetórias de carreira ainda antes da conclusão dos estudos.
Após o retorno, os graduados devem ser procurados em ministérios, departamentos, centros de pesquisa, universidades, empresas privadas e estruturas inovadoras. A formação de uma comunidade de ex-alunos é muito importante: pode se tornar uma nova rede profissional, reunindo pessoas com experiência em interação internacional e competências na área de gestão moderna. Essa rede pode servir como fonte de novas ideias, reserva de quadros, plataforma de especialistas e canal de contatos profissionais internacionais.
A concessão de pequenas subvenções para graduados também é uma direção promissora, voltada para apoiar projetos nas áreas de água, energia, transporte, educação, saúde e digitalização. Isso muda o status do bolsista: ele deixa de ser apenas um beneficiário de ajuda governamental e passa a ser um potencial autor de reformas e soluções inovadoras.
Mecanismos de emprego e cooperação
Como resultado de três concursos realizados em 2025-2026 de acordo com os novos requisitos, 447 jovens tornaram-se bolsistas: 332 ingressaram em bacharelado, 100 em mestrado e 15 em doutorado. O foco principal está na qualidade da formação de quadros, e não na quantidade. A proporção de estudantes que estudam em universidades do Top 100 mundial atingiu 80%, o que é um dos principais resultados da transformação do fundo.
A cooperação internacional também está se expandindo: o fundo firmou acordos com 73 instituições de ensino estrangeiras. Obter descontos de 20% a 50% nos estudos permite economizar significativamente fundos públicos. No entanto, o indicador chave de desempenho não é o custo do estudo ou o ranking da universidade, mas sim o resultado profissional do graduado. É por isso que o novo sistema prevê a participação do empregador no processo ainda antes do início dos estudos.
Um órgão governamental, região, setor ou empresa define a necessidade de pessoal, participa da seleção e, se necessário, do financiamento conjunto, e depois contrata o especialista após seu retorno. Este modelo reduz o risco de divergência entre a educação obtida e as exigências reais do mercado de trabalho. Essencialmente, o fundo está gradualmente passando do papel de operador de bolsas para o papel de instituição de política nacional de pessoal. Essas mudanças têm um profundo significado político: o Uzbequistão não quer se limitar a enviar jovens talentosos para as melhores universidades mundiais. A tarefa consiste em formar uma nova geração de profissionais capazes de trabalhar dentro de um sistema reformador, fortalecer as instituições estatais, desenvolver a economia e gerar soluções próprias para o país.