A Ministra do Meio Ambiente da França, Monique Barbot, anunciou sua saída do cargo em meio a protestos contra um controverso ato legislativo agrícola. Este projeto de lei prevê a permissão temporária para o uso de pesticidas que cientistas reconheceram como prejudiciais às abelhas. Barbot declarou que o governo não discutiu essa questão e que a lei representa um sério golpe no meio ambiente.
Adoção da Lei Controvertida
Na terça-feira, o parlamento francês aprovou esta lei agrícola, que permite o uso de dois pesticidas: acetamiprida (Acetamiprid) e flupiradifurona (Flupyradifurone). Anteriormente, essas substâncias estavam proibidas. Em uma mensagem em redes sociais, Barbot escreveu que nos últimos nove meses ela defendeu aqueles que não participam das marchas de protesto, não votam e não gritam, mas sim o silêncio de nossas florestas, a qualidade de nossa água, a pureza do nosso ar, a fertilidade do nosso solo e a biodiversidade da vida. No entanto, hoje ela teve que admitir que as forças que se opõem a esses objetivos se tornaram tão poderosas que ela não tem mais meios para promover essa missão.
Histórico de Restrições de Pesticidas
Estes dois pesticidas pertencem à categoria de agroquímicos neonicotinoides. Embora tenham sido aprovados de acordo com os regulamentos da União Europeia, atualmente estão proibidos na França. Agora, eles podem ser usados no cultivo de beterraba sacarina, maçãs, avelãs e cerejas. Os opositores afirmam que esses pesticidas representam uma ameaça às abelhas, bem como afetam negativamente a saúde humana e o meio ambiente quando aplicados. Monique observou que a França tomou a decisão de proibir a acetamiprida em 2016, com base em considerações ambientais e de saúde, e que vários estudos científicos também expressaram preocupação a esse respeito.
Argumentos das Partes
Os defensores do projeto de lei insistem que os agricultores franceses que cultivam beterraba sacarina, maçãs e avelãs precisam desses pesticidas para competir com os rivais europeus, nos quais foram impostas proibições na França em 2018 e 2019, respectivamente.
