Um juiz declarou culpada Lie Siu Luan, cidadã indonésia, por envolvimento no recrutamento, acolhimento, envio e transferência de vítimas com o intuito de exploração.
Detalhes do Caso
A mulher, de 70 anos, havia admitido ter enviado pelo menos 12 bebês para Singapura e liderado um grupo de 19 indivíduos que compunham a rede de tráfico. Esta rede foi desmantelada pelas autoridades indonésias no ano anterior.
Segundo a acusação, Lie Siu Lan deu início às operações de tráfico para Singapura após receber um pedido em 2022 de um morador do estado-cidade que pretendia adotar uma criança mediante o pagamento de 17 mil dólares singapurenses (equivalente a 11.500 euros).
Outras Acusações e Detenções
Outra ré, Astri Fitrinika, também foi considerada culpada de uma acusação similar e recebeu uma pena de seis anos e sete meses de reclusão. Ambas as réus foram presas no ano passado, após um dos pais denunciar à polícia, na província de Java Ocidental, o sequestro do seu filho recém-nascido.
Os integrantes da rede exerciam funções específicas: alguns eram encarregados de localizar os bebês, outros cuidavam das crianças, enquanto terceiros lidavam com a documentação e os passaportes.
Operações Policiais e Contexto
A polícia conseguiu resgatar diversos bebês que estavam sob o controle da rede dentro da Indonésia antes de serem comercializados. Bebês que foram recusados por potenciais compradores em Singapura já haviam sido vendidos na Indonésia, incluindo para pais adotivos na capital, Jacarta.
O tráfico de pessoas é um problema persistente na Indonésia, um extenso arquipélago formado por mais de 17 mil ilhas. Em um dos casos mais graves recentes, em 2022, foram encontrados pelo menos 57 pessoas confinadas em gaiolas em uma plantação de óleo de palma na província de Sumatra do Norte.