A Meta conseguiu a aprovação da Anatel para a terceira versão de seus óculos inteligentes, o que possibilita a comercialização desses dispositivos no território brasileiro. Estes novos óculos foram criados em colaboração com a EssilorLuxottica.
A Meta conseguiu a aprovação da Anatel para a terceira versão de seus óculos inteligentes, o que possibilita a comercialização desses dispositivos no território brasileiro. Estes novos óculos foram criados em colaboração com a EssilorLuxottica.
Os modelos homologados incluem as duas variantes do Meta Adventurer, juntamente com os Meta Fury e Meta Starfire Kylie Edition. Além disso, a lista de produtos abrange dois aparelhos que ainda não foram divulgados oficialmente. Quando questionado sobre mais detalhes, a Meta optou por não comentar.
Todos os óculos serão produzidos pela empresa chinesa Goertek, cuja fabricação será distribuída entre unidades localizadas no Vietnã e na China. Os dispositivos apresentam uma câmera de 12 megapixels com um campo de visão de 100 graus, possibilitando a gravação de vídeos em resolução 3K. Eles também incorporam conectividade Bluetooth 5.3 e Wi-Fi 6E, conforme detalhado no certificado de homologação.
Devido às preocupações levantadas sobre a privacidade causadas pela presença de câmeras, o aparelho mantém um LED que sinaliza quando fotos ou vídeos estão sendo gravados, seguindo o padrão da geração anterior. A Meta esclarece que, caso o usuário cubra este indicador luminoso, a câmera é automaticamente desativada.
Em termos estéticos, existem 26 configurações distintas de design, abrangendo variações nas cores tanto das armações quanto das lentes. Graças à parceria com a EssilorLuxottica, é possível utilizar lentes corretivas de grau e até mesmo lentes Transitions. Contudo, apesar dessa colaboração, esta geração dos Meta Glasses não utiliza as marcas registradas da EssilorLuxottica, como Ray-Ban e Oakley.
No mercado internacional, os novos óculos da Meta foram lançados com valores inferiores aos seus antecessores, começando em 299 dólares (o que equivale a aproximadamente R$ 1.500 na conversão direta). Para fins de comparação, a geração anterior custava a partir de 379 dólares e foi introduzida no Brasil por R$ 3.299. No entanto, informações sobre o preço ou a data de lançamento desta nova linha no Brasil ainda não foram fornecidas.
O mercado de óculos inteligentes também contará com a participação de outras companhias, como a Samsung, que está em parceria com o Google. A fabricante sul-coreana deve apresentar mais especificações da primeira geração dos Galaxy Glasses durante o evento Galaxy Unpacked, agendado para quarta-feira, dia 22/07.
Elihle Stali, um jovem inventor, está transformando o campo das tecnologias assistivas com seus inovadores óculos inteligentes para pessoas com deficiência visual. Anteriormente, em uma entrevista para o TikTok, Stali, de 24 anos, apelou aos seus compatriotas na África do Sul pedindo ajuda para arrecadar fundos para uma passagem para Hong Kong.
Seu objetivo não era apenas apresentar seu país, mas provar que a ideia nascida no Cabo Oriental, no assentamento de eMdantsane, poderia competir com as tecnologias globais de ponta. Algumas semanas depois, Stali retornou para casa com o futuro das tecnologias assistivas africanas embalado em uma pasta. Ele estabeleceu fortes laços comerciais com 11 investidores de capital de risco da Índia, Brasil, China, EUA, Espanha, França e Reino Unido e, mais importante, garantiu uma parceria de produção internacional inovadora.
Esta aliança permitirá iniciar a produção em massa do Spectacles4TheBlindSA — seus revolucionários óculos inteligentes baseados em inteligência artificial para pessoas cegas, levando a tecnologia da fase de protótipo funcional para a produção comercial em grande escala. Esses óculos visam dar autonomia a milhões de pessoas com deficiência visual. A missão de Stali é inspirada pela promessa feita à sua avó.
Muito antes que os capitalistas de risco mundiais notassem sua empresa, Stali tinha uma neta e uma avó. Crescendo na África do Sul, Stali observou sua avó perder a independência devido a problemas de visão. Cada tarefa diária exigia ajuda: passear à igreja, mover-se pela cozinha ou sair de casa. Na adolescência, ao observar o rápido desenvolvimento da inteligência artificial, ele fez a pergunta crucial: e se as tecnologias vestíveis pudessem restaurar a dignidade e a autonomia de milhões de pessoas com deficiência visual?
Essa pergunta deu origem ao Spectacles4TheBlindSA. O dispositivo utiliza software avançado de reconhecimento de objetos e visão computacional para escanear o ambiente em tempo real. Em seguida, o programa converte os dados visuais em um fluxo de áudio descritivo, fornecendo dicas de navegação precisas ao usuário. É crucial para o continente africano que o software se comunique em vários idiomas locais, incluindo isiXhosa, Zulu, Sesotho e Afrikaans, eliminando assim uma enorme barreira de acessibilidade deixada pelos gigantes tecnológicos ocidentais.
Stali declarou: «Alcancei mais do que eu poderia imaginar. Eu fiz uma promessa à minha avó e mantive essa promessa». Sendo selecionado entre os 150 principais inovadores mundiais, Stali passou três dias intensos demonstrando seu dispositivo a empresas de tecnologia globais. Diferentemente de outros criadores que dependiam de apresentações e gráficos corporativos, Stali apresentou seu protótipo vivo e funcional diretamente aos investidores globais. Ele explicou: «Eu queria que as pessoas experimentassem. Quando os visitantes paravam em meu estande, eu não apressava com um relatório publicitário comum. Eu falava sobre minha avó. A maioria das pessoas se identificou profundamente com o propósito humano puro por trás do código».
Embora os acordos internacionais de fabricação estejam avançando, os nomes específicos das empresas permanecem sob rigorosos acordos de confidencialidade. Para Stali, encontrar um parceiro capaz de realizar sua visão técnica foi uma grande vitória. Ele observou: «Eu queria alguém que realmente pudesse construir essa inovação. Para mim, foi uma das maiores vitórias. Eu só tenho 24 anos. Quero construir mais do que um produto. Quero criar empregos. Quero deixar um legado».
A viagem também destacou uma importante lição de negócios: ideias africanas precisam de proteção legal agressiva. Enquanto as negociações comerciais internacionais continuam sob acordos de não divulgação, Stali e sua equipe jurídica estão focados na proteção da propriedade intelectual. Stali afirmou diretamente: «Sabemos que os padrões históricos mostram que invenções negras são exploradas ou roubadas». Ele acrescentou que, antes do início da produção em massa, eles estão ativamente registrando a marca registrada e protegendo seus direitos de patente.
Paradoxalmente, enquanto os investidores internacionais estavam ansiosos para apoiar o dispositivo, Stali descobriu que obter apoio em sua terra natal era muito mais difícil. Antes de viajar para o exterior, ele procurou vários fundos de financiamento locais, agências de inovação e programas governamentais sul-africanos. A maioria de seus pedidos não recebeu resposta. Stali compartilhou: «Bati em muitas portas em casa. Meu sonho não é apenas ajudar pessoas cegas a se orientarem com segurança no mundo. É também criar uma fábrica de produção sustentável aqui, na África do Sul, para criar empregos qualificados para nossos jovens».
A Meta estaria desenvolvendo um novo protótipo de óculos inteligentes que incorpora funcionalidades de inteligência artificial (IA) e possui a capacidade de monitorar o ambiente de maneira constante.
Conforme divulgado pelo Financial Times, este projeto interno, denominado "super sensing", prevê que os dispositivos consigam gravar áudio continuamente e tirar fotografias em curtos intervalos de tempo. Essa funcionalidade permitiria que os usuários consultassem a Meta AI posteriormente sobre eventos registrados, usando as imagens e sons coletados ao longo do dia como base para responder às suas dúvidas.
Uma das arquiteturas discutidas pela Meta sugere que os arquivos brutos de áudio e vídeo não sejam armazenados pela própria empresa nem disponibilizados diretamente ao usuário. Neste cenário, somente os metadados extraídos desses conteúdos seriam enviados aos servidores da companhia, onde seriam processados pela Meta AI para atender às solicitações do usuário. Defensores desta metodologia argumentam que ela apresenta menores riscos à privacidade em comparação com o armazenamento completo das gravações.
Se os óculos ou os recursos de "super sensing" forem lançados comercialmente, é esperado que isso intensifique o debate público sobre privacidade. A Meta já enfrenta questionamentos devido ao seu trabalho em tecnologias de reconhecimento facial para seus óculos inteligentes. Além disso, a empresa recebeu críticas após relatos de usuários filmando mulheres enquanto usavam o aparelho e lidou com modificações feitas por terceiros que removiam o LED indicador de gravação.
Em resposta a essas questões, a empresa anunciou uma atualização na terça-feira (7) que desativa automaticamente a câmera caso detecte que o indicador luminoso foi alterado. Contudo, o Financial Times aponta que o plano atual da Meta prevê que o LED permaneça desligado durante o funcionamento do modo "super sensing".
Um documento técnico da Meta, publicado em julho de 2025, já detalhava essa estratégia. Segundo o white paper, o indicador luminoso seria reservado exclusivamente para momentos de "captura ativa", ou seja, quando o usuário decide salvar fotos ou vídeos. Durante o uso de recursos classificados como "AI Feature", como escanear um cardápio com IA, o LED ficaria inativo. A Meta justifica essa medida dizendo que assim se evita que as pessoas se acostumem a ignorar o indicador.
O Financial Times também ressalta que, se o LED ficasse aceso durante o modo "super sensing", seria mais complicado discernir se os óculos estavam apenas analisando o ambiente ou realmente gravando vídeos. Adicionalmente, a Meta estuda internamente a possibilidade de usar os dados capturados pelos óculos para treinar seus modelos de IA. O jornal informa ainda que os recursos de "super sensing" podem ser implementados em modelos de óculos inteligentes já existentes da empresa.
Dave Arnold, porta-voz da Meta, evitou comentar diretamente sobre o projeto em um comunicado enviado ao The Verge. Ele declarou: "Embora não comentemos protótipos internos, estamos comprometidos em acertar nossos óculos porque eles precisam ser amados tanto pelas pessoas que os usam quanto por aquelas ao seu redor". Arnold complementou que "nossa abordagem tem sido desenvolver novas tecnologias que ajudem as pessoas ao longo do dia, com a privacidade incorporada desde o início".
Mesmo sem confirmar o novo protótipo, a Meta já havia manifestado interesse em óculos inteligentes com operação contínua. Em uma teleconferência de resultados do primeiro trimestre de 2026, o CEO, Mark Zuckerberg, expressou entusiasmo em ver os óculos evoluírem de meros respondedores de perguntas para se tornarem um agente pessoal presente o dia todo, auxiliando na memória e no alcance de metas.
Em uma publicação de março sobre os óculos Ray-Ban Meta, a empresa também comunicou que, através de atualizações de software, a Meta AI passará a ser "uma assistente mais contínua, presente no momento, capaz de ajudar ao longo de todo o dia", superando a necessidade de comandos explícitos do usuário.