O governo venezuelano anunciou a realização de um registro unificado de moradias em acampamentos temporários usando dados biométricos para estudar detalhadamente a situação de cada pessoa afetada.
Escala das destruições e ajuda
Segundo uma funcionária, o registro será feito através de um sistema de leitura de impressões digitais. O governo da Venezuela estima que o número de pessoas desabrigadas devido aos terremotos seja de 17.907. Dessas, 17.266 estão em 89 acampamentos temporários localizados em Caracas e nos estados de Miranda e La Guaira, que são as regiões mais afetadas devido ao colapso de vários edifícios.
De acordo com um relatório oficial atualizado na sexta-feira, os terremotos também resultaram na morte de pelo menos 4.118 pessoas e ferimentos em 16.740 pessoas. Além disso, a funcionária garantiu que foi criado um programa especial para apoiar associações de moradores na reforma de suas casas.
Planos de reconstrução habitacional
A líder da funcionária prometeu anteriormente, em 29 de junho, que todos os afetados pelos terremotos receberiam moradia até o final do ano corrente. Nesta semana, ela convocou empresas nacionais e estrangeiras para realizar uma construção de edifícios 'agressiva e rápida'. Enquanto isso, especialistas em solo e camadas subterrâneas ajudam a determinar os locais onde o governo planeja construir 'cidades antisísmicas'.
Apoio internacional e negociações
O plano do governo venezuelano, apoiado pela Organização das Nações Unidas, inclui a importação de moradias prontas para resolver o problema habitacional causado pelo duplo terremoto. Thomas Fletcher, vice-secretário-geral da ONU para Assuntos Humanitários, informou à EFE que o órgão multilateral já está envolvido na 'coleta de fundos' para esse fim.
A presidente da Venezuela também informou que negociou com países como Estados Unidos e Brasil, bem como com instituições como o Fundo Monetário Internacional (FMI) e o Banco Mundial, com o objetivo de acelerar o processo de recuperação.