O mundo do automobilismo lamenta a morte de Miguel Crispim Ladeira, conhecido como Crispim, que faleceu no domingo (19) aos 85 anos devido à insuficiência orgânica múltipla, após um longo período hospitalar.
O mundo do automobilismo lamenta a morte de Miguel Crispim Ladeira, conhecido como Crispim, que faleceu no domingo (19) aos 85 anos devido à insuficiência orgânica múltipla, após um longo período hospitalar.
Sob a liderança de Jorge Lettry, na equipe oficial da Vemag nos anos 60, Crispim alcançou resultados incríveis utilizando pequenos motores de três cilindros de um litro da DKW. Ele também foi o preparador do lendário protótipo Carcará, que em 1966 ultrapassou a barreira de 212 km/h, estabelecendo um recorde de velocidade sul-americano. Este feito foi um milagre de engenharia, alcançado trabalhando com um pistão que já havia falhado durante os treinos.
Ao longo das décadas, Crispim deixou sua marca na Fórmula Super V, Fórmula Ford, na famosa oficina Boxer (junto com Chico Lameirao), e participou do desenvolvimento do carro esportivo nacional Lobini H1. Recentemente, ele publicou suas memórias na autobiografia 'Nasci Mecânico' (2025). A publicação FlatOut expressa seus mais profundos pêsames à família e amigos de Crispim.
Embora a transmissão manual esteja se tornando cada vez mais rara em carros de passeio, modelos esportivos de nicho podem mantê-la relevante, como visto em Henessey, Pagani, Porsche e Ferrari. O McLaren potencialmente pode aderir a essa tendência. De acordo com informações do The Supercar Blog, funcionários de Woking estão preparando a apresentação de seu novo modelo — McLaren P50. Rumores indicam que, para satisfazer um grupo específico de clientes que valorizam o design e o desempenho do McLaren, mas desejam uma experiência mais envolvente, o carro será equipado com pedal de embreagem.
A publicação não fornece fontes, limitando-se à afirmação de que 'nós soubemos', mas as declarações feitas são confiantes, embora escassas. Dizem que o novo McLaren com câmbio manual será mais caro que o W1, parte da linha iniciada pelo McLaren F1 e que custa mais de 2 milhões de dólares americanos, e que sua produção será limitada a menos de 100 unidades. Também se alega que o carro será apresentado ao público no evento 'The Quail, A Motorsport Gathering' durante a Monterey Car Week na Califórnia, em 14 de agosto de 2026.
Não é sabido se o suposto novo McLaren terá um câmbio manual real ou se será um simulador de troca de marchas e neutro, semelhante ao que faz o Ferrari 12Cilindri Manuale. Se for a primeira opção, isso será uma surpresa interessante.
Lembramos dos estudos que mostram que telas multimídia tornam os carros cada vez mais perigosos. No entanto, parece que isso não impedirá os fabricantes de continuar investindo em telas maiores e mais sofisticadas, que podem distrair ainda mais os motoristas. O novo Freelander 8, que será o primeiro modelo da recém-criada submarca Jaguar Land Rover, apresentou seu interior, e o elemento mais impressionante foi o enorme painel multimídia de 46 polegadas.
Na verdade, são dois painéis: um multimídia central, que por si só é muito grande — 15,6 polegadas; e um painel acima dele, que ocupa toda a largura do painel de instrumentos e funciona como painel de instrumentos. Ele também exibe informações adicionais, como navegação GPS, relógio, previsão do tempo e funções do computador de bordo. Abaixo do multimídia central, há uma pequena série de botões físicos para funções como pisca-alerta, desembaçador do para-brisa e volume do sistema de áudio, mas, aparentemente, todos os outros comandos estarão focados nas telas. Além disso, há uma terceira tela para os passageiros traseiros.
A aparência tecnológica é complementada pelo design minimalista geral do interior, com iluminação atmosférica em 256 cores (semelhante ao equipamento RGB de PC gamer!) e um difusor aromático que, de acordo com a descrição do Freelander, reproduzirá fielmente o cheiro de 'propriedade inglesa tradicional'. Vale notar que o novo Freelander 8 será um híbrido, usando o motor de combustão interna apenas como extensor de autonomia, equipado com dois motores elétricos — um em cada eixo, fornecendo uma potência total de 561 cv. Uma versão com tração totalmente elétrica também está planejada. Isso difere claramente do Freelander tradicional, embora o estilo visual, inspirado na clássica, incluindo o para-choque C inclinado, seja interessante.
A nova geração do Volkswagen Amarok está próxima do lançamento e, por isso, tem aparecido cada vez mais nas ruas, embora camuflada. Fotos recentes publicadas pelo Argentina Autoblog mostram que ela terá um perfil completamente diferente do habitual. Se as formas mais retas, o capô alto, o para-brisa mais vertical e os pilares finos lhe conferem um estilo mais 'chinês', isso não é coincidência: a próxima geração do Amarok é resultado de uma parceria entre Volkswagen e a chinesa SAIC, sendo essencialmente uma versão do VW para a picape Maxus Terron 9. Naturalmente, ela manterá a identidade visual atual da Volks, incluindo faróis duplos e uma barra de LED que percorre toda a frente. No entanto, os para-choques e lanternas traseiras parecem idênticos ao modelo chinês.
O compartilhamento de plataforma significa que a nova Amarok terá uma construção semi-monocoque, combinando chassi com elementos de carro de passeio, como a suspensão. Embora a Volkswagen ainda não revele detalhes do conjunto motriz, apenas afirmando que a nova Amarok será híbrida. Embora não haja informações específicas, é possível que a Volkswagen apresente a nova Amarok em Barretos durante o festival de rodeio no final de agosto. A marca realizou promoções publicitárias neste evento anteriormente.
Um protótipo do novo Toyota Hilux, em estágio de desenvolvimento final, foi avistado quase sem camuflagem, exibindo praticamente todo o corpo, incluindo logotipos da marca e do modelo. As fotos foram obtidas no site Guru dos Carros. A picape possuía sensores e um escapamento longo direcionado à plataforma de carga, indicando o início dos testes de certificação. Esse processo deve levar cerca de seis meses, prevendo o lançamento da nona geração no início de 2027, dependendo do cronograma de produção na fábrica de Zarate, Argentina.
Embora a Toyota tenha decidido reutilizar a base técnica comprovada IMV e a estrutura central da cabine — incluindo colunas, teto, para-brisa e portas —, a aparência frontal passará por uma modernização radical. É essa profunda plástica frontal combinada com novas tecnologias que leva o fabricante a considerar o projeto globalmente como uma mudança de geração completa. A principal novidade sob o capô é a implementação de um sistema híbrido leve 48V, instalado no motor 2.8 turbo diesel. Esta tecnologia utiliza uma pequena bateria de íon de lítio de 0,2 kWh e um motor elétrico auxiliar de 16 cv, que substitui o alternador e o motor de partida tradicionais. O objetivo é reduzir os níveis de poluentes e suavizar a aceleração, trabalhando em conjunto com o sistema avançado start-stop. Como a assistência elétrica é pontual e atua apenas abaixo de 1000 rpm (sem movimento direto das rodas), os indicadores máximos de desempenho não mudam: permanecem em 204 cv e 50,9 kgfm de torque, sempre controlados por uma transmissão automática de seis velocidades. No futuro, o portfólio será complementado por uma versão 100% elétrica sem precedentes, cuja produção também foi confirmada na Argentina para atender ao mercado brasileiro. Versões híbridas plug-in, embora frequentemente mencionadas em rumores industriais, permanecem no campo da especulação e não têm data de lançamento no país.
A proposta de alteração do Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA) avançou na Câmara, apresentando mudanças significativas na forma de cobrança. Críticos do atual modelo apontam que o IPVA é questionável, pois incide sobre bens que já foram taxados na aquisição e que também pagam taxas de licenciamento e uso.
A forma como o IPVA foi cobrado historicamente contribuiu para o Brasil se tornar um centro mundial de carros 1.0. Com o avanço do downsizing há mais de duas décadas, esse método de cobrança perdeu sua lógica original, que era favorecer veículos populares. Com a discussão e aprovação da reforma tributária, o IPVA foi incluído na pauta.
Através da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 3/2026, de autoria do deputado Kim Kataguiri, sugere-se que o imposto deixe de ser calculado pelo valor de mercado e passe a considerar o peso do veículo, seguindo o modelo de alguns países europeus. O fundamento dessa mudança é o impacto que veículos mais pesados causam na infraestrutura viária.
Adicionalmente, o texto propõe um limite federal, estabelecendo que a cobrança do IPVA não excederá 1% do valor de venda do automóvel. Atualmente, os governos estaduais possuem autonomia para definir alíquotas que variam entre 1% e 4%. A PEC também concede aos estados a permissão expressa para criar descontos ou isenções para veículos considerados menos poluentes, pavimentando o caminho para incentivar carros elétricos e híbridos.
A PEC tem tramitado desde o começo do ano e foi recentemente aprovada pela Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania, o que confirma que o texto não é inconstitucional nem viola princípios de justiça e cidadania. Contudo, ainda necessita passar por uma comissão especial de mérito e, se aprovada, será submetida a votações em dois turnos no Plenário da Câmara e do Senado antes de se tornar lei.
A Ducati, conhecida por seus modelos esportivos e incursões bem-sucedidas em nichos como a Diavel, apresentou um novo segmento: uma moto enduro genuína. A Desmo450 EDS é essencialmente a versão adaptada para uso em vias públicas da 450 MX, que originalmente era um modelo de motocross e não podia circular em estradas.
Para ser legalizada, a EDS recebeu itens como piscas e suporte para placa, mantendo o foco na resistência em longas distâncias fora de estrada. O motor é um monocilíndrico de 449,6 cm³, mas foi recalibrado para oferecer uma entrega de torque mais progressiva e linear. Isso foi alcançado através de um corpo de borboleta de menor diâmetro (42mm contra 44mm), novos comandos de válvulas (admissão e escape), pistão com taxa de compressão reduzida e um virabrequim exclusivo. O motor gera 42 cv a 6.750 rpm, podendo atingir 54 cv com um kit de performance opcional.
A moto é notavelmente leve; sem combustível, mas com todos os fluidos, a versão legalizada pesa pouco menos de 120 kg. Com um escapamento Akrapovic, ela atinge 110,5 kg. Grande parte desse peso reduzido deve-se ao chassi de alumínio, que pesa apenas 9 kg e utiliza componentes forjados, extrudados e fundidos. A Ducati destaca que seu chassi é composto por apenas 11 peças, em comparação com o dobro usado pela concorrência.
Em termos de suspensão, a Ducati manteve a colaboração com a Showa, oferecendo um sistema totalmente ajustável e calibrado para off-road, desenvolvido com o auxílio do campeão Antoine Meo. O garfo invertido frontal possui tubos de 49 mm (com revestimento Kashima) e 310 mm de curso, utilizando molas mais suaves que as da versão de motocross para melhor absorção de impactos de pedras e raízes. A traseira conta com amortecedor monoshock de 301 mm de curso e um link progressivo, assegurando estabilidade e tração máxima durante acelerações.
Os freios foram aprimorados com a Brembo, focando na precisão e modulação exigidas pelo enduro. A frente usa uma pinça flutuante de dois pistões e disco Galfer de 260 mm, enquanto a traseira emprega pinça de pistão único com disco de 240 mm. Um diferencial importante são as pastilhas com composto exclusivo, projetadas para aumentar a sensibilidade do piloto e prevenir travamentos indesejados em superfícies escorregadias, diminuindo o cansaço em viagens longas.
A Ducati Desmo450 EDS chegará à Europa em julho, com um preço de €12.490, o que equivale a R$ 73.200 na conversão direta.
Outras notícias incluem a obrigatoriedade de câmeras de monitoramento facial em todos os carros novos vendidos na Europa, com os Estados Unidos sendo o próximo alvo. Este requisito, parte do Regulamento Geral de Segurança da União Europeia, utiliza sensores infravermelhos para mapear movimentos de cabeça e direção do olhar. Se o motorista desviar o olhar da estrada por mais de seis segundos (entre 20 e 50 km/h) ou por mais de 3,5 segundos (acima de 50 km/h), o veículo emite alertas visuais e sonoros. A Comissão Europeia justifica a medida pela estimativa de que a distração causa até 30% dos acidentes no continente, visando salvar 25.000 vidas até 2038.
Nos EUA, a NHTSA relaciona a distração a 16% das colisões fatais e já discute a adoção da mesma regra no próximo ano. Apesar dos benefícios de segurança, o sistema levanta preocupações sobre privacidade e falhas técnicas, pois testes indicam alarmes falsos devido a movimentos naturais da cabeça. Embora a União Europeia exija uma arquitetura de circuito fechado, investigações mostraram que marcas como a Volvo admitiram processar dados em servidores de nuvem externos, levantando dúvidas sobre a real segurança dos dados.
No universo dos games, a Criterion Games, estúdio britânico responsável por títulos de Need for Speed entre 2010-2013 e 2020 em diante, sinalizou que o futuro da franquia é incerto. Após migrar da EA Sports para a EA Entertainment em 2023, a vice-presidente da EA, Rebecka Coutaz, afirmou que a equipe está totalmente focada em Battlefield. Isso coloca o lançamento de um novo NFS em aberto, pois, mercadologicamente, investir em um novo título não é visto como altamente lucrativo, dado que os jogos recentes não alcançaram o nível de sucesso da era de ouro.
Essa cautela também afeta fãs de rali Colin McRae e Burnout, pois a executiva declarou que a empresa não está focada no passado. Por fim, o Grupo Volkswagen anunciou um plano de reestruturação ambicioso até 2030, visando cortar até 50% de seu portfólio global. O objetivo é reduzir a complexidade corporativa em 75%, eliminando motores e opções redundantes, e alcançar uma margem de lucro de 8% a 10%. A gigante alemã planeja manter a produção em 9 milhões de carros anuais, o que, segundo rumores, pode levar ao encerramento de quatro fábricas na Alemanha e à demissão de até 100 mil colaboradores.
As cidades brasileiras começam a implementar radares equipados com Inteligência Artificial (IA) para fiscalizar infrações específicas, como o uso do cinto de segurança e o uso de celular ao dirigir, visto que os limites de velocidade já foram ajustados e não permitem mais reduções sem causar contradições urbanas.
Em São Paulo, este tipo de monitoramento já está ativo nos trechos Sul e Leste do Rodoanel Mário Covas. Após um período de testes e calibração que durou quase um mês, as novas câmeras de alta definição, munidas de IA e sensores infravermelhos, deixaram de ter caráter meramente educativo. Desde o começo de julho, as imagens capturadas pelo sistema passaram a fundamentar autuações reais emitidas pela Polícia Militar Rodoviária (PMRv).
Durante a fase de testes, ocorrida entre 12 de maio e 9 de junho, o algoritmo da concessionária SPMAR registrou a seriedade da situação, totalizando 4.879 infrações, o que representa uma média notável de 168,2 flagrantes diários. Destas, quase metade (49%) foi motivada pela falta de uso do cinto de segurança pelos condutores, e 30% referiu-se aos passageiros sem cinto. O uso de celular ao volante representou 21% das infrações, indicando que estes são os focos de fiscalização dos radares de IA.
Ao contrário dos radares de velocidade convencionais, que utilizam laços indutivos ou laser em pontos fixos, estas câmeras monitoram o tráfego de forma contínua, 24 horas por dia. O algoritmo escaneia o interior dos veículos e, ao identificar a ausência do cinto ou o motorista segurando o telefone, congela a imagem e dispara um alerta. É importante notar que a aplicação da multa não é automática; o material é encaminhado a uma central compartilhada, onde policiais rodoviários realizam a verificação humana de cada registro, confirmando se o enquadramento segue os critérios do Código de Trânsito Brasileiro (CTB) antes de emitir a notificação.
A tecnologia não se limita ao Rodoanel. Desde janeiro de 2026, o Sistema Anchieta-Imigrantes opera com este mesmo modelo de monitoramento analítico, fiscalizando velocidade, cinto e celular na descida em direção à Baixada Santista. O plano estabelecido pelas concessionárias e pelo governo estadual visa expandir progressivamente a fiscalização por IA para as principais rodovias paulistas, priorizando os trechos com maior volume de tráfego e histórico crítico de acidentes causados por distração.
No âmbito automotivo, o Dacia Striker surge como um precursor do futuro SUV cupê da Renault no Brasil. Diante da tendência de todos os veículos se tornarem SUVs no mercado brasileiro, espera-se que o próximo passo seja a expansão do nicho dos "SUV cupês", um segmento comprovadamente lucrativo por marcas como Volkswagen e Fiat. Embora o projeto inicial da Renault para um SUV médio acima do Kardian tivesse um formato de cupê, ele chegou ao mercado como Boreal, com silhueta tradicional de utilitário esportivo. No entanto, os planos para um modelo com teto inclinado foram retomados com a apresentação do Dacia Striker na Europa.
Construído sobre a plataforma RGMP (Renault Group Modular Platform), que também serve de base para o Boreal e para a picape Niagara, o Striker é a versão romena para o segmento C-SUV cupê. Ele possui 4,62 metros de comprimento, sendo um pouco maior que o Bigster europeu e o próprio Boreal nacional (4,57 m). Este aumento dimensional está concentrado na parte traseira, uma necessidade de design para manter a proporção visual após o declive do teto e assegurar um porta-malas com capacidade de 600 litros.
Internamente, a arquitetura do Striker compartilha a estrutura do Boreal, apresentando um console central elevado para abrigar o freio de estacionamento eletrônico, os seletores de modo de condução e a alavanca de câmbio. Quando o modelo for nacionalizado pela marca francesa por volta de 2027 no Brasil, seu visual externo deixará a estética retilínea da Dacia em prol das linhas mais fluidas da Renault, alinhando-se à identidade estilística da Niagara. A engenharia mecânica do Striker europeu também antecipa o que a Renault planeja para o Brasil. Na Europa, a versão de ponta com tração integral utiliza um sistema e-AWD sem conexão mecânica entre os eixos: o motor 1.2 turbo de 140 cv move as rodas dianteiras, enquanto um motor elétrico independente de 31 cv auxilia o eixo traseiro sob demanda em condições de baixa aderência ou aceleração máxima. Para o mercado brasileiro, essa arquitetura eletrônica será adaptada ao motor 1.3 TCe Flex, combinando eletrificação leve de 48 volts na frente com o motor elétrico auxiliar no eixo traseiro para possibilitar a tração 4x4, com previsão de lançamento no país em 2027.
O Nissan Sentra tem apresentado baixíssimas vendas recentemente; no primeiro semestre de 2026, foram emplacadas apenas 341 unidades no Brasil. Para contextualizar, o Toyota Corolla, líder absoluto entre os sedãs médios, registrou 13.021 vendas, enquanto o híbrido BYD King ficou em segundo lugar com 8.196 unidades. Dada essa performance, é evidente que o baixo desempenho comercial influenciou a decisão da fabricante de encerrar a produção do modelo três anos após o lançamento da geração atual.
Embora o Sentra seja considerado um carro atraente, bem equipado e competente, ele utilizava o mesmo motor da geração anterior: um 2.0 aspirado, movido apenas a gasolina, com injeção direta, produzindo 151 cv e 20 kgfm de torque, acoplado a uma caixa CVT com oito marchas simuladas. Apesar de este conjunto mecânico parecer datado em 2026, poderia ser um ponto de venda para quem prefere um estilo mais tradicional. Contudo, o sucessor já está em desenvolvimento e representa uma ruptura completa com o passado. Segundo a Autoesporte, trata-se do Nissan S7, um veículo elétrico desenvolvido em colaboração com a chinesa Dongfeng, que emprega um motor elétrico no eixo dianteiro, alimentado por uma bateria de 73 kWh. Com 272 cv e 30,5 kgfm de torque, ele consegue atingir 100 km/h em 7 segundos, com velocidade máxima limitada a 160 km/h.
Em celebração ao início do Goodwood Festival of Speed, a Pagani Automobili apresentou o Huayra 70 Derecho. Este é o segundo exemplar de uma série "few-off" (um tipo de edição limitada com mais de uma unidade) criada pela divisão Grandi Complicazioni para marcar o aniversário de 70 anos do fundador da marca. Diferentemente da tradição de nomear seus carros com nomes de ventos específicos, a escolha "Derecho" remete diretamente a um sistema de tempestades severas de deslocamento rápido e linear, o que a Pagani compara à entrega de força constante oferecida pelo supercarro.
O 70 Derecho se distingue pelo alto nível de acabamento técnico, que é uma marca registrada da empresa localizada em San Cesario sul Panaro. A carroceria apresenta um esquema bicolor em Laranja Pérola e Azul Inky. Na parte inferior e no monocoque central, o tom azul é totalmente translúcido, expondo o padrão em "espinha de peixe" da trama de fibra de carbono que constitui os painéis estruturais. Abaixo da pintura, a arquitetura combina um monocoque central feito de Carbo-Titânio HP62 G2 e Carbo-Triax HP62, com subchassis dianteiro e traseiro em aço cromoly, complementado externamente por peças de alumínio usinado em bloco e anodizadas em titânio brilhante, acabamento replicado nas novas rodas.
Sob o capô, encontra-se o icônico Pagani V12 de 60°, com 5.980 cc e dois turbocompressores, desenvolvido pela Mercedes-AMG. Nesta configuração, ele gera 864 cv a 6.000 rpm e 112,2 kgfm de torque, disponíveis entre 2.800 e 5.900 rpm. Toda essa potência é direcionada exclusivamente às rodas traseiras por meio de uma transmissão com diferencial eletromecânico autoblocante e gerenciada por um câmbio manual transversal de sete marchas, desenvolvido pela Xtrac, permitindo que o carro alcance sua velocidade máxima de 350 km/h (limitada eletronicamente, como é usual).
No interior, o trabalho artesanal une couro Branco Cerâmico (Ceramic White) e Azul Tricolore Blue com costuras personalizadas. O Laranja Pérola da carroceria aparece em pontos estratégicos de interação com o piloto, como a marca de "12 horas" no volante e a alavanca de câmbio. O fato de possuir uma alavanca com grade no console central, conectada a uma transmissão manual genuína – e não a um câmbio automático com marchas simuladas –, já confere ao Huayra 70 Derecho um caráter especial. O veículo também conta com suspensão independente por braços triangulares sobrepostos, equipada com balancins superiores, molas helicoidais e amortecedores eletrônicos ajustáveis e interligados. O contato com o asfalto é garantido por pneus Pirelli P Zero Trofeo R (265/30 R20 na frente e 355/25 R21 atrás), enquanto a frenagem é responsabilidade de um sistema Brembo CCM com quatro discos ventilados de carbono-cerâmica, medindo 398 mm na frente e 380 mm atrás.
O estilo elaborado e a precisão relojoeira aplicados a um supercarro podem não agradar a todos, mas transmitem uma personalidade inconfundível. Horacio Pagani reforçou a filosofia renascentista que guia o gerenciamento de seu ateliê. Ele declarou: "Nosso compromisso diário é dedicar a máxima atenção a cada detalhe, buscando nos aproximar daquela harmonia essencial entre forma e função, intelecto e artesanato, exatamente como Leonardo da Vinci nos ensinou. Poder apresentar a estreia mundial do Pagani Huayra 70 Derecho em Goodwood é um privilégio para nós: uma oportunidade de compartilhar os frutos deste trabalho com aqueles que compartilham do nosso mesmo profundo amor pelo automóvel".
Continuando o tema dos motores V12 e Goodwood, o Zenvo Aurora também participou do evento. Este é o hipercarro mais recente da fabricante dinamarquesa, que foi revelado há quase um ano com o objetivo ambicioso de apresentar o motor de 12 cilindros mais potente já instalado em um carro de rua. Agora, o Goodwood serviu de palco para a estreia de sua versão de produção.
A Volkswagen está preparando a segunda geração do crossover compacto Nivus, que tem previsão de chegada ao Brasil no próximo ano. Protótipos do modelo já estão sendo testados, disfarçados para ocultar a adoção de uma nova plataforma.
A nova estrutura será baseada na arquitetura MQB Hybrid, substituindo a MQB A0 devido ao seu suporte a sistemas híbridos. Essa mudança de plataforma permitirá que o Nivus ganhe em comprimento, entre-eixos e largura, distanciando-o ligeiramente do segmento de compactos tradicional.
Protótipos foram avistados por veículos do site Motor.es, parecendo semelhantes ao VW Taigo (versão europeia do Nivus), exceto pela dianteira, que utiliza um para-choque do VW Tera para acomodar as alterações estruturais, principalmente na largura frontal. O entre-eixos aumentará em 9 cm, atingindo 1,65m, o que beneficiará significativamente o espaço para as pernas dos passageiros traseiros, um ponto fraco do modelo atual.
As opções de motorização sugeridas indicam uma alteração na estratégia do novo Nivus. O motor 1.0 turbo deve ser substituído pelo 1.5 TSI Evo 2, que poderá operar com gasolina ou etanol e será combinado com um sistema híbrido leve de 48V nas versões de entrada. Esta configuração gera 150 cv e 25,5 kgfm de torque, utilizando a caixa automática de seis marchas com conversor de torque.
Nas versões superiores, o sistema MHEV será trocado por um conjunto híbrido pleno (HEV), mantendo o motor 1.5 turbo, mas com mais potência: 170 cv e 31,6 kgfm de torque. Neste caso, a transmissão será uma de dupla embreagem com sete marchas.
Em celebração aos 50 anos da Fiat no Brasil, que começou com o icônico 147 em 1976, a fabricante lançou uma série especial para a picape Toro e o crossover Fastback, ambas com 550 unidades disponíveis.
A Toro, baseada na versão Volcano, apresenta pintura cinza exclusiva «Maximum Steel», emblemas comemorativos e detalhes escurecidos nas rodas e acabamentos. O teto é preto, e o interior possui revestimento em suede nas portas e bancos, com bordado «Fiat 50 Anos» e uma mensagem especial no painel. Ela é equipada com central multimídia de 10 polegadas e pacote ADAS, incluindo frenagem automática, alerta de mudança de faixa, sensor de estacionamento frontal, sensor de ponto cego e alerta de tráfego cruzado traseiro. Seu motor é o 1.3 turbo flex com injeção direta e sistema híbrido leve de 48V, entregando 176 cv e 27,5 kgfm de torque, acoplado a uma caixa automática de seis marchas.
O Fastback Edição Especial Fiat 50 Anos segue uma estética similar, mas na cor Azul Amalfi. Baseado no Fastback Impetus, destaca-se pelo teto solar panorâmico. Ele inclui painel digital, sistema multimídia de 10,1 polegadas com conectividade sem fio para Apple CarPlay e Android Auto, e pacote ADAS com frenagem automática de emergência e assistente de permanência em faixa. O motor é o 1.0 GSE turbo flex com sistema híbrido leve, produzindo 130 cv e 20,4 kgfm de torque, conectado a uma caixa CVT de sete marchas simuladas. A Fiat ainda não divulgou os valores desta série especial, que começará a ser vendida na próxima quinta-feira (9).
Anteriormente, foi explicado que o crescimento dos elétricos chineses era impulsionado por políticas locais de incentivo. No entanto, os dados preliminares da Associação de Carros de Passageiros da China (CPCA) mostram uma retração de 13% no mercado em comparação com o ano anterior, após centenas de marcas serem criadas e a oferta superar a demanda.
Diversos fatores contribuem para essa queda, como a instabilidade econômica local, que leva o consumidor chinês a esperar por uma possível guerra de preços. Adicionalmente, a retirada progressiva dos subsídios governamentais diminuiu o apelo dos elétricos frente aos híbridos. O governo chinês já cortou isenções fiscais neste ano e confirmou que eliminará totalmente os incentivos de taxas anuais para veículos elétricos, híbridos e de célula de combustível a partir de 1º de janeiro de 2027.
Essa desaceleração local pode impactar o mercado global, especialmente grandes importadores como o Brasil. Devido ao excesso de estoque, margens reduzidas e riscos financeiros, as montadoras chinesas precisam exportar esse excedente. O Brasil possui um programa de incentivo para esses veículos vindos da China. Analistas preveem que a China continuará a bater recordes de exportação em 2026, projetando 10 milhões de unidades, um aumento de 41% sobre o ano passado.
Atualmente, apenas três fabricantes lucram de fato na China – BYD, Xiaomi e Leapmotor –, sendo duas delas fortes no Brasil. Consultorias como a AlixPartners estimam que no máximo mais quatro marcas sobreviverão a esta crise, citando GWM e Geely. As demais enfrentarão falência ou fusão.
Bruce McLaren é uma figura proeminente na história do automobilismo, notório por vitórias na Fórmula 1 e nas 24 Horas de Le Mans, e por fundar a McLaren. Sua aspiração principal, contudo, era aplicar sua experiência de pista na criação de carros de rua. Apesar de a McLaren se tornar uma grande fabricante de supercarros, o neozelandês faleceu em 1970 durante testes do McLaren M8D.
O M6GT, o carro idealizado por Bruce McLaren, era uma versão fechada e homologada para ruas dos protótipos da CanAm. Mais de meio século depois, a McLaren concretizou oficialmente esse conceito através da McLaren Special Operations (MSO), criando um exemplar único baseado no projeto final dos anos 1960.
O projeto focou na fidelidade histórica, evitando modernizações. O chassi foi retirado de um M6A de corrida da época, e a carroceria replica os moldes originais, preservando até pequenas modificações de desenvolvimento feitas durante os testes daquela década. Mecanicamente, o veículo usa um motor V8 small-block central-traseiro com cabeçotes idênticos aos originais, além de transmissão e suspensão da época. O trabalho artesanal incluiu a fabricação manual de elementos estruturais ocultos e a replicação do para-brisa por escaneamento digital. O interior apresenta bancos de vinil verde e manopla de câmbio em madeira de nogueira. A pintura externa, Colnbrook White, homenageia a região de início de atividades de Bruce, remetendo ao visual do McLaren M2B de Fórmula 1 de 1966.
O M6GT será exibido no Festival de Velocidade de Goodwood, ao lado de modelos como o M8A da Can-Am e o McLaren F1 GTR, representando o DNA de todos os supercarros de rua da McLaren.
Após encerrar suas atividades na Rússia em março de 2022 devido ao bloqueio econômico, a fábrica da Avtotor, localizada em Kaliningrado, não foi desmantelada. Em vez disso, ela ignorou o fim da parceria e retomou a produção dos modelos X5, X6 e X7 utilizando estoques de peças deixados nos galpões, sem autorização da matriz alemã, que se eximiu de qualquer responsabilidade.
Embora as vendas em concessionárias autorizadas tenham caído drasticamente para 505 unidades em 2023, a marca conseguiu retomar a liderança no segmento premium russo em 2025, graças à importação de rodas da China e de países neutros. No entanto, o esquema de Kaliningrado é considerado marginal. A mídia local relata que mais de 145 desses SUVs «não licenciados» foram vendidos entre 2025 e 2026 a clientes abastados. O preço de um X5 produzido sob este esquema inicia em 11,9 milhões de rublos (aproximadamente US$ 155.000), sendo mais competitivo que o praticado por importadores independentes.
Um aspecto notável dessa engenharia de sobrevivência é a tecnologia embarcada. Como os trabalhadores da Avtotor estão apenas montando um quebra-cabeça com o que restou antes do embargo, os carros são datados de 2025 e 2026, mas mantêm a mecânica e o visual dos modelos de 2022. Novidades estéticas ou tecnológicas de *facelifts* posteriores não estão presentes. Além disso, como a BMW não participa mais, as ECUs não recebem atualizações oficiais, o que se tornou um argumento de venda: esses SUVs não podem ser bloqueados ou inutilizados remotamente pelos programadores da BMW na Alemanha.
Para manter a produção ativa, a fábrica precisou improvisar com componentes de fabricantes russos, expandindo a produção local para modelos como o X6 40d, que originalmente não era fabricado ali. A produção paralela só cessará quando o estoque fundamental se esgotar, a menos que encontrem um fornecedor local ou chinês para replicar os componentes.