A Fundação Dr Reddy's, uma fundação beneficente pertencente à família e um dos principais beneficiários da responsabilidade social corporativa (RSC) do gigante farmacêutico Dr Reddy's Laboratories, está expandindo suas atividades em laboratórios de teste de solo em Hyderabad. O laboratório visa analisar de 75.000 a 100.000 amostras de solo antes da próxima estação de Rabi, o que é mais do que o dobro do volume processado no primeiro ano completo de operação.
Razões para a expansão do programa
Este passo é tomado em meio a crescentes preocupações sobre o esgotamento da saúde do solo e lacunas na implementação do esquema nacional 'Mapa da Saúde do Solo', lançado pelo Centro em 2015. Suman Saraswatibhatla, diretora da fundação para questões agrícolas e ações climáticas, observou que, apesar da existência de um ecossistema estatal de testes de solo, a escala do problema é enorme, levando a fundação a decidir resolver essa questão por conta própria.
Busca por uma solução confiável
A criação de um laboratório próprio foi resultado de quase sete anos de esforços da Fundação para encontrar uma maneira confiável de analisar o solo. Foram estudadas propostas de Krashi Vigyan Kendras, universidades agrícolas, Conselho Indiano de Pesquisa Agrícola (ICAR), instituições CGIAR e fornecedores privados de dispositivos portáteis para teste de solo, mas nenhuma opção pareceu suficiente.
Saraswatibhatla enfatizou que ou havia precisão, mas faltava estabilidade, ou vice-versa. Ela acrescentou que a infraestrutura do laboratório, baseada em química úmida, estava 'muito quebrada e insuficientemente equipada' para realizar análises adequadas de amostras de solo em grande escala. Um ponto de virada foi a experiência de 2023, quando a Fundação enviou 5.000 amostras de solo para um instituto de pesquisa mundial, esperando resultados durante um ano, tempo em que dois ciclos de plantio já haviam ocorrido.
Escalonamento das atividades
O laboratório em Hyderabad começou a operar em janeiro de 2025. No primeiro ano, processou 20.000 amostras de solo enquanto a Fundação verificava seus procedimentos operacionais padrão. Neste ano, o laboratório já analisou mais de 40.000 amostras em toda a Índia, com a meta para a próxima estação de Rabi sendo de 75.000 a 100.000 amostras. Saraswatibhatla esclareceu que os serviços do laboratório estão disponíveis não apenas para projetos da própria Fundação, mas também para usuários externos, como pesquisadores e governo.
Análise das propriedades do solo
O equipamento de teste investiga três categorias de propriedades do solo: físicas, químicas e biológicas, cada uma exigindo um ciclo de reavaliação diferente. Características físicas, como textura, permanecem estáveis por 10 a 20 anos, embora a densidade e a agregação possam mudar dependendo do manejo. Propriedades químicas, como pH e carbono orgânico, requerem reavaliação a cada 2 a 3 anos sob agricultura intensiva. As propriedades biológicas são as mais sensíveis ao manejo e geralmente requerem testes anuais ou sazonais (de 6 a 12 meses) em sistemas de cultivo estáveis.
A maioria dos programas de teste, incluindo os governamentais, foca em 12 a 14 indicadores químicos: nitrogênio (N), fósforo (P), potássio (K), nutrientes secundários (S, Ca, Mg), micronutrientes (Zn, Fe, Mn, Cu, B), bem como pH, condutividade elétrica (CE) e carbono orgânico. Saraswatibhatla observou que esses parâmetros são a base para o manejo de nutrientes em uma parcela específica (SSNM), mas frequentemente ignoram a função biológica e a estabilidade física.
Fatores impulsionando o crescimento
O aumento no volume de amostragem este ano é parcialmente atribuído à combinação das condições El Niño e à escassez de fertilizantes, o que aumentou a necessidade de recomendações precisas de fertilizantes baseadas em dados. Enquanto as consultas governamentais geralmente fornecem a Dose Recomendada Geral (GRD) no nível do distrito, há uma tendência para recomendações mais detalhadas. Saraswatibhatla relatou que a Fundação está desenvolvendo consultorias de nutrientes no nível da aldeia, usando amostragem estratificada (por exemplo, 20 a 50 amostras representativas por aldeia, dependendo da heterogeneidade do solo), o que pode aumentar significativamente a precisão das recomendações para clusters de fazendas.
Além disso, os agricultores recebem apoio para expansão — treinamento em aplicação equilibrada de fertilizantes, gerenciamento integrado de nutrientes e práticas climaticamente inteligentes, o que, segundo Saraswatibhatla, é a chave para transformar dados do solo em melhoria da saúde do solo, sequestro de carbono e sustentabilidade.
Solução biológica para resíduos de fertilizantes
Separadamente, a Fundação está colaborando com uma startup de biotecnologia para implementar um consórcio de bactérias solúveis em NPK. Esta fórmula embalada ou engarrafada destina-se a mobilizar nitrogênio, fósforo e potássio residuais acumulados no solo ao longo dos anos de uso de fertilizantes, tornando esses nutrientes novamente disponíveis para as plantas. Saraswatibhatla afirmou que esta é uma 'solução científica comprovada' que só precisa ser 'bem embalada e entregue ao agricultor'. Esta medida visa tanto reduzir riscos quanto garantir a segurança dos agricultores, ajudando a garantir o uso equilibrado de fertilizantes ao mesmo tempo em que restaura o valor dos nutrientes já presentes no solo.
Parceria com ICAR-IISS
No mês passado, o ICAR Institute of Soil Science em Bhopal assinou um memorando de entendimento com a Fundação para aprofundar a cooperação em pesquisa e transferência de tecnologia em saúde do solo. A parceria se concentrará na criação de um Repositório Digital de Saúde do Solo, mapas de solo de alta precisão, ferramentas de gerenciamento de nutrientes, modelagem de sistemas de cultivo e consultoria climaticamente inteligente. Isso unirá a experiência científica do ICAR com a experiência de campo da Fundação para promover o manejo do solo baseado em dados e o uso preciso de fertilizantes, com foco especial no apoio a pequenos e marginalizados agricultores.



