Uma parte significativa dos imigrantes ilegais do Bangladesh que entram na Índia não chega para procurar oportunidades econômicas por conta própria. Em vez disso, eles se movem dentro de uma cadeia de suprimentos de mão de obra bem estabelecida, onde empregadores indianos localizados longe da fronteira usam intermediários no Bangladesh para atrair mão de obra barata.
Mecanismo de emprego
Em todo o ecossistema criado para a 'trabalha de imigrantes ilegais', há intermediários em cada etapa. Eles facilitam a entrada, organizam o transporte até os locais de trabalho e preparam documentos falsos antes de alocar as pessoas em vários estabelecimentos, incluindo produção têxtil, construção e farmacêutica.
Sistema organizado
Um alto funcionário do governo de Assam informou ao TOI que existe um sistema organizado. Este sistema inclui intermediários de recrutamento do Bangladesh, que, com base nas necessidades de mão de obra barata dos empregadores indianos, encontram desempregados do Bangladesh que procuram trabalhos não qualificados e mal remunerados na Índia. Ele enfatizou que cada etapa, desde a entrada ilegal na Índia até o alcance dos locais de trabalho, é cuidadosamente planejada com antecedência.
Rotas e ajuda de agentes
O funcionário esclareceu que os guias de entrada ajudam os cidadãos selecionados do Bangladesh a cruzar a fronteira, principalmente através dos estados de Meghalaya, Tripura e Bengala Ocidental. Os agentes do lado indiano então organizam seu trânsito para Assam e viagens de trem subsequentes de Guwahati para locais de trabalho em todo o país.
Documentos e exploração
Intermediários locais ajudam-nos a obter documentos falsos, como o Aadhaar. Depois disso, outro grupo de agentes os entrega aos empregadores indianos dispostos a contratá-los por salários inferiores aos pagos aos indianos. Fontes de inteligência indicam que os caçadores de mão de obra do Bangladesh operam com base em pedidos de mão de obra recebidos de agentes ligados a empregadores indianos. A rede também fabrica cartões falsos Aadhaar e PAN nos destinos, permitindo que os imigrantes ilegais se registrem como trabalhadores e se movam entre os locais.
Reação das autoridades e medidas
Assam recentemente expôs uma dessas redes de intermediários que transportava imigrantes ilegais da estação ferroviária de Guwahati para Tamil Nadu para trabalhar em uma fábrica têxtil, resultando na prisão de 34 pessoas. Em função disso, o estado levantou a questão em uma conferência pan-indiana de representantes de áreas fronteiriças, presidida pelo Ministro do Interior Amit Shah, em 9 de julho. O estado exigiu a criação de uma base legal que permita responsabilizar os empregadores indianos que exploram a rede de imigração ilegal do Bangladesh.
Consequências do uso de documentos falsos
Um policial informou ao TOI que, com esses documentos, muitas pessoas se passavam por cidadãos indianos e até se registravam como eleitores. No entanto, uma verificação intensiva especial (SIR) poderia interromper seus planos, pois exigia a confirmação da presença de seus pais ou parentes nas listas de 2002.