Sarah Mabotsa, membro do conselho municipal de Tshwane para desenvolvimento econômico e planejamento espacial, apresentou um plano de ação para eliminar a escassez de especialistas em proteção ambiental (EHP) em Tshwane.
Causas da falta de pessoal
Mabotsa atribuiu a falta de EHP responsáveis pelo cumprimento das normas de segurança alimentar nas lojas Spaza à administração anterior. Ela declarou que a decisão da administração anterior, tomada sob a liderança do DA, de congelar cargos críticos, dificultou a aplicação da lei e afetou negativamente a prestação de serviços.
Resultados do relatório do Protetor
Essas declarações ocorreram em meio às conclusões preliminares do Protetor de fiscalização pública, Kholeki Gqaleki, sobre as lojas Spaza na Gauteng, publicadas na sexta-feira. O relatório indicou que a norma exige um especialista a cada 10.000 habitantes, mas a Gauteng opera apenas com 30,3% dessa capacidade necessária, e Tshwane possui apenas 21%.
Em toda a província de Gauteng, os municípios enfrentam uma grave escassez de pessoal: Johannesburg opera em 50% da capacidade EHP exigida, Ekurhuleni em 23%, Western Rand em 18% e Sedibeng em apenas 16%.
Contexto e avisos
Este relatório foi elaborado após vários casos de intoxicação alimentar no final de 2024, incluindo casos na Gauteng, onde pelo menos 23 crianças morreram. Foi alertado que a falta de pessoal levanta sérias preocupações sobre a possibilidade de realizar inspeções regulares dos locais de processamento de alimentos exigidos por lei.
Mabotsa informou que a cidade tomou nota e está considerando as conclusões preliminares do Protetor. Ela observou que, apesar dos índices mais baixos de quadro de pessoal entre os municípios da província de Gauteng, o município de Tshwane atinge o nível mais alto de conformidade entre as lojas Spaza na província.
Medidas para aumentar a conformidade
Mabotsa enfatizou que o trabalho crucial para garantir o cumprimento dos regulamentos locais, normas de saúde, segurança e conformidade comercial deve continuar para elevar o nível de conformidade das lojas Spaza e de outras empresas que processam alimentos. Ela lembrou as empresas de Tshwane da necessidade de cumprir os regulamentos locais, bem como a legislação nacional, incluindo a conformidade fiscal da SARS.
Gqaleki também observou que investigações médico-legais realizadas pelo Departamento de Desenvolvimento de Pequenas Empresas revelaram casos de 'negócios fachada' envolvendo estrangeiros. As investigações mostraram que os dados de registro fornecidos para algumas lojas Spaza não correspondiam aos proprietários e operadores reais.
Reação de Tshwane e recomendações
Mabotsa declarou que Tshwane leva em consideração os resultados dessas investigações e apela a todos os proprietários de negócios para garantir que seus dados de registro correspondam aos proprietários e operadores. Ela indicou que as lojas Spaza e outras empresas podem solicitar registro através do portal online da cidade: spazashopregister.tshwane.gov.za.
Para apoiar um maior número de empresas a atingir a conformidade, a cidade dobrou a frequência de seminários gratuitos sobre conformidade, oferecidos a PMEs e negócios informais. Além disso, a Cidade de Tshwane aprovou recentemente uma nova lei local sobre comércio informal e economia de assentamentos, e novas taxas de registro relacionadas estão sendo finalizadas e implementadas.
De acordo com a nova lei, as lojas Spaza e muitos outros tipos de negócios anteriormente não reconhecidos receberão reconhecimento oficial. Para resolver a crise, Gqaleki recomendou que a Gauteng preenchesse as vagas de EHP e reforçasse o controle. Ela sugeriu a criação de um comitê técnico, incluindo departamentos de desenvolvimento de pequenas empresas, saúde e gestão cooperativa. Outras recomendações incluem conceder ao Comissário Fiscal da África do Sul 120 dias para identificar empresas e proprietários que evadem impostos. Os gestores municipais deverão seguir as diretrizes dentro de 30 e 60 dias após o recebimento do relatório final. Os líderes municipais deverão auditar suas capacidades EHP e requisitos de treinamento em 30 dias, além de identificar deficiências de pessoal e operacionais em seus departamentos econômicos locais. De acordo com o relatório, os gestores municipais da Gauteng têm 60 dias para desenvolver planos operacionais para aumentar as inspeções e garantir o cumprimento das leis de segurança alimentar, negócios, comércio e licenciamento.