No evento WAIC 2026, o CEO da Huawei Cloud, Zhou Yufei, apresentou a plataforma AgentArts e o framework openJiuwen. Esses desenvolvimentos visam a implementação de agentes corporativos, garantindo estabilidade, segurança e a capacidade de coordenar múltiplos agentes.
Estratégia de IA Corporativa
Zhou Yufei delineou a estratégia da empresa em inteligência artificial corporativa na WAIC 2026. Ele enfatizou que a transição de modelos de agentes demonstrativos para sistemas de produção completos exige três realizações interligadas: a adoção de protocolos abertos, o uso de recursos setoriais reutilizáveis e a aplicação de uma abordagem de plataforma que eleva tanto o limite superior quanto o inferior das capacidades dos agentes. O elemento central é o AgentArts — uma plataforma de ciclo de vida completo, que inclui AgentStudio para desenvolvimento flexível, AgentRun para operação confiável e AgentOps para funcionamento contínuo, sendo o openJiuwen o framework principal de código aberto.
Resolvendo o Problema da Estabilidade dos Agentes
O principal problema que a Huawei Cloud resolve é a lacuna de estabilidade entre os ambientes de demonstração e de produção de agentes. Zhou observou que os agentes estão gradualmente transformando o ecossistema tradicional de SaaS. No entanto, as empresas necessitam de agentes capazes de operar 24 horas por dia, 7 dias por semana, otimizar-se autonomamente, proteger-se contra ameaças inerentes à IA e fornecer monitoramento contínuo das cadeias de execução de tarefas. O AgentArts resolve este desafio introduzindo controladores multiníveis, capacidades de autoevolução, Identidade do Agente (Agent Identity), isolamento em nível de sessão, tokens dinâmicos e controle detalhado de permissões para minimizar erros dos agentes ao executar operações complexas.
Funcionalidades do Framework OpenJiuwen
O OpenJiuwen, sendo um framework de agentes corporativos de código aberto, possui mais de 90% de código comum com o AgentArts. Ele introduz duas paradigmas de engenharia: Engenharia de Coordenação para a colaboração de múltiplos agentes e Engenharia de Simbiose para a cooperação de longo prazo entre humanos e agentes. O framework trata grandes modelos de linguagem, repositórios de memória e protocolos de agentes como novos recursos computacionais, de disco e de rede, respectivamente, gerenciados através de um sistema operacional corporativo de agentes (AgentOS) unificado. As interfaces padrão para chamar ferramentas e serviços externos são CLI e MCP.
Aplicação no Setor Financeiro
Várias instituições financeiras já começaram a utilizar essas tecnologias. O China Postal Savings Bank desenvolveu um mecanismo de execução de agentes usando a pilha Huawei Cloud e openJiuwen, alcançando operação automatizada 24/7 com capacidade de coleta de dados, análise e distribuição multicanal em nível de minutos. A Tianyancha integrou 160 capacidades MCP e transformou seis cenários de controle de risco em Habilidades (Skills) reutilizáveis. Além disso, a Huawei Cloud, em parceria com o ICBC, China UnionPay e mais de dez instituições financeiras, lançou a iniciativa 'Fábrica dos Sonhos de IA Industrial' na Zona de Finanças Inteligentes para criar e trocar ativos setoriais de agentes, abrangendo mobile banking, marketing inteligente, controle de risco e cenários de banking remoto.
Previsões e Abordagem Sistêmica
A Academia Chinesa de Tecnologia da Informação e Comunicação (CAICT) prevê que a penetração de agentes atingirá 70% até 2027 e 90% até 2030. No entanto, o diretor da CAICT, Wei Kai, observou que a eficiência individual não é igual à eficiência organizacional. As empresas não podem implementar agentes de forma isolada; elas necessitam de metodologias de engenharia para definição de objetivos, roteiros, sistemas de avaliação e iteração contínua. É necessário, ainda, resolver questões de integração de negócios, gestão de dados, interação multiagente, segurança de toda a cadeia e distribuição de responsabilidade entre humano e máquina. A abordagem de plataforma da Huawei Cloud visa fornecer um nível de infraestrutura que permita essa transformação sistemática de agentes nas empresas, movendo-os de meras respostas a perguntas para a execução de tarefas de negócios reais nos setores bancário, energético, industrial e outros setores chave.