O presidente da Comissão de Inquérito Madlanga, o ex-juiz Mbuyiseli Madlanga, declarou na segunda-feira que o atestado médico da advogada Andrea Johnson, chefe da IDAC, que atrasou seu depoimento na investigação parlamentar, é um daqueles 'supostos certificados médicos inúteis'.
Motivos do adiamento das audiências
Madlanga observou que tais atestados não contêm informações úteis. Ele informou que as circunstâncias forçam o adiamento da audiência com a advogada Johnson para uma data ainda indefinida.
A comissão perdeu um dia de trabalho porque Johnson, que deveria depor na segunda-feira, supostamente ficou doente. Anteriormente, o Presidente Cyril Ramaphosa prorrogou o prazo para apresentação do relatório final da comissão até 16 de novembro de 2026 (o prazo anterior era 31 de agosto), bem como o prazo para apresentação de novas provas até 2 de outubro de 2026, para permitir a conclusão das discussões levantadas durante as audiências. No entanto, um dia já foi perdido.
Posição dos representantes das partes
O representante legal do Ministério Público Nacional (NPA), o advogado Apla Bodlani SC, informou à comissão na segunda-feira que Johnson foi levada às pressas a um hospital. Bodlani relatou que seu cliente conseguiu falar com o médico pouco antes do início da sessão. Foi informado que Johnson está sob cuidados médicos e tem sérios problemas de saúde que ele não pode divulgar publicamente, e está recebendo assistência.
Ele reconheceu o impacto da ausência da advogada Johnson perante a comissão, enfatizando que 'as circunstâncias são tais que a comissão não poderá realizar seu trabalho hoje, pois a pessoa que deveria comparecer não pode fazê-lo'.
Discussão de alternativas
A líder de provas da comissão, a advogada Malape Sello SC, solicitou o adiamento do depoimento para uma data ainda indefinida. Madlanga pediu a Sello que explicasse por que a comissão não poderia continuar o trabalho na ausência de Johnson, considerando que situações semelhantes foram resolvidas nos casos do diretor geral da Medicare24, Mike van Wyk, e do vice-chefe do Serviço de Inteligência, Major General Feroz Khan.
Sello explicou que eles reconhecem que a Comissão está operando sob prazos extremamente apertados e consideraram a possibilidade de 'salvar o dia' para que a sessão não desmoronasse completamente. No entanto, ela observou que a natureza do depoimento da advogada Johnson não permite essa abordagem.
Ela esclareceu que os depoimentos anteriores ocorreram sem testemunhas, baseando-se em mensagens do WhatsApp fornecidas aos testemunhas, sobre as quais foram feitas perguntas posteriormente. Sello acrescentou que esses textos do WhatsApp permitiam aos líderes de provas registrar o material e tirar conclusões durante a discussão dos chats. Ela possui duas declarações da advogada Johnson — uma principal e uma adicional, ambas narrativas. Ela não tem mensagens do WhatsApp para apresentar aos comissários, e a única opção é ler sua declaração no protocolo, mas suas declarações respondem a questões já levantadas.
Sello concluiu que, na melhor das hipóteses, teria que encontrar as perguntas feitas a Johnson e ler as respostas aos comissários. O presidente respondeu que isso não serviria ao propósito, pois os comissários precisariam interagir com ela e investigar sua narrativa.
Acusações contra Johnson
De acordo com os depoimentos apresentados à comissão, Johnson supostamente entregou uma pasta de documentos ao vice-chefe do Serviço de Inteligência, Major General Feroz Khan, que era suspeito no caso. Isso ocorreu antes de Khan fazer uma declaração de advertência, o que, na opinião do ex-investigador Hawks, subtenente Kobus Roelofs, permitiu que Khan obtivesse a versão dos fatos da declarante, o que não deveria ter acontecido.
Johnson também é acusada de interferir depois de supostamente entrar em contato com testemunhas no processo contra si mesma. Isso aconteceu depois que uma coronela no escritório de Khan relatou o comportamento de Johnson, acusando-a de vazar a pasta de documentos e ordenando a exclusão de um e-mail após sua impressão.