No âmbito do programa 'Rooibos no Espaço', sementes de rooibos serão lançadas para a Estação Espacial Internacional (ISS). Este projeto será a primeira iniciativa desse tipo da África do Sul.
Expedição ao Espaço
Em outubro, as sementes de rooibos serão entregues na ISS, localizada a cerca de 400 km acima da Terra. Lá, elas passarão várias semanas, sendo expostas à microgravidade e à radiação espacial. Quando as plantas retornarem no início do próximo ano, serão comparadas com sementes idênticas que nunca deixaram a Terra.
Pesquisa Científica
Cientistas e estudantes compararão como essas sementes germinam, crescem, lidam com o estresse e produzem colheitas. A iniciativa 'Rooibos no Espaço' foi desenvolvida pelo South African Rooibos Council (SARC) em colaboração com a MaxIQ Space, com o apoio da Agência Nacional Espacial da África do Sul (SANSA).
Participação Juvenil
O experimento será conduzido por alunos de sete escolas na região de Cederberg, berço do rooibos. Juntamente com agricultores locais, eles coletarão e analisarão dados no âmbito de uma pesquisa científica real. Entre os participantes está Emma Newwood, aluna do 8º ano da Academia Morester em Van Rynsdorp.
Emma, que gosta de chá de rooibos com mel, teve uma experiência completamente nova graças a este projeto. Ela expressou sua surpresa, dizendo: 'Eu pensei: 'Não pode ser, isso não é real'. Fiquei tão surpresa. Mas também estou muito feliz, porque é realmente algo grande para a África do Sul e para a agricultura sul-africana.'
Visão de Futuro
Emma sempre demonstrou interesse em ciência, biologia e espaço. Ela observou: 'Eu acho que a parte mais legal é que isso vai para o espaço e simplesmente ficará lá, entre as estrelas.' Ela também sugeriu que esta pesquisa poderá ajudar as pessoas a viver fora da Terra no futuro, mencionando um projeto para criar um ambiente habitável em Marte.
Segundo Emma, o projeto é importante não apenas pelo rooibos, mas também porque tem o potencial de despertar a curiosidade em outros alunos e incentivá-los a carreiras em STEM no futuro. Ela acrescentou que um suculento poderia ser sugerido como próximo objeto a ser enviado ao espaço.
Comentários de Especialistas
Thandile Vuntu, chefe do Departamento de Engajamento Científico da Agência Nacional Espacial da África do Sul em Germaneuse, enfatizou que a ciência espacial está se tornando parte do dia a dia e abre novas oportunidades para jovens interessados em ciência, tecnologia, engenharia e matemática. Ele declarou: 'A curiosidade gera inovação. Espero que este projeto prove a estas crianças que no espaço nada é impossível.'
Dewey de Villiers, diretor do South African Rooibos Council, observou que o projeto reflete a busca do setor por inovação, educação e pesquisa aplicada. Ele explicou que o rooibos tem sido parte do patrimônio agrícola da África do Sul por muito tempo, e este projeto o coloca em um contexto científico mais amplo, onde se cruzam a biologia vegetal, a pesquisa espacial e a educação.
Anteriormente, cientistas já cultivaram culturas como alface na ISS e estudaram a reação de ervilha e soja à vida em condições de microgravidade. Essas pesquisas podem potencialmente ajudar os astronautas a cultivar alimentos durante missões longas, bem como dar aos cientistas uma compreensão mais profunda do crescimento das culturas na Terra.