A equipe Banyana Banyana está se preparando ativamente para retornar ao torneio Wafcon com o objetivo de conquistar o troféu continental que venceram no Marrocos em 2022.
Metas no próximo torneio
Antes do início do Wafcon 2026 no Marrocos, a equipe tem uma tarefa clara: garantir um lugar entre os quatro primeiros da competição para assegurar sua participação na Copa do Mundo Feminina da FIFA 2027, que será realizada no Brasil. No entanto, a treinadora Disari Ellis reconhece que alcançar esse objetivo não será fácil.
Experiência anterior e pressão
A Banyana Banyana retornará ao Marrocos no final deste mês, buscando recuperar o tempo perdido. No torneio anterior, a equipe teve um resultado decepcionante, perdendo o título para suas rivais acérrimas da Nigéria e terminando em quarto lugar geral. Este resultado colocou em dúvida o futuro de Ellis, especialmente depois que a atacante Jermaine Seoposenwe criticou publicamente a treinadora por não conseguir proteger o elenco de falhas administrativas por parte da SAFA, especificamente relativas aos bônus dos jogadores antes de grandes eventos.
Confirmação de contrato e estratégia
No entanto, Ellis conseguiu superar essa turbulência e estender seu contrato. Considerando as longas negociações sobre o novo acordo, ela entra no torneio com um mandato rigoroso: voltar ao pódio do Wafcon e garantir seu lugar no próximo evento mundial. Durante um dia aberto à imprensa no estádio AW Muller Stadium na quarta-feira à tarde, Ellis enfatizou que todos os jogadores da equipe estão unânimes antes da partida.
Ellis declarou: «Tivemos uma reunião com o grupo e os jogadores mais experientes, como sempre fazemos. Eles sabem o que está em jogo». Ela acrescentou que conversou com muitos jogadores, e todos dizem a mesma coisa: «a qualificação para a Copa do Mundo é o objetivo final». Ela também observou que a experiência passada ajuda, e para outros jogadores será a primeira vez, então eles precisam garantir que todos estejam na mesma página.
Elenco e preparação para os jogos
Ellis formou um elenco preliminar de 31 jogadoras, combinando jovens e atletas experientes, que deverá ser reduzido para 26 pessoas antes da viagem ao Marrocos no sábado. A treinadora espera que cada jogadora corresponda às expectativas. Em 16 dias, 16 países lutarão pela grandeza africana.
Falando sobre a pressão, Ellis acrescentou: «É sempre difícil dizer a alguém o que esperar quando não se pode prever como reagirão à pressão. Mas nós sempre pregamos a ideia de quão importante é subir de nível. No final das contas, 11 pessoas entram em campo, mas todo o elenco deve estar pronto para contribuir».
Familiarização com as condições do Marrocos
Esta viagem marca a terceira participação da Banyana no Wafcon no Marrocos, após a estreia vitoriosa em 2022 e o desempenho insatisfatório no ano passado. Graças a essa familiaridade, Ellis espera que sua equipe se adapte facilmente às condições locais. Ela esclareceu que, embora não fiquem nos mesmos locais de antes (primeira vez – Oudjda, segunda – Rabat, e agora a base em Casablanca), Marrocos continua sendo Marrocos, assim como a África do Sul é a África do Sul. A equipe está acostumada com o ambiente, sabe que fará calor e as condições serão difíceis, mas eles estão planejando isso, portanto, a viagem está programada para sábado para que tenham tempo suficiente para aclimatizar.
Análise dos adversários no grupo
A Banyana luta desesperadamente para chegar ao terceiro Mundial consecutivo, contando com sua estreia em 2019 e a qualificação bem-sucedida para os playoffs em 2023. No entanto, antes de olhar para o Brasil, elas precisam passar pela fase de grupos do Wafcon e vencer o jogo decisivo das quartas de final. Ellis analisou seus oponentes no grupo: Tanzânia, Burkina Faso e Costa do Marfim.
A treinadora analisou os adversários, observando que a Tanzânia provavelmente desejará jogar futebol, enquanto Burkina Faso e Costa do Marfim são equipes muito físicas. Ela acrescentou que jogaram muito contra equipes físicas no último ano, tanto no Wafcon quanto nas eliminatórias. A equipe sabe que os adversários tentarão usar passes longos, e elas estão treinando intensamente para combater isso. Ellis concluiu que, apesar de toda a preparação, o futebol se resume à execução no dia da partida. Ela lembrou que sempre disseram que, se mantivessem uma 'folha limpa' (não sofrerem gols), criariam chances, e agora precisam ser clínicas diante do gol quando essas oportunidades surgirem.