A Copa do Mundo FIFA de 2026 deixou na memória não apenas resultados inesperados, mas também controvérsias relacionadas à arbitragem, interferência política, racismo, preços dos ingressos e a excessiva comercialização do torneio.
Principais problemas do torneio
Entre os eventos mais debatidos da Copa do Mundo de 2026 estavam as decisões polêmicas dos árbitros, a influência política, casos de racismo, os altos preços dos ingressos e a transformação dos intervalos em pausas publicitárias.
Detalhes dos incidentes controversos
Foram reunidos oito incidentes chave que geraram maior discussão durante a realização da Copa do Mundo de 2026.
Pressão política e desclassificações
O atacante americano Folarin Balogun recebeu cartão vermelho em uma partida contra a Bósnia e Herzegovina. Sua suspensão automática de um ano foi posteriormente adiada para um período de teste, permitindo que o jogador entrasse em campo contra a Bélgica. O presidente dos EUA, Donald Trump, contatou o presidente da FIFA, Gianni Infantino, para solicitar a revisão dessa decisão. Esta situação intensificou os debates sobre a influência da política nas decisões de futebol, ao que a UEFA reagiu fortemente, criticando a decisão da FIFA.
Incidentes racistas e reclamações
Após a vitória da França sobre o Paraguai, o senador paraguaio Celeste Amarilla ofendeu Kylian Mbappé usando expressões racistas, chamando-o de 'camaruncudo' devido à cor da pele e origem africana. Mbappé chamou o senador de indigno de seu cargo, e a federação de futebol da França anunciou a intenção de entrar com um processo judicial.
Além disso, a seleção do Egito apresentou uma reclamação oficial à FIFA após a partida contra a Argentina. Apesar de o Egito estar liderando por 2 a 0 na semifinal, eles acabaram perdendo por 2 a 3. O gol de Mostafa Zico foi anulado pelo VAR, e o pênalti que os egípcios exigiam no final do jogo não foi marcado.
Tecnologia e gols controversos
Na partida Croácia x Portugal, Josko Gvardiol empatou o placar no tempo extra. No entanto, um sensor instalado na bola registrou um leve toque de Igor Matanovich, o que levou à anulação do gol por impedimento. Um toque insignificante, quase imperceptível ao olho humano, causou insatisfação por parte da equipe croata. Luka Modrić comentou sobre o uso da tecnologia, e a federação de futebol da Croácia solicitou esclarecimentos à FIFA.
Questões aos árbitros e estrelas
No primeiro jogo entre Argentina e Jagoira, Lionel Messi realizou um desarme perigoso por trás contra o zagueiro Ayse Mandi. O árbitro marcou falta, mas Messi nem sequer recebeu cartão amarelo. Após este incidente, quando Balogun recebeu cartão vermelho em uma situação semelhante, torcedores e especialistas começaram a falar sobre tratamento privilegiado dado aos jogadores estrela.
Houve também controvérsias sobre um pênalti no jogo Inglaterra x Gana. Na partida, que terminou 0 a 0, foi sinalizada uma infração na disputa aérea entre Ezri Konsa e Prince Kwaben, mas o árbitro não marcou pênalti, e o VAR não revisou o lance.
Comercialização e intervalos
O capitão da seleção de Gana, Charles Keirush, pediu à FIFA que revisasse a forma de utilização do sistema VAR. Antoine Semenyo enfatizou a necessidade de os jogadores exigirem de forma mais ativa a revisão das decisões dos árbitros.
Os altos preços dos ingressos também geraram insatisfação entre os torcedores: os ingressos para a fase de grupos começavam em 140 dólares, e para as finais, a partir de 4 mil dólares. Após as críticas, a FIFA lançou um lote limitado de ingressos especiais a 60 dólares. As organizações de torcedores, no entanto, consideram os preços excessivamente altos.
Outro ponto foram os intervalos de três minutos para beber água nos minutos 22 e 67 das partidas. A FIFA justificou isso como preocupação com a saúde dos jogadores. No entanto, quando as emissoras de televisão começaram a exibir publicidade durante essas pausas, surgiram suspeitas de que a decisão havia sido tomada por razões comerciais, embora a FIFA tenha negado tais alegações.