Na República Democrática do Congo, o número de vítimas de Ebola atingiu 600 pessoas. De acordo com dados do Ministério da Saúde do país, o número total de casos confirmados é de 1.759 pessoas.
Propagação da doença
A situação causa crescente preocupação, pois agora estão sendo detectados casos suspeitos mesmo em regiões onde a doença não era registrada anteriormente. Especificamente, na cidade de Kisangani, que é o centro da província de Tshopo no norte do país, há suspeita de infecção por Ebola em duas pessoas. Um dos casos está relacionado ao início da epidemia na província de Ituri, e o outro não tem nenhuma ligação com os focos existentes.
Reação internacional e problemas
A Organização Mundial da Saúde (OMS) informou que o vírus está se espalhando rapidamente devido a problemas relacionados à migração populacional e segurança. Além disso, alguns centros de tratamento estão operando praticamente no limite de suas capacidades. A situação é agravada pela falta de pessoal médico, já que médicos e enfermeiros afirmam não terem recebido salários por vários meses após o anúncio da epidemia. A escassez de equipamentos de proteção e as condições de trabalho difíceis também são motivos de insatisfação. Autoridades declararam que medidas estão sendo tomadas para resolver esses problemas.
Pesquisas científicas e ameaças
Especialistas enfatizaram que esta epidemia está relacionada à cepa do vírus 'Bundibugyo', e atualmente não existe vacina aprovada ou método de tratamento eficaz para este patógeno. Por essa razão, cientistas iniciaram os primeiros ensaios clínicos contra a doença na semana passada e intensificaram as pesquisas voltadas para conter a propagação do vírus.