Uganda espera liberar seu último paciente com Ebola na quinta-feira. Este evento marca um marco importante na luta contra o surto e inicia um período de espera de 42 dias necessário para que o país seja declarado livre de Ebola.
Uganda espera liberar seu último paciente com Ebola na quinta-feira. Este evento marca um marco importante na luta contra o surto e inicia um período de espera de 42 dias necessário para que o país seja declarado livre de Ebola.
O porta-voz governamental Alan Kasuja informou que o paciente final será retirado da ala de isolamento do Hospital Nacional de Referência de Mulago em Kampala na manhã de quinta-feira. Kasuja observou em uma postagem no X que, após isso, Uganda começará a contagem do tempo. De acordo com as diretrizes da Organização Mundial da Saúde, se nenhum novo caso for registrado durante 42 dias, o país será declarado livre de Ebola.
O Ministério da Saúde de Uganda relatou que foram registrados 19 casos confirmados de Ebola no país, relacionados à cepa Bundibugyo. Desses, 17 pessoas se recuperaram, um paciente está em isolamento e dois faleceram. Destes casos, cinco foram transmitidos dentro do país e quinze foram importados da República Democrática do Congo (RDC) vizinha.
Estes eventos ocorrem em meio ao agravamento de um surto mais amplo na RDC. De acordo com o governo congolês, na quarta-feira foram registrados 2011 casos confirmados de Ebola e 754 mortes confirmadas. A OMS declarou o surto na RDC como uma Emergência de Saúde Pública de Interesse Internacional em maio. Este surto, causado pela rara cepa Bundibugyo, é o terceiro maior surto registrado desta cepa.
Na República Democrática do Congo, o número de vítimas de Ebola atingiu 600 pessoas. De acordo com dados do Ministério da Saúde do país, o número total de casos confirmados é de 1.759 pessoas.
A situação causa crescente preocupação, pois agora estão sendo detectados casos suspeitos mesmo em regiões onde a doença não era registrada anteriormente. Especificamente, na cidade de Kisangani, que é o centro da província de Tshopo no norte do país, há suspeita de infecção por Ebola em duas pessoas. Um dos casos está relacionado ao início da epidemia na província de Ituri, e o outro não tem nenhuma ligação com os focos existentes.
A Organização Mundial da Saúde (OMS) informou que o vírus está se espalhando rapidamente devido a problemas relacionados à migração populacional e segurança. Além disso, alguns centros de tratamento estão operando praticamente no limite de suas capacidades. A situação é agravada pela falta de pessoal médico, já que médicos e enfermeiros afirmam não terem recebido salários por vários meses após o anúncio da epidemia. A escassez de equipamentos de proteção e as condições de trabalho difíceis também são motivos de insatisfação. Autoridades declararam que medidas estão sendo tomadas para resolver esses problemas.
Especialistas enfatizaram que esta epidemia está relacionada à cepa do vírus 'Bundibugyo', e atualmente não existe vacina aprovada ou método de tratamento eficaz para este patógeno. Por essa razão, cientistas iniciaram os primeiros ensaios clínicos contra a doença na semana passada e intensificaram as pesquisas voltadas para conter a propagação do vírus.