De acordo com uma nova pesquisa realizada pela firma de recrutamento Robert Walters, um dos nove expatriados nos Emirados Árabes Unidos (EAU) pretende tirar folga após assistir aos jogos da sua seleção nacional na Copa do Mundo de Futebol de 2026. Isso ocorre porque os jogos noturnos colocam em dúvida o horário de trabalho habitual em todo o país.
Planejamento de tempo de trabalho
A pesquisa revelou que 11% dos profissionais expatriados esperam tirar folga após os jogos das seleções nacionais, enquanto 34% preferem trabalhar remotamente. Como a Copa do Mundo será realizada nos Estados Unidos, Canadá e México, muitos jogos ocorrem no início da manhã, pelo horário padrão do Golfo Pérsico.
Por exemplo, o recente jogo entre Inglaterra e México começou às 4h, horário GST, deixando muitos torcedores com privação de sono antes do início do dia de trabalho.
Impacto de eventos esportivos nos negócios
Este estudo indica que os empregadores estão cada vez mais conscientes do impacto de grandes eventos esportivos mundiais no bem-estar e na produtividade dos funcionários. De acordo com a pesquisa, 37% dos especialistas afirmaram que condições de trabalho flexíveis durante o torneio melhorarão sua relação com o empregador.
Um ponto positivo é que dois em cada cinco empregadores relataram já ter aprovado horários flexíveis ou a possibilidade de trabalho remoto em torno dos jogos principais da Copa do Mundo.
Opinião do especialista sobre flexibilidade
Jason Grandi, diretor executivo da Robert Walters Middle East, observou que a flexibilidade temporária no local de trabalho pode ajudar as organizações a manter a produtividade, ao mesmo tempo em que cuida do bem-estar do pessoal. Grandi enfatizou que a implementação de formatos flexíveis temporários, como trabalho híbrido ou início de trabalho mais tardio durante períodos de grandes jogos, permite que os funcionários conciliem melhor trabalho e obrigações pessoais.
Ele acrescentou que isso também contribui para a criação de uma abordagem mais consistente à flexibilidade, reduzindo o número de pedidos informais e ajudando as empresas a manter a continuidade dos negócios e a produtividade. Grandi também acredita que até mesmo os funcionários que não demonstram grande interesse por futebol podem se beneficiar de maior flexibilidade, o que terá um impacto positivo no moral da equipe e na lealdade de longo prazo dos funcionários.
A Robert Walters concluiu que os resultados obtidos demonstram a crescente influência dos eventos esportivos globais nas políticas corporativas e espera que os empregadores enfrentem problemas semelhantes no próximo ano, quando a Austrália sediar a Copa do Mundo de Rugby.