Os fortes indicadores de exportação chineses sustentaram a segunda maior economia mundial, que está aproveitando o boom tecnológico global em meio às dificuldades econômicas causadas pelo conflito contínuo no Oriente Médio.
Dinâmica comercial em junho
De acordo com dados alfandegários publicados na terça-feira, as exportações da China em junho aumentaram 27% em comparação com o mesmo período do ano passado, representando o maior crescimento percentual nos últimos quatro meses. Este aumento superou as previsões dos analistas e foi amplamente impulsionado pela demanda por semicondutores, dado os investimentos maciços observados em todo o mundo, provocados pela busca pelo desenvolvimento de inteligência artificial avançada.
Mudança nas importações e energia
Paralelamente, as importações cresceram 36% em termos anuais, atingindo o máximo em cinco anos, apesar de as importações de petróleo bruto terem caído para um mínimo próximo de dez anos. Dados chineses mostraram que as importações de petróleo bruto em junho caíram 41,3% em relação ao ano anterior, pois as refinarias do país restringiram suas operações e passaram a depender de estoques internos em vez de novas compras.
Impacto do conflito na economia
As exportações crescentes e a autossuficiência energética da China ajudaram a mitigar o impacto econômico da guerra no Irã, que afetou a produção de petróleo bruto no Oriente Médio e interrompeu os fornecimentos para grandes compradores. No mercado de Brent crude, o padrão mundial, houve um aumento de 1,4% na terça-feira, atingindo o máximo mensal de US$ 84,49 por barril, dois dias após o maior aumento diário em seis anos.