A equipe dos Springboks deve evitar sobrecarregar o ala central Jesse Kriel antes do confronto com os All Blacks. Antes deste grande adversário, a equipe não pode se dar ao luxo de sobrecarregar Kriel.
A equipe dos Springboks deve evitar sobrecarregar o ala central Jesse Kriel antes do confronto com os All Blacks. Antes deste grande adversário, a equipe não pode se dar ao luxo de sobrecarregar Kriel.
Embora tenham ocorrido dois testes e um jogo amistoso na temporada, Kriel permanece como um dos poucos jogadores dos Boks que joga consistentemente no time titular de quinze. Embora Rasụ Erasmus tenha rotacionado o elenco para aumentar a profundidade e dar chances aos jogadores durante a Copa do Mundo de Rugby, o experiente ala central permaneceu um elemento constante na formação inicial.
Ele está pronto para entrar no terceiro teste em algumas semanas, quando os Boks enfrentarem o País de Gales no sábado no Kings Park, e a ausência de um substituto reconhecido o torna indispensável. Sua contribuição nos jogos contra a Inglaterra e a Escócia foi significativa, apesar de ter tido dois parceiros diferentes no centro do campo. Suas habilidades na organização da defesa, comunicação e manutenção da compostura na posição nº 13 são cruciais para o estilo de jogo dos Springboks.
O principal problema para os campeões mundiais é que ele simplesmente não teve oportunidade de descansar. Canan Moody está no banco devido a uma lesão, deixando Kriel como o único especialista reconhecido na posição de ala central. Isso força o técnico dos Boks a continuar escolhendo o bicampeão mundial, mesmo quando outras posições estão sendo rotacionadas desde o primeiro jogo contra os Barbarians.
No entanto, a possibilidade de dar um descanso a Kriel pode surgir neste fim de semana ou em algumas semanas, quando os Boks jogarem contra a Argentina, embora ele esteja designado para jogar contra os Dragons em Durban. Se Moody puder retornar até o final da semana, será o momento ideal para o merecido descanso de Kriel. Moody demonstrou anteriormente estar confortável na posição de ala central e também ser um wing notável, e sua participação adicional nessa função fortalecerá a profundidade do elenco dos Springboks.
Outro jogador, Ethan Hooker, que sofreu uma concussão contra a Escócia, pode cobrir essa posição. Embora ele ainda esteja se adaptando ao rugby de teste, dar-lhe oportunidades agora está alinhado com a estratégia dos Springboks de criar profundidade no elenco, que se tornou um de seus maiores pontos fortes. É importante notar que isso não significa que Kriel precise de descanso por problemas de desempenho; pelo contrário, ele foi um dos executantes mais consistentes da África do Sul nos primeiros jogos. É por isso que sua carga de trabalho deve ser controlada.
Não faz sentido forçá-lo a jogar todos os minutos quando há opções de reserva prontas. O primeiro teste contra os All Blacks, que faz parte da maior rivalidade do rugby, ocorrerá em menos de dois meses, e todos sabem que esses jogos são prioritários para os Boks. Esses confrontos exigem mais esforço físico, mental e emocional do que quase qualquer outro jogo nesta temporada. Os Springboks querem que seus melhores jogadores estejam frescos e prontos para este desafio.
Rasụ Erasmus construiu grande parte do sucesso dos Boks na capacidade de saber quando rotacionar o elenco e quando confiar na profundidade. Se Moody estiver disponível neste fim de semana, parece ser uma oportunidade ideal para implementar essa estratégia. Dar um fim de semana de folga a Kriel contra o País de Gales pode ser inestimável a longo prazo, quando a grande rivalidade assumir o centro das atenções em alguns meses.
Após uma vitória convincente contra a Inglaterra em Ellis Park, que dissipou quaisquer dúvidas de que os Springboks são o melhor time do mundo, o técnico Rassie Erasmus pode realizar experimentos com seu elenco nos próximos dois jogos da Copa das Nações.
Os Boks obtiveram uma vitória sólida por 45-21, demonstrando que permanecem o padrão do rugby mundial. A equipe começou a campanha de forma brilhante, marcando sete touchdowns e mostrando excelente interação entre os forwards e o backfield.
Apesar de haver sinais de semelhança com o ano anterior no início do jogo em Ellis Park contra a Austrália, quando a Inglaterra conseguiu se recuperar pouco antes do intervalo, a mudança de atitude após o descanso permitiu aos sul-africanos retomar a vantagem. Eles não permitiram que sua intensidade diminuísse, defendendo com precisão e atacando com confiança e foco.
Mesmo com lesões de jogadores chave, como o capitão Siya Kolisi e Eben Etzebeth, que foram forçados a sair do jogo, a equipe demonstrou um alto nível. Cameron Horneck, que jogou em um único jogo, e o novato Paul de Villiers entraram em seu lugar. Erasmus e seus assistentes tiveram que reorganizar a linha, mas mesmo essas substituições tardias não conseguiram desestabilizar a equipe.
Isso testemunha a excepcionalidade do elenco, onde os jogadores podem se integrar facilmente ao jogo sem parecerem inseguros em seus papéis. De Villiers se destacou muito na disputa pela bola, e Horneck, apesar de jogar fora de sua posição principal nº 8, realizou vários avanços poderosos e tackles importantes.
Como há jogos contra Escócia e País de Gales pela frente, bem como mais um encontro com a Argentina, os Springboks não precisam mais provar ao mundo sua superioridade. Eles já venceram a Inglaterra e superaram todos esses adversários anteriormente.
Isso torna os próximos jogos de teste uma oportunidade ideal para os treinadores dos Boks continuarem investindo em atletas jovens, incluindo o meio-campista Wusi Moyo e o wing Jaco Williams, dando-lhes experiência valiosa no nível de Testes antes da Taça de Rivalidade Máxima contra os All Blacks. Até a chegada desta série, esses jogadores acumularão experiência adicional e, se forem necessários contra os adversários mais antigos dos Boks, estarão prontos para substituir os veteranos.
Infelizmente, a lesão de Riley Norton foi uma perda, pois ele poderia ter sido outro candidato adequado para ganhar experiência nos próximos jogos. Os campeões mundiais mostraram novamente por que estão no topo do jogo e por que a profundidade de seu elenco causa inveja no rugby mundial. Apesar da ausência de alguns jogadores da linha de frente, eles ainda tinham muita força demais para a Inglaterra.
O capitão Siya Kolisi, que representa os campeões mundiais, informou que a equipe está ignorando conversas externas e focada exclusivamente no próximo jogo contra a Inglaterra em Ellis Park no sábado, que faz parte da Copa das Nações.
Durante uma coletiva de imprensa normal de sexta-feira, na qual Kolisi participa com o assistente técnico Mzwandle Stik, um repórter da Inglaterra lhe fez uma pergunta. A questão dizia respeito a um incidente conhecido na semifinal da Copa do Mundo de 2023, quando o jogador inglês Tom Curry acusou o *hooker* dos Springboks, Bongani Mbonambi, de um insulto contendo linguagem grosseira e racismo. Vale notar que Curry também começará o jogo em Ellis Park contra os Springboks.
Kolisi reagiu calmamente, dizendo: «Eu não sei do que vocês estão falando», e acrescentou que, na verdade, havia esquecido o incidente. Ele enfatizou que muito mudou desde então e que este é um novo jogo. Se alguém continua pensando nisso, significa que seus pensamentos não estão focados no jogo, então eles seguiram em frente e mal podem esperar para jogar contra uma equipe forte.
Kolisi observou que Curry é um dos adversários mais difíceis com quem ele já jogou, lembrando jogos de 2018 e da final da Copa do Mundo de Rugby de 2019. Ele elogiou Curry, chamando-o de «pessoa especial», e afirmou que o próximo jogo não seria exceção.
O treinador Rassie Erasmus montou o time mais forte possível dos Springboks para abrir a temporada de testes. Embora os torcedores sul-africanos esperem que os «Leões Brancos» sejam derrotados, Kolisi não permite que o sentimento público influencie a equipe. Ele reconheceu que o jogo contra a Inglaterra é sempre muito difícil, pois a Inglaterra sempre tem uma linha poderosa, e é frequentemente aí que seus jogos começam. Ele acrescentou que a Inglaterra dá grande atenção aos seus elementos estabelecidos, e os Springboks cuidarão da preparação dos *forwards*, especialmente em *scrums* e linha de saída.
Kolisi garantiu que não há chance de complacência na equipe. Ele explicou que a equipe ouve os treinadores, e não o público. Tendo vasta experiência em rugby e enfrentado críticas anteriormente, eles sabem como reagir a tais situações. Graças ao talento e à competição na África do Sul, a equipe nunca entra em um jogo de teste com a suposição de vitória garantida; caso contrário, não estariam se preparando tão cuidadosamente quanto nesta semana. Eles não deram atenção ao barulho externo.
Kolisi também mencionou que o fator Ellis Park dará à sua equipe a vantagem de «Jogador 24». Ele expressou amor pelo estádio, que é considerado o lar espiritual do rugby dos Springboks. Para ele, o amor por Ellis Park começou na final da Copa do Mundo de 1995 e o quão significativo foi esse momento não apenas para o rugby, mas para toda a África do Sul. Ele enfatizou que carregam toda essa história, bem como as conquistas da equipe desde 2019, buscando criar seus próprios momentos para as futuras gerações, enquanto o momento de 95 sempre será especial.